Bolha Economia Americana / Global

Olá Pessoal,

Tenho visto notícias e vídeos apocalipticos a respeito de uma suposta nova bolha na economia americana.
Imaginando que isto seja plausível, quais ativos podemos nos posicionar para defender o patrimônios.

Obrigado a todos por qualquer opinião ou comentário.

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Recomendo fortemente este livro do Peter Lynch, o melhor gestor de todos os tempos, com a melhor rentabilidade em 12 anos até hoje. Somente em inglês, não foi traduzido ainda.

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Em algum momento vamos sair do bull market, é inevitável, a questão é realmente quando. Como o @matheuspiedade já colocou, antecipar é difícil. Se você aumentar sua liquidez já é uma maneira de se precaver. Mas, enfim, se um Deutsche Bank quebrar ou alguma coisa maior explodir por aí, o melhor hedge está na compra de dólar e venda de índice, sem alavancagem (cobre RF e RV), ou uma combinação de ambos. Mas como o Paulo Guedes já disse, estamos saindo da clínica de reabilitação enquanto o resto do mundo entra. Se você tolerar a volatilidade, limita os seus riscos e só aproveita para aumentar posição.

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O maior problema é que o bull market é lento, demora a subir… já a queda acontece de uma vez, antes q vc saiba que começou já caiu tudo dr uma vez e quando vc vê que caiu já é tarde. Ninguém sabe o momento exato que vai acontecer… então não há muito oq fazer… só aproveitar mesmo para comprar barato… se vc perceber pode se alavancar e ficar short em algo.

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Olá @matheuspiedade e @sr_fouquet sr_fouquet, obrigado pelas considerações.
Estou pensando em ter um pouco de liquidez e me proteger em ativos de Energia, Saneamento, Bancos (que sempre ganham na crise ou não), alguns FII’s de tijolo em boas localizações com bons inquilinos e talvez com alguma companhia que se beneficie da alta do dólar e juros (talvez alguma seguradora.
Tentar achar o topo ou fundo é para loucos hehehe…

Abs,

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@rodrigoocruz, não considero banco uma ação defensiva, poque bancos e corretoras foram o estopim da última crise (2008) e tiveram quedas fortes. Acho que o setor mais defensivo seria o de energia e saneamento que você citou. Em 2008 eu vendi todas as minhas ações. Na hora do “circuit breaker” você não olha gráfico, nem procura topo,você quer é se livrar das ações enquanto ainda está no lucro. :wink:

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A verdade é que nenhuma empresa, por mais defensiva que seja, vai proteger contra a queda das cotações. Em 2008, tivemos exemplos claros disso, e que abriram boas oportunidades, o mercado precificou muito mal a construção civil por causa do subprime, lembro que algumas construtoras foram colocadas no mesmo patamar de empresas que efetivamente quebraram. No entanto, seriam as maiores beneficiadas pelas políticas governamentais dos anos seguintes. Lembrando alguns casos de 2008:

Aracruz, papel e celulose
Valor Patrimonial em 2007: 5.361 milhões
LAIR em 2007: 1.031 milhões
LAIR em 2008: (5.353) milhões
LAIR em 2009: ------
Cotação máxima (27/05/2008): 17,50
Cotação mínima (28/10/2008): 2,90

Sadia, alimentos
Valor Patrimonial em 2007: 2.910 milhões
LAIR em 2007: 788 milhões
LAIR em 2008: (3.198) milhões
LAIR em 2009: ------
Cotação máxima (05/06/2008): 12,45
Cotação mínima (17/12/2008): 4,06

As duas eram de setores considerados defensivos e não deveriam estar expostas a estes prejuízos, mas estavam alavancadas em derivativos e tiveram que passar por fusões para sobreviver. A Aracruz virou Fibria, que hoje é Suzano, e a Sadia virou BRF. Abaixo segue o exemplo de empresas mais cíclicas que tiveram queda nas cotações e se recuperaram nos anos seguintes.

