Mais um pouco de SULA11 á 33,01.
Essa história de preço não importa é maior furada… Pergunte aos colegas investidores que compraram CIEL3 a R$ 30,00 ou o pessoal que comprou ETER3 a R$ 27,00 e por aí vai… Seguem vários gurus do preço não importa e preço “merdio”… Se fosse assim o @cadu não colocaria preço teto para compra, as casas sérias de análise também não colocaria, o Value Investing não existiria…
Vão nessa de preço merdio, depois vão dizer que a “bolça” é um cassino…
Preço importa sim, mas se você fizer 200 aportes, sempre inferior a 1 lote em 1 empresa ele não vai importar simplesmente porque talvez você tenha 5 ou 6 janelas para comprar barato ou porque vai comprar a todo preço e no final vai efetivamente ter um preço médio da ação, e nesse último caso só vai ganhar dinheiro se aportou em papel que terminou essa jornada subindo. Quem fala isso na verdade precisa entender que não é útil esperar o melhor momento se você compra todo mês, mas o que fica na cabeça do investidor médio é que tem que comprar a qualquer preço.
De todas as opiniões que não concordo que leio, a que menos concordo disparado é esse papo de preço não importa! Diria que preço é disparado o indicador mais importante de uma empresa: dependendo do preço, diria que eu poderia comprar praticamente qualquer ação. Para mim, um exemplo disso é Weg: ótima empresa, mas por 40 BI eu acho caro. Já Tupy não sai nem na foto perto da Weg, mas por 3 BI está barata.
Nunca gostei de falar em preço médio ou custo médio de ações. Na minha opinião isso acaba levando muito investidores, principalmente os iniciantes, a um pensamento torto e estratégias erradas.
Já cansei de ler e ouvir, mesmo de investidores antigos, coisas como “não tem problema eu pagar caro nessa ação pois meu preço médio está bem baixo, então, ele não vai subir muito”.
Um investidor nunca pode falar que preço não importa. Ele é um dos principais fatores p/ vc avaliar um investimento, pesando a relação risco x retorno. Sem o fator preço o investidor não tem como avaliar o retorno e atratividade do investimento.
Agora se vc não for um investidor, e sim um bilionário que quer torrar dinheiro, aí tudo bem, preço pode não importar p/ vc. Seria o equivalente a entrar em uma loja da BMW, olhar um carro que goste, e sem saber o preço falar: vou comprar este!
A mensagem do @tygoufaynanchal realmente elucida todas as possibilidades e os comentários seguintes complementam o que foi dito, mas vou deixar minha opinião. A não ser que você esteja sem recursos e conte apenas com aportes mensais futuros, a entrada em um ativo costuma ser de uma só vez, por assim dizer, não necessariamente num pregão ou numa semana, ou se você quiser ir mais devagar, no meio de uma tendência de baixa, parcelada em alguns meses. Sobre a discussão se preço importa ou não, fiquei na dúvida se isso se referia a valuation ou estratégia de preço médio. Se for da primeira, é claro que importa. Se for na segunda, importa também, mas não sem ressalvas. Um erro clássico é sempre direcionar os aportes nas empresas que caíram mais e teoricamente estão mais baratas, é como continuar pondo dinheiro no cavalo perdedor. Quando você já tem uma posição no ativo, tem mais liberdade para comprar a um preço onde você não abriria posição nem venderia sua posição, mas que não afetaria o seu preço médio fazendo um aumento. Basta lembrar que a fórmula de preço médio é (Preço1xQnt1 + Preço2xQnt2)/(Qnt1+Qnt 2). Ou seja, o resultado não é a média das cotações, mas a média das cotações x quantidade de ações. Logo, se o valor financeiro for determinado antes, significa que você compra mais quando está mais barato e seu preço médio tende para baixo e não para o meio. Portanto, sou a favor do preço médio, mas lembrando claro que isso é bolsa, se existisse um manual ou guia prático explicando cada detalhe, bastaria seguir a fórmula.
Cade, qual seu ponto de venda de maxr11. Pois subiu bem
boa pergunta! que subida foi essa!
Vc esta interpretando totalmente errado a questão do PM. Ninguem falou pra saber preço medio em ações caras. Vc faz PM em ações de empresas boas e que ou estão descontadas ou ainda tem um bom potencial de valorização apos fazer o Valuation, e não qq ação. Um ex.: é a Fesa, subiu em torno de 15% em relação a quando foi indicada no CAFI, mas para longo prazo continua atrativa, com um potencial de valorização que esses 15% não vaão nem fazer cosquinha. Mas o problema da sua afirmação é por conta que subiu 15% a pessoa já deixaria de fazer aportes pq ela “deixou de ser atrativa”, mas não deixou nada, continua atrativa. O mesmo vale pra ENBR, FLRY. “Só aporto na ENBR abaixo dos 16 pq ela subiu de demais e ta cara” só aporto na FLRY abaixo dos 18" é o que eu mais escuto …Ai eu é que digo que quem ta com esse pensamente é que acha que bolsa é cassino…Não esta levando em nada o potencialmente de crescimento da empresa e os seus fundamentos ao escantear uma empresar que subiu 5/10/15%, mas que ainda tem muito a crescer.
