Setorial - Energia Elétrica

Sem contar que ALUP ainda vai entregar muitos projetos 2022/2023, com certeza vai fechar essa boca de jacaré ai, eu só não aumento a mão agora pq estou carregado mas se cair mais vou vender FII e comprar mais

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https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-601/topico-596/BEN2021.pdf

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Comparativo das principais empresas do setor de Energia Elétrica:

Usei Lucro Líquido Recorrente e/ou Ajustado sempre que possível ou quando achei mais apropriado e justo.

Usei informações direto das Demonstrações Financeiras/Contábeis das empresas ou do Release.

Maior Preço = quanto ganharia caso a ação voltasse para a máxima dos anos 2020-2022.

Menor Preço = quanto perderia caso a ação voltasse para a mínima dos anos 2020-2022.

Algumas observações:

1 - Várias empresas estão mudando sua forma de atuação, então minhas observações podem não condizer com a realidade atual da empresa e/ou projeções de situações futuras podem ser alteradas pela própria empresa.

2 - Empresas que passaram por reorganização societária como Auren (antiga Cesp), AES Brasil e Omega Energia me deram muito trabalho para usar as informações mais corretas, espero que minhas conclusões estejam corretas…

3 - O P/L da MEGA3 está em vermelho pra identificar que usei o lucro contábil citado no Release da empresa, mas a Omega Energia na verdade teve prejuízo recorrente em 2021 de cerca de 56 milhões.

4 - Busquei citar os percentuais de geração e transmissão de energia por terem melhores margens e agregarem mais valor ao negócio da empresa; já distribuição e comercialização apresentam margens bem inferiores.

5 - Para chegar nos preços mínimos e máximos da AURE3 e MEGA3 eu usei os fatores de conversão e, então, calculei os valores que seriam correspondentes.

6 - Distribuidoras por Estado:

A) Região Norte

  • Amazonas: Amazonas Energia (sem ações na bolsa);
  • Roraima: Roraima Energia (sem ações na bolsa);
  • Acre: Energisa;
  • Rondônia: Energisa;
  • Amapá: Equatorial;
  • Pará: Equatorial;
  • Tocantins: Energisa.

B) Região Nordeste

  • Maranhão: Equatorial;
  • Piauí: Equatorial;
  • Ceará: Coelce (é controlada pela ENEL, que é enorme mas não tem ações na B³);
  • Rio Grande do Norte: Neoenergia;
  • Paraíba: Energisa;
  • Pernambuco: Neoenergia;
  • Alagoas: Equatorial;
  • Sergipe: Energisa;
  • Bahia: Neoenergia.

C) Região Centro-Oeste

  • Goiás: Enel;
  • Distrito Federal: Neoenergia;
  • Mato Grosso: Energisa;
  • Mato Grosso do Sul: Energisa.

D) Região Sudeste

  • Minas Gerais: Cemig (maior parte) e Energisa;
  • Espírito Santo: EDP Brasil;
  • Rio de Janeiro: Light (maior parte), Enel e Energisa;
  • São Paulo: Enel (capital), EDP Brasil, CPFL, Neoenergia e Energisa.

Segue o link para o mapa da distribuição em SP: Erro

E) Região Sul

  • Paraná: Copel e Energisa;
  • Santa Catarina: Celesc;
  • Rio Grande do Sul: Equatorial (litoral e indo até a parte mais central do Sul do Estado) e CPFL (maior parte do interior do Estado).

Sobre as empresas:

ELETROBRÁS: cerca de 60% é Geração e 40% é Transmissão em relação à Receita. Tem participações em várias outras empresas do setor. A maior parte da geração é hídrica. Montante muito alto em processos judiciais não provisionados. É estatal com grande possibilidade de privatização.

CEMIG: atua na Distribuição, Geração e Transmissão; tem presença em 10 Estados, tem a Gasmig e participação na Taesa. Em 2021, a Geração representou 8% da RL, 24% do EBITDA e 37% do LL, enquanto a Transmissão representou 3% da RL, 13% do EBITDA e 11% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição e/ou Comercialização. A maior parte da geração é hídrica. Alavancagem baixa para o setor. É estatal.

COPEL: atua na Distribuição, Geração e Transmissão; tem presença em 10 Estados, tem vários projetos, inclusive em gás natural e fez desinvestimento no setor de Telecom. Em 2021, Geração-Transmissão representaram juntas 31,5% da RL, 62% do EBITDA e 65% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição e/ou Comercialização. A maior parte da geração é hídrica (80%). Payout de 65% enquanto a alavancagem estiver inferior a 1,5 (Div.Liq/EBITDA). É estatal.

LIGHT: atua na Distribuição e Geração. Em 2021, a Geração representou 6% da RL, 29% do EBITDA e 26% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição e/ou Comercialização. A maior parte da geração é hídrica. Tem problemas operacionais recorrentes com perda/furto de energia, apesar de ter alguma melhora recente. Alavancagem muito alta. Montante muito alto em processos judiciais não provisionados. É uma empresa de capital pulverizado.

COELCE: atua 100% em Distribuição e concentrada no Ceará. Alavancagem bem alta. Montante muito alto em processos judiciais não provisionados. É controlada pela Enel.

CELESC: atua na Distribuição e Geração; tem pequena participação em gás natural e na empresa de Saneamento de Santa Catarina. Em 2021, a Geração representou 2,3% da RL, 22% do EBITDA e 29% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição e/ou Comercialização. A maior parte da geração é hídrica. Alavancagem baixa para o setor. É estatal, mas a EDP Brasil tem 30% das ações da empresa.

CPFL ENERGIA: atua na Distribuição, Geração e Transmissão (a partir de 2022 deve ser relevante com a aquisição da CEEE-T); tem forte presença em 2 Estados bem importantes como SP e RS. Em 2021, a Geração representou 10% da RL, 36% do EBITDA e 45% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição e/ou Comercialização. Cerca de 60% da geração é hídrica. Payout de 50%. É controlada pela State Grid (empresa chinesa e a maior do setor no mundo).

EQUATORIAL: atua na Distribuição, Geração (em 2022 deve crescer com a aquisição da Echoenergia) e Transmissão; tem presença nos Estados do RS (aquisição da CEEE-D), PA, AP, MA, PI e AL; tem investimentos em Saneamento, passando a operar no Estado do Amapá. Em 2021, a Transmissão representou 7% da RL, 16% do EBITDA e 5% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição, que é a parte principal da empresa ainda. Baixo payout para o setor. É uma empresa de capital pulverizado.

NEOENERGIA: atua na Distribuição, Geração e Transmissão; tem presença nos Estados de SP, BA, PE, RN e no DF. Em 2021, a Geração Renovável representou 3% da RL, 8% do EBITDA e 9% do LL, enquanto a Transmissão representou 9% da RL, 14% do EBITDA e 19% do LL, mas a empresa ainda tem geração térmica que em 2021 representou 3,5% da RL, 6,5% do EBITDA e 11% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição e/ou Comercialização. Cerca de 64% da geração renovável é hídrica, 33% é eólica e 3% é solar. Baixo payout para o setor. É controlada pela Iberdrola.

ENERGISA: atua na Distribuição, Geração e Transmissão; tem presença em 11 Estados (AM, AC, TO, MT, MS, PB, SE, MG, SP, RJ e PR), e vem investindo e fazendo aquisições no segmento de Transmissão, devendo mais que dobrar sua RAP. Em 2021, a Geração representou 0,3% da RL, 0,4% do EBITDA e 0,1% do LL, enquanto a Transmissão representou 3,5% da RL, 6% do EBITDA e 8% do LL; ou seja, é praticamente uma Distribuidora pura. Payout mínimo de 35%. Empresa nacional de capital privado com histórico desde 1905.

