ENAT3 - Enauta (ex-QGEP3)

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Curto e grosso:
Qual a vantagem de ser acionista da 3R?

Não acompanho a empresa, qualquer resposta é bem-vinda.

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eu tenho essa mesma dúvida faz uns 4 anos!
sempre achei que PRIO3 e RECV3 são escolhas óbvias no setor

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Curto e grosso: fazendo as minhas contas! :blush: Produção potencial e reservas… Segue comparação:

PRIO:

Valor de Mercado Atual: 42,266 bi
Valor de Firma Atual: 49,330 bi

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PetroRecôncavo:

Valor de Mercado Atual: 6,129 bi
Valor de Firma Atual: 6,315 bi

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Enauta:

Valor de Mercado Atual: 6,488 bi
Valor de Firma Atual: 7,575 bi

Produção estimada para 2024: ?30-40? Tem potencial de chegar a 50 em 2025…
Reservas 2P: 181 mi

3R Petroleum:

Valor de Mercado Atual: 7,069 bi
Valor de Firma Atual: 15,610 bi

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Com 100% do Campo Papa Terra, vencendo um processo de arbitragem (deve levar mais de 2 anos e caso vença) semelhante ao que aconteceu com a Prio:

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Hoje quem tem ENAT3, é quase como se tivesse RRRP3 e, aos preços de hoje, a relação de troca está em uns 52,5% x 47,5%, enquanto será 53% x 47% na efetivação. Acredito que esta fusão tem quase 100% de chance de ocorrer…

A RECV3 é vista pelo mercado como uma empresa de excelente execução, mas sem muito potencial de crescimento atual, como se vê pelos números acima. A 3R é uma empresa que surgiu praticamente do zero, quase sem nenhum know how no setor e, por isto, vem aprendendo apanhando. A Prio é uma empresa de excelência, não dá pra comparar com outra junior oil, mas, no início ela também teve algumas dificuldades que a 3R tá tendo hoje. Outra coisa a considerar é que a Prio tem capacidade de fazer novas aquisições no curto prazo, mas isto deve ocorrer fora do Brasil. Além disto, a Prio tem vantagem tributária por poder exportar diretamente a maior parte da sua produção, então nenhuma empresa petroleira no Brasil pode ter a mesma precificação dela. E mais: a Prio pode se dar ao luxo de operar sem hedge, o que a 3R não pode fazer com a alavancagem atual. Então, não dá pra comparar 3R usando diretamente a precificação de Prio, mas, mesmo assim, em qualquer conta a discrepância de valor é enorme, na minha opinião.

Após a fusão com a Enauta:

“…
A nova empresa nasce com uma produção diária de mais de 86 mil barris este ano e 120 mil barris em 2025, com campos onshore e offshore. Para efeito de comparação, a PRIO tem uma produção de cerca de 90 mil barris/dia em 2024.
As reservas 2P vão ultrapassar os 700 milhões de barris (sem considerar 100% de Papa Terra), e a nova empresa nasce com uma alavancagem de apenas 1,4x EBITDA, dado que a Enauta tem caixa líquido, e a 3R, uma dívida líquida de US$ 1,4 bilhão.
Uma fonte próxima às empresas disse que, dada a estrutura de capital saudável, a nova companhia pode se tornar uma forte pagadora de dividendos.
…”

Fazendo as contas, mesmo desconsiderando a vitória no processo de arbitragem, a 3R tem potencial para ficar com múltiplos baratos em 2024 e ridículos a partir de 2025. Pra mim, mesmo antes da fusão com a Enauta, era a melhor relação de risco X retorno na bolsa! Porque mesmo que ela entregasse só uma parte do crescimento esperado (50%) já valeria demais o investimento. Com a fusão o retorno continua alto, mas o risco caiu praticamente a zero, na minha opinião.

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Valeu Fabião,
Peguei o básico, mas vou ler com calma, muita informação.

Numa impressão superficial, a produção parece promissora, mas não vou negar que me doi ver ENAT sacrificar o caixa líquido, ainda mais num momento que tava tudo engrenando. A FPSO tinha chegado ontem para ancorar…

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