A Simpar reportou resultados em linha com nossas expectativas, com resultado ainda pressionado (prejuízo líquido ajustado de R$ 215 milhões). Os destaques positivos foram: (i) crescimento da receita da Automob (+17% T/T); (ii) A JSL deu continuidade às melhorias operacionais através dos esforços de reprecificação e expansão da base de contratos. Os destaques negativos foram: (i) o desempenho ainda fraco dos Seminovos da Movida e maiores níveis de depreciação impactando os resultados; e (ii) Vamos fracas vendas nas concessionárias em meio à desaceleração do mercado de caminhões/equipamentos.
O prejuízo foi puxado principalmente pela MOVIDA. Ontem no resultado, entretanto, salientaram que no primeiro bimestre deste ano os números já foram positivos (R$ 21.000.000). Eu gosto muito da simpar e do setor de atuação dela, mas o que pesa é esta estratégia de crescimento agressivo através de aquisições e DIVIDAS - inclusive, falaram que agora este ritmo será diminuído. Ele alcançou R$35,5 bilhões de receita bruta em 2023 (devendo crescer ainda mais esse ano, já que nem todo investimento gerou receita) e é óbvio que ela será beneficiada pela redução dos juros e terá um alivio futuro, mas, mesmo assim continuará com um passivo altíssimo - no fim do ano passado tínhamos Dívida Líquida de R$31,7 bilhões e despesa financeira anual de R$5,9 bilhões - valor monstruoso.
Na minha opinião, o controlador já mostrou resiliência em tempos difíceis e acredito que consiga superar o problema da divida, mas vai ser com um pouco de dificuldade e tempo.
Eu montei posição nela e continuarei até o fim hahaha
Entretanto, existem dois cenários que me fariam sair dela:
1- Deterioração acelerada nos próximos trimestres dos números;
2 - Politização. Como todos nós sabemos, o mandato do presidente do banco central está acabando, e, o próximo talvez não seja técnico em suas decisões, descendo o juros “na marra” para aquecer a economia e aumentar a popularidade politica do Lula próximo as eleições. Se isso acontecer, o resultado pouco tempo depois é, obviamente, inflação - voltando a estaca zero (necessidade de aumento de juros). Ocorrendo isso, com a provável baixa dos juros e esticada das cotações das ações, vou liquidar a posição na simpar e em mais algumas, ficando somente com as ações mais defensivas e esperar. Mas, sinceramente, espero que esse filme de terror não aconteça hahahaha
Ainda não entendi o movimento, é simplesmente para mostrar que a empresa está ridiculamente barata sendo negociada a R$3,5 bi? Para reduzir alavancagem? Um pouco de cada coisa?
Acredito que o foco seja sinalizar ao mercado a intenção em reduzir a alavancagem. Se fizerem recompra de ações do grupo entendo que seria um bom recado ao mercado também.
Para quem vendeu os direitos de subscricao: sabem se eles possuem preco? Ou devo considerar que custaram 0 ? (a fim de determinar o valor dos impostos a serem pagos por DARF)
Pesquisei um pouco e a Contadora da Bolsa tem um vídeo falando que isso entraria na isenção por não ter apontamento específico da receita, mas no geral recomendaram recolher 15% sobre o valor de venda com custo de aquisição zero.
Eu também pesquisei um pouco e vi que podemos considerar como uma venda normal de ação (mas que é seguro não considerar a isenção de 20k). Sendo assim, quem tem prejuízo acumulado de venda de ações não precisa pagar DARF.