EDP BRASIL: atua na Distribuição, Geração e Transmissão; tem presença nos Estados de SP e ES, além de ter 30% da Celesc. Está realizando alguns desinvestimento em Transmissão e investindo em Geração Solar, com iniciativas de geração distribuída. Em 2021, a Geração Renovável representou 7% da RL, 25% do EBITDA e 18% do LL, enquanto a Transmissão representou 8% da RL, 15% do EBITDA e 19% do LL, mas a empresa ainda tem geração térmica que em 2021 representou 11% da RL, 12% do EBITDA e 13% do LL; a maior parte do restante veio da Distribuição e/ou Comercialização. A maior parte da geração é hídrica. Payout mínimo de R$ 1,00 ao ano. É controlada pela EDP.

ENGIE: atua em Geração e Transmissão; vem investindo na cadeia de gás (TAG, foi 8% do EBITDA em 2021) e buscando aumentar sua exposição em geração solar e eólica. Em 2021, a Geração representou 68% da RL e 88% do EBITDA, enquanto a Transmissão representou 23% da RL e 4% do EBITDA. 81% da geração atual é hídrica. Payout de 55%.

ENEVA: atua em Produção de Gás (upstream), Geração a Gás e a Carvão; vem buscando aumentar sua exposição em geração solar, efetivando a compra da Focus Energia (POWE3), um dos maiores projetos do país em energia solar. Sem exposições aos riscos hídricos, por operar termoelétricas, sendo atualmente quase que 100% exposta a energia não renovável. A geração a gás é integrada com a produção. Ainda tem cerca de 400 milhões em prejuízos acumulados, que devem ser zerados este ano, mas dada a necessidade de investimento, não acredito num payout superior aos 25% (mínimo) no médio prazo. O BTG tem posição na empresa e já demonstrou vontade de vender suas ações.

AUREN (antiga CESP): 100% Geradora. Geração atual: 79% hídrica e 21% eólica; Geração futura: 45% hídrica, 19% eólica e 36% solar. Assim, vai expandir em cerca de 58% a sua capacidade instalada, sendo que 92% será em energia solar. 100% da sua geração é renovável. Após a reorganização societária se tornou uma grande comercializadora e a ter boa exposição a energia eólica. Montante muito alto em processos judiciais não provisionados.

OMEGA ENERGIA: 100% Geradora. Geração atual: 5% hídrica, 6% solar e 89% eólica; Geração futura: 1,3% hídrica, 52,4% solar e 46,3% eólica. Vai expandir a sua capacidade instalada de 2 GW para mais de 8 GW! :open_mouth:, sendo que 4 GW será em energia solar e 2 GW em energia eólica. 100% da sua geração é renovável. Atualmente é muito exposta a alterações climáticas (La Niña) devido a concentração em energia eólica. Alavancagem muito alta para sustentar um crescimento agressivo. Montante muito alto em processos judiciais não provisionados, mas 90% se referem a processos de recuperação judicial.

AES BRASIL: 100% Geradora. Geração atual: 69% hídrica, 23% eólica e 8% solar; Geração futura: 45% hídrica, 44% eólica e 11% solar. Vai expandir a sua capacidade instalada de 3,8 GW para 6 GW, com grandes investimentos em energia eólica e solar. 100% da sua geração é renovável. Alavancagem alta.

ISA CTEEP: 100% Transmissora. Alto payout com excelentes dividendos. Sem muito o que falar, a não ser acompanhar a RAP, o vencimento dos contratos e os próximos leilões. Tem um valor relevante pendente a receber nos próximos anos que deve impulsionar ainda mais os ganhos com dividendos.

TAESA: 100% Transmissora. Alto payout com excelentes dividendos. Sem muito o que falar, a não ser acompanhar a RAP, o vencimento dos contratos e os próximos leilões.

