COGN3 - Cogna Educação (Ex KROT3 - Kroton)

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Minha opinião, passou longe de ser o desastre que o mercado estava precificando.

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Achei o resultado ruim , mas nada para justificar a queda de 65% para este ano…

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E Vasta segue bem, obrigado.

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Também achei! Parece que teve um aumento de 26% no ensino à distância. Vamos ver reação do mercado!

Na avaliação dos analistas do Morgan Stanley, os resultados mais fracos no primeiro trimestre refletiram não só os problemas decorrentes da crise sanitária do país, que reduziu o número de novas matrículas, mas também o aumento de concorrência e o ambiente macroeconômico. “A surpresa positiva foi o segmento de ensino a distância, que reverteu a tendência de perda de participação de mercado e registrou um forte aumento”, informaram em relatório a clientes. Essa alta foi de 26%.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/usiminas-tem-prejuizo-de-r-424-milhoes-no-1o-tri-enquanto-lucros-de-renner-e-cogna-caem-forte-veja-mais-destaques/

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Achei o resultado razoável, mercado precificou o apocalipse

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Por gostar do setor, eu procurei pesquisar e analisar um pouco as empresas educacionais.

Na minha opinião este fórum é de longe o local com a melhor qualidade de informações e análises, por isto me baseio muito no que leio aqui para validar/invalidar algumas conclusões que tenho sobre empresas estudadas. A maioria das empresas bem avaliadas neste fórum eu consigo compreender o “case” e/ou estão na minha carteira também após estudos individuais como Trisul, Log, Sanepar, EDP Brasil, Neoenergia, Pardini, Tupy, Ferbasa e etc.

A única discrepância que tive foi sobre a Cogna. Vejo que ela é muito bem avaliada aqui e eu não consigo compreender os motivos para isto. Eu pesquisei sobre ela e entendi que ela tem sim um enorme potencial de crescimento, mas isto já ocorre há bastante tempo e a empresa não consegue entregar nada parecido com o que é esperado. A empresa vem de uma série de resultados fracos e após a aquisição da SOMOS os resultados pioraram muito também:

Um possível motivo para investimento poderia ser a queda absurda na cotação, mas pelo que pude observar esta queda é justificável pela queda também brutal nos resultados da empresa. Um exemplo disto é o gráfico acima, mas isto aