BAUH4 - Excelsior

Iniciando o topico sobre a empresa. Último resultado trimestral apresentou aumento de 32% no ebtida, apesar de uma redução de 14% nas vendas físicas, houve um resultado não recorrente em razão da revisão do lucro tributável de anos anteriores, ocasionando um lucro líquido de 16 milhões no trimestre. O P/L ajustado ficou em 12x. Boa previsão para o pagamento de dividendos no próximo ano.

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Calculo com os valores ajustados, excluindo o resultado não recorrente.

Empresa BAUH4
Cotação atual 27,50
Preço alvo pelo PSBe esta em 54,38 com potencial de crescimento de 98%
Pelo FCD, utilizando uma taxa de crescimento de 8% ano, p/ os próximos 5 anos,
com 9% de taxa de desconto, chego a um valor de 49,09
Na cotação atual, e considerando uma perpetuidade de 0, o mercado esta precificando pelo
FCD um crescimento anual de 2% p/ os próximos 5 anos.

Indicadores Anual Ultimo tri anualizado
P/L 11,91 11,97
P/VP 2,19
ROE 18,4% 18,3%
DY 1,70%
Margem Operacional 9,1% 10,7%
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Acho que o maior limitador dele, frente a seus pares, é que não trabalha com exportação. Por outro lado é a única do setor que tem um bom histórico de rentabilidade.

Pesa tb negativamente o fato de ter baixa liquidez e não ter tag along. Não sei as intenções da sua controladora, a JBS, p/ a empresa.

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Este foi um dos meus receios iniciais, mas o fato é que a melhora na rentabilidade da empresa ocorreu após a entrada da JBS. Até achei alguns comentários na internet de antigos funcionários reclamando da mudança na gestão, que antes era bem paternalista, “boa para aposentar” parafraseando, e assumiu um perfil mais corporativo, voltado para metas e resultados.

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Uma das lições que aprendi bem com Mplu é de ter cuidado ao comprar empresas menores que tenham risco de fechar capital, e estejam muito acima do seu VP. Por enquanto com estes resultados reportados acho que tal risco é baixo. Mas se porventura a empresa reportar uma queda maior no LL, fica mais viável a JBS tentar fechar o capital por um preço baixo.

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Cadu, não tenho muita experiência com esse tipo de situação, mas na minha análise de risco para compor a carteira foi até um dos fatores determinantes, porque me corrija se estiver errado, ocorrendo o leilão de compra das participações minoritárias, concordando ou não com o valor estipulado, poderia eu, por livre e espontânea vontade, permanecer ainda com estas ações mesmo não sendo mais elas negociadas no ambiente da bolsa, correto?

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Depende. Em alguns casos, se a sobra de ações for pequena (inferior a 5%), a empresa pode acionar uma opção de recompra automática (como fez por exemplo MPLU). Ou seja, eles tomam as suas ações a força rs.

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:joy: :joy: :joy: :disappointed_relieved:

Tinha passado batido, talvez explique o aumento nas cotações.

Aqui explica sobre a OPA. A instrução normativa da CVM que trata da OPA é a 361/2002.

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Ainda não tenho muito como fundamentar a teoria, mas estou começando a ver como suspeitos os movimentos da LIS Capital: a base acionária está ficando comprimida e o fundo continua comprando agressivamente sem olhar preço. Em Julho já haviam atingido 44% das preferenciais e não pararam desde então. Os gestores parecem ser mais novos do que eu e a política é negociar ações em mercado organizado, então não duvidaria de ser apenas um movimento a la Tarpon em escala reduzida e sem cadeira no conselho, mas também difícil descartar um conluio com a JBS. Afinal, seria mais fácil negociar com 1 do que com 1.000 e ainda mais se estes aceitassem ações como pagamento. Estou acompanhando, talvez pular do cavalo a 2 metros do abismo?

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Tem que analisar qual é a postura do fundo. No site deles fala que é longo prazo (value investing) - o que pode ser uma estratégia de camuflagem. Se eles forem private equity, então o foco deles é fazer dinheiro com a empresa, portanto eles podem estar traçando alguma estratégia e com o tempo se livrar dela. Pode ser uma operação casada etc (difícil saber). Veja no site da CVM se é possível ter acesso a carteira de anos atrás, pois isso pode lhe dar uma direção do posicionamento do fundo.

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O fundo é relativamente novo, não há muitas informações adicionais a respeito da política de investimentos além daquelas que mencionei. Mas há uma curiosidade importante:

Tinha observado que boa parte das participações que foram adquiridas ao longo dos últimos meses vieram de outros fundos. Pensei que fossem vendas negociadas entre eles, mas 80% do patrimônio do fundo pertence a outros fundos, o que me leva a crer agora que foram incorporações.

Eles só tem um ativo: BAUH4:

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Estão se reunindo e unindo forças seja lá para o que for.

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Ação segue valorizando, e fundo segue comprando…
Li em uma das cartas do fundo que eles adotaram uma postura similar com a UNIPAR:

  • Ação com baixa liquidez
  • Controlador envolvido em maracutaia
  • Empresa sadia
    O que os caras escreveram:
    Em síntese, concluímos ter encontrado um investimento com perfil risco/retorno muito
    favoravelmente assimétrico – do lado positivo estávamos investindo numa empresa com
    modelo de negócio bastante saudável e pagando extremamente barato por isso (potencial
    grande de upside); do lado negativo, se fracassássemos em reverter a OPA, o preço que
    receberíamos pelas nossas ações seria apenas levemente inferior àquele pelo qual estávamos
    pagando por estas (potencial baixo de downside).
    Será que o controlador conseguiria forçar um processo de OPA? No meu ver acho que nao, pois o Fundo é detentor de uma parcela grande de açoes, a menos que eles estejam em conluio com o controlador.
    Alguma idéia?
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