ALUPAR: atua em Transmissão e Geração; tem pequenas participações também na Colômbia e no Peru. Em 2021, a Geração representou 15% da RL, 13% do EBITDA e 11,5% do LL; o restante veio da Transmissão. A maior parte da geração é hídrica. Baixo payout pro setor (25% em 2020 e cerca de 32% em 2021), mas com tendência de aumento a partir de 2023 para algo em torno de 50%. Necessário acompanhar a RAP, o vencimento dos contratos e os próximos leilões. É uma empresa nacional com capital 100% privado.

OBS: podemos ter algumas empresas anunciando dividendos nos próximos dias, aí o indicador dividend yield será alterado.

Fiquem à vontade para opinar, acrescentar informações que não coloquei e apontar eventuais erros… Espero ter ajudado!

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Show, parabéns

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Obrigado!!!

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Aula…show! Vlw pela colaboração!

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TOpp!!

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Estou procurando uma empresa com maior exposição ao setor de GAS, mas nao simpatizo pela Eneva

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Eneva é de um grupo alemão se não me engano, compraram do Eike. Uma conhecida trabalha lá. Não sei se está cara, mas tem bom DNA.

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  • Ceará: reajuste de 23,99% para consumidores residenciais B1 e de 24,85% para consumidores cativos nas tarifas da Enel Distribuição Ceará. A empresa atende a aproximadamente 3,8 milhões de unidades consumidoras no estado;
  • Bahia: reajuste de 20,73% para consumidores residenciais e de 21,13% para consumidores cativos nas tarifas da Coelba. A empresa é responsável pela distribuição de energia para cerca de 6,3 milhões de unidades consumidoras;
  • Rio Grande do Norte: reajuste de 19,87% para consumidores residenciais e de 20,36% para consumidores cativos da Neoenergia Cosern (Companhia Energética do RN). A empresa atende a 1,5 milhão de unidades consumidoras;
  • Sergipe: reajuste de 16,46% para consumidores residenciais e de 16,24% para consumidores cativos da Energisa Sergipe – Distribuidora de Energia S.A. (ESE). A empresa distribui energia a cerca de 825 mil unidades consumidoras.
  • Mato Grosso: reajuste de 20,36% para consumidores residenciais e de 22,55% para consumidores cativos nas tarifas da Energisa Mato Grosso. A empresa atende a aproximadamente 1,56 milhão de unidades consumidoras no estado;
  • Mato Grosso do Sul: reajuste de 16,83% para consumidores residenciais e de 18,16% para consumidores cativos nas tarifas da Energisa Mato Grosso do Sul. A empresa distribui energia a cerca de 1,08 milhão de unidades consumidoras.
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Só que não:

Ê Brasil…

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Ano eleitoral, esses ajustes dificilmente passam.
Deputado vai encher a boca para falar para a população que evitou o aumento da conta de energia e pedir voto.

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O problema é que por lei depois o reajuste volta retroativamente e com penalidade. Por conta da pandemia e do reajuste tarifário, já haviam sido postergados para esse ano diversos reajustes (caso não lembrem, as tarifas em 2020 foram congeladas por conta da Covid e ano passado por conta da inflação e bandeira vermelha). Agora estão tentando empurrar com a barriga mais um ano. Se isso acontecer, o impacto do reajuste das tarifas será tão alto ano que vem que será praticamente impossível baterem a meta de inflação sem manter uma forte contração (e Selic) lá em cima.

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Alguem saberia o impácto desta lei nas empresas?