…e lembrado que o peso do aporte conta muito a estrategia, Nem todo mundo tem grana de comprar 10/20/30k de várias empresas de uma só vez. Tem q ir comprando aos poucos.
Detalhe: seu parametro são casas de analise ? toda semana a carteira delas muda. A unica coisas que casa de analise quer é fazer vc girar patrimonio. É assim que elas ganham dinheiro.
Bom dia a todos!! Também tenho visto, principalmente na Internet, pessoas que pregam que o preço não importa. Para mim, importa sim!! Os motivos estão nas explicações que os colegas já colocaram nos comentários acima.
Apenas como ilustração, gostaria de deixar uma citação que Benjamin Graham deixa na introdução de seu livro “O Investidor Inteligente” (em sua última edição de 1973), onde ele ainda não entra em aspectos mais técnicos, e sim comportamentais, que talham investidores que alcançam sucesso em seus objetivos:
“Com relação a 99% dos valores mobiliários, podemos afirmar que, a algum preço, estão suficientemente baratos para serem comprados e, a algum outro preço, tão caros que deveriam ser vendidos. O hábito de relacionar o que é pago com o que está sendo oferecido é um traço extremamente desejável nos investimentos. Em um artigo de uma revista feminina escrito há muitos anos, aconselhamos as leitoras a comprarem ações como compravam alimentos, não como compravam perfumes. As perdas realmente assombrosas dos últimos anos (e em muitas ocasiões anteriores semelhantes) aconteceram com aquelas ações ordinárias das quais os compradores se esqueceram de perguntar o preço.”
Considero, pessoalmente, salutar a compra periódica de ações, da mesma forma como fazemos quando vamos ao supermercado. Ninguém deixa de ir ao supermercado, mesmo nas piores crises. Apenas, refazemos nossas escolhas dependendo do momento econômico (alocação de ativos). Independentemente da fase em que o mercado em geral se encontra (alta ou baixa), é necessário observar os preços e os outros dados fundamentalistas, a evolução dos lucros, as tendências macroeconômicas e do setor em que a empresa participa. Voltando ao supermercado, não importando o momento econômico, não é razoável comprar uma melancia a R$ 70 a unidade, mesmo que ela se encontre super apetitosa. Nesse caso, damos preferência a outros produtos que nos atendam a preços mais razoáveis. Assim como, no mercado de capitais, não se compra ouro a qualquer preço só porque é ouro. Como bem lembra Graham, “o valor de qualquer investimento é, e sempre deve ser, uma função do preço que você paga por ele”.
Bons investimentos a todos!!
Não tenho nenhum ainda. Mesmo com a alta recente ainda tem muito espaço para novas valorizações.
Respeito sua opinIão, mas discordo completamente. Era exatamente disso que eu estava falando. A fundamentação econômica da tomada de decisão diz que ela devem ser feita na margem e não na média. A variação do seu preço médio é só uma consequência e não parâmetro de tomada de decisão.
Se você paga hoje um preço mais alto do que você pagaria para abrir posição hoje significa que você está indo contra a sua avaliação custo/benefício. Você só deveria fazer essa escolha se não houver nenhuma outra opção de alocação de recursos disponível, inclusive não fazer nada (o que dificilmente é o caso). Quer dizer, o relevante para a tomada de decisão é o seu custo de oportunidade.
É claro que na decisão de alocar os recursos em um ativo ou outro pesam outros fatores, como diversificação de risco, de setor, fundamentos, conjuntura, mas esses são os seus parâmetros, são eles que estão afetando a sua avaliação marginal custo/benefício, e não a sua liberdade de subir seu preço médio.
Então, vc quer dizer, por ex.: que se um ativo com otimos fundamentos que tem preço justo de 20 e potencialmente de valorização para chegar aos 50 e que ele se encontra agora nos 10 reais. Então vc vai e compra, mas se ele sobe pra os 15, mantendo os fundamentos e as projeçoes vc deixaria de comprar mais pq seu PM vai subir , pq vc vai pagar mais “caro” ?? é isso ?
Não, é justamente o contrário. Você compra ou deixa de comprar exatamente pelos motivos que você deu, o preço médio dele não tem nada a ver com a sua decisão de comprar.
Mas eu acho que é o que justamente o que o pessoal do PM esta fala. Pelo menos eu. Não é comprar a qq preço, mas continuar a comprar ações q ainda estão abaixo do seu preço justo ou/e que ainda tem potencial de valorização. Acompanhando a empresa de perto para ver se as projeççoes se confirmam, analisando balanço por balanço de cada trimestre se vale ainda a pena comprar mais.