Cyrela, construção civil
Valor Patrimonial em 2007: 2.071 milhões
LAIR em 2007: 505 milhões
LAIR em 2008: 442 milhões
LAIR em 2009: 972 milhões
Cotação máxima (06/11/2007): 30,50
Cotação mínima (21/11/2008): 5,80
Cotação máxima - recuperação (2009-2010): 27,90

Bradesco, bancos
Valor Patrimonial em 2007: 30.357 milhões
LAIR em 2007: 10.544 milhões
LAIR em 2008: 8.173 milhões
LAIR em 2009: 12.119 milhões
Cotação máxima (07/12/2007): 15,76
Cotação mínima (27/10/2008: 7,43
Cotação máxima - recuperação (2009-2010): 17,43

Mais três exemplos em setores considerados defensivos, e que foram de alguma forma afetadas, mas se recuperaram depois:

Engie (Antes Tractebel), energia elétrica
Valor Patrimonial em 2007: 2.817 milhões
LAIR em 2007: 1.485 milhões
LAIR em 2008: 1.589 milhões
LAIR em 2009: 1.598 milhões
Cotação máxima (09/10/2007): 20,40
Cotação mínima (10/10/2008: 12,40
Cotação máxima - recuperação (2009-2010): 22,52

Sabesp, água e saneamento
Valor Patrimonial em 2007: 9.784 milhões
LAIR em 2007: 1.480 milhões
LAIR em 2008: 462 milhões
LAIR em 2009: 1.938 milhões
Cotação máxima (26/09/2007): 16,37
Cotação mínima (27/10/2008: 6,04
Cotação máxima - recuperação (2009-2010): 14,82

Porto Seguro, seguros
Valor Patrimonial em 2007: 1.815 milhões
LAIR em 2007: 703 milhões
LAIR em 2008: 467 milhões
LAIR em 2009: 514 milhões
Cotação máxima (11/06/2007): 26,50
Cotação mínima (30/10/2008: 10,00
Cotação máxima - recuperação (2009-2010): 28,30

Concluindo, é mais importante avaliar os motivos e os impactos reais de uma crise do que a queda imediata das cotações, que se deve mais ao fluxo do capital estrangeiro. Desde que comecei com ações, o maior impacto que eu já vi na economia foi o governo da Dilma e suas intervenções no setor elétrico, nos bancos, no resultado primário, tudo isso superou exponencialmente o subprime, que na verdade foi uma grande oportunidade aqui para os tupiniquins.

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Muito didatico e com exemplos

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Só complementando, em relação a redução do lucro de Sabesp e Porto Seguro em 2008, segue as notas que encontrei:

Sabesp

O Conselho de Administração da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) aprovou a republicação do balanço de 2008 do órgão. Por conta disso, foi constatada uma redução de quase R$ 945 milhões no lucro líquido no período citado.

A diferença, conforme veiculado pela Reuters, deve-se a despesas da Sabesp com o pagamento de pensões e aposentadorias a funcionários. Quase R$ 410 milhões referem-se à complementação de benefícios que eram de responsabilidade do governo do Estado, então controlador da empresa, mas que tiveram de ser quitados por conta de decisões judiciais.

Porto Seguro

A taxa de sinistralidade total da empresa, que mede quanto dos prêmios foram pagos em sinistros, aumentou 2,7 ponto percentual entre 2007 e 2008, passando de 52,4% para 55,1%. Já o índice combinado, que trata da eficiência operacional, subiu de 94,1% para 98,7%, o que representa uma piora.

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Apesar do livro beating the street não ter sido traduzido para o português, o seu primeiro livro, one up on wall street, está disponível em pt-br, com o título “O jeito Peter Lynch de investir”.
Não li o beating the street ainda, mas o one up é um bom livro e de fácil leitura.
https://www.amazon.com.br/jeito-Peter-Lynch-investir-estratégias/dp/8557173148/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&crid=25DWV01OQRNQX&keywords=o+jeito+peter+lynch+de+investir&qid=1571147706&sprefix=o+jeito%2Caps%2C282&sr=8-1

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Excelente livro… disponível na amazon tbm.

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“O mundo enlouqueceu e o sistema está quebrado” - Ray Dalio

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Acho que é bem isso, tem muito dinheiro represado e a tendência seria uma hora romper em cima do cidadão mediano na forma de inflação. Mas não dá para subestimar a capacidade dos governos de ir empurrando com a barriga eternamente. O cara hoje em dia compra título a -0,5% porque sabe que vai cair mais, que vai ganhar com o câmbio… Dívida soberana hoje em dia é uma questão tão abstrata que ninguém leva muito a sério e todos sabem que nunca vão pagar.

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Até então os governos contavam com duas coisas para pagar a divida, a economia a pagaria no longo prazo e sua moeda mais apreciada em relacao a outros países mais arriscados, porém a economia está depressiva em vários destes países como japão e europa, e as moedas podem sofrer uma desvinculacao ou quebra de padrão… e isto pode sim levar um quebra-quebra e uma crise enorme.

Pode ser daqui 5 anos ou daqui 50… Porém o avanaço tecnológico pode mudar completamente questões de escassez e dinâmica dos custos revertendo ou agravando o problema, mas este tb é outro fator totalmente imprevisível.

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