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Resultados do leilão de hoje:

Lote 1 (13 instalações nos estados de Minas Gerais e São Paulo)
Vencedor: Consórcio Verde
Valor de RAP: R$ 283.300.000,00
Deságio: -47,34% abaixo do valor de referência
Investimento estimado: R$ 3,68 bilhões.
Concorrentes: 8

Lote 2 (6 instalações nos estados de Minas Gerais e São Paulo)
Vencedor: Neoenergia
Valor de RAP: R$ 360.000.000,00
Deságio: -50,33% abaixo do valor de referência
Investimento estimado: R$ 4,94 bilhões
Concorrentes: 6

Lote 3 (9 instalações nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo)
Vencedor: CTEEP
Valor de RAP: R$ 285.736.000,00
Deságio: -46,75% abaixo do valor de referência
Investimento estimado: R$ 3,65 bilhões.
Concorrentes: 8

Lote 4 (1 instalação no estado do Amapá)
Vencedor: Zopone Engenharia e Comércio
Valor de RAP: R$ 38.893.000,00
Deságio: -5% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 2

Lote 5 (3 instalações nos estados da Bahia e Sergipe)
Vencedor: Sterlite Brazil Participações
Valor de RAP: R$ 22.000.000,00
Deságio: -26,52% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 3

Lote 6 (1 instalação no estado de São Paulo)
Vencedor: CTEEP
Valor de RAP: R$ 13.433.000,00
Deságio: -59,21% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 3

Lote 7 (1 instalação no estado do Pará)
Vencedor: Consórcio Engie Brasil Transmissão
Valor de RAP: R$ 6.484.596,00
Deságio: -59,90% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 4

Lote 8 (2 instalações no estado de Rondônia)
Vencedor: Centrais Elétricas do Norte do Brasil - Eletronorte
Valor de RAP: R$ 12.252.258,58
Deságio: -38,57% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 3

Lote 9 (5 instalações nos estados de Mato Grosso e Pará)
Vencedor: Sterlite Brazil Participações
Valor de RAP: R$ 87.600.000,00
Deságio: -32,96% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 7

Lote 10 (2 instalações no estado de Santa Catarina)
Vencedor: Taesa
Valor de RAP: R$ 18.787.000,00
Deságio: -47,96% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 5

Lote 11 (4 instalações no estado de Mato Grosso do Sul)
Vencedor: Neoenergia
Valor de RAP: R$ 38.200.000,00
Deságio: -45,74% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 7

Lote 12 (1 instalação no estado do Amazonas)
Vencedor: Energisa Transmissão de Energia
Valor de RAP: R$ 17.684.000,00
Deságio: -45,26% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 2

Lote 13 (2 instalações no estado do Acre)
Vencedor: Consórcio Norte
Valor de RAP: R$ 22.425.000,00
Deságio: -31,00% abaixo do valor de referência
Concorrentes: 2

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Desconto grande
Lucro vai ficar apertado

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59% de deságio
Minhanossasenhora

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Pessoal, não sou nenhum dominador do assunto, mas acho que vale o debate. Eu moro no interior de SP e diversos Municípios estao fazendo contratos junto a Caixa econômica federal (FINISA) para fins de instalarem usinas fotovoltaicas nos prédios públicos. Tirando como exemplo a minha cidade de 15 mil habitantes, que gasta em torno de 1,8 milhão por ano de energia elétrica, serão gastos 10 milhões nas instalações das usinas.
Fazendo uma conta de padeiro, vamos supor que a economia seja de um milhão por ano e que 200 municípios do estado adiram ao programa: sao 200 milhões a menos que as empresas do setor de produção de energia receberiam.
Além disso, está rodando aqui em SP uma linha de crédito para propriedades rurais instalarem usinas fotovoltaicas. Se não me engano sao 3 anos de carência e mais 10 anos para pagar, o que deve ter alta adesão das propriedades do setor rural.
Resumindo: aparentemente veremos o setor público com uma independência considerável de energia e as propriedades rurais também devem começar a deixar de pagar conta de luz…. Acho que é um ponto que chama muito a atenção para o setor elétrico e vale muito a pena ficar de olho. Se alguém tiver mais conhecimento de assunto e puder comentar, fique a vontade.

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Isso sempre me deixa pensativo também. É incrível como energia fotovoltaica está barata. Fazendo conta de padeiro vc investe em um sistema e ele se paga em uns 3 anos.

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