Não é todo mundo que tem grana de, por ex, abrir posição comprando 20k de uma vez em várias, açoes. A maioria compra 1/2/3/4/5k por mes, fracionando este valor em várias ações. Então o fato dela ter subido não a torna, necessariamante, ruim para investir, mesmo que isso suba seu PM, justamente por conta que ela esta abaixo do seu preço justo ou/e que ainda tem potencial de valorização.
Mas o que mais vejo é, usando o exemplo do post anterior é “só compro abaixo de 10”. Ai a ação sobe pra 15 e a pessoa não compra mais, mesmo ela ainda estando descontada e com otimo potencial de valorização pq ela subiu um pouco. Isso é que não concordo muito, pois, do meu ponto de vista, a pessoa esta perdendo uma otima oportunidade. Mesmo que isso suba seu PM.
Na minha opinião você está certo na sua avaliação. Acho que, talvez, o que você não tenha percebido é que o preço médio do seu ativo, em tudo o que você relatou, não tem absolutamente nada a ver com a sua decisão. De novo, o preço médio é mera consequência da sua tomada de decisão e não um parâmetro para você tomá-la ou não.
É verdade, entendi agora o que vc quis dizer em relação ao PM.
Entendo sua posição e acredito que está bem fundamentada. Mas como o @a103 falou, é preciso considerar os aspectos práticos, se realizo aportes mensais e compras trimestrais ou semestrais digamos, invariavelmente estou lidando com alocação de ativos e preciso agir da maneira mais objetiva possível. Se as ações ainda estão no portfolio, é porque acredito que posso me beneficiar delas no longo prazo, caso contrário já as teria vendido. Mas é impossível determinar quais terão uma melhor performance (em relação aos negócios e consequentemente ao mercado) e quais irão mal ou quais tem armadilhas escondidas que fui incapaz de prever. A minha posição em relação ao mercado já está bem definida (RF vs RV), mas as ações subiram 1/4 em relação a minha última compra, portanto não abriria posição neste momento em algumas delas (poucos pontos percentuais fazem grande diferença no retorno de longo prazo), o que fazer? Posso alocar naquelas que me parecem mais baratas e assim quebro o equilíbrio que estabeleci com as compras anteriores (alocação por setor, segmento, nível de risco, exposição por ativo etc) ou posso manter a fundamentação da carteira e pagar um pouco mais caro do que paguei da última vez, pouco afetando meu PM. Como foi comentado, se estamos investindo para o médio e longo prazo (5 a 20 anos), o retorno é medido em X vezes o capital investido, não em termos percentuais, neste sentido, julgo pouco relevantes esses pequenos aumentos de posição que vão sendo feitos ao longo do tempo.
Eu acho que o equivoco em toda essa discussão é o radicalismo de ambos os lados na interpretação do termo “preço importa” e “preço não importa”. Interpretação extremas de ambas as frases.
Por um lado, Por ex.: o @maxwellrlacerda citou a CIEL3 e a ETER3 pra justificar que o preço importa, ao afirmar que quem comprou nos 30,00 e nos 27,00 se ferrou. Só que ao dizer isso não esta levando em consideração os fundamentos da empresa, o setor que ela esta e os aspectos micros e macros da empresa e da economia naquele momento em que as ações estavam nesses patamares. aspectos citados pelo @guiweb no post dele: “É claro que na decisão de alocar os recursos em um ativo ou outro pesam outros fatores, como diversificação de risco, de setor, fundamentos, conjuntura, mas esses são os seus parâmetros, são eles que estão afetando a sua avaliação marginal custo/benefício”. Se fizer o valuation delas irá ver que elas estavam sendo negociadas a valores superiores aos que ela valia de verdade.
Por outro lado, essa mesma afirmação dele eu poderia usar ao meu favor ao dizer que se preço importa tanto pq nao compras CIELo e ETER3 agora, que estão super baratas ?? e a resposta que será dada será justamente a mesma resposta que dei acima.
Ao falar que preço “não importa” ou “importa” não se deve interpretar isoladamente olhando a cotação, o valor que ela esta sendo negociada na bolsa…Esse eu acho que é o X de toda a discussão. Mas sim, deve-se olhar toda a conjuntura. Os fundamentos, o Setor, os aspecto micro e macro da empresa. Depois de todas essa analise, depois que se verificar que vale a pena investir na empresa é que se deve fazer o VALUATION e assim verificar que se ela esta barata ou cara em relação a ela e ao mercado em que ela esta sendo negociada. Caso esteja barata, compra-se ela, caso ela suba, mas continue com multiplos atrativos, continua-se comprando, mesmo que isso suba o PM, até chegar a um patamar de segurança que não valha mais a pena botar grana lá por ficar por ela já esta em preço proximo do que ela vale, obtido por meio do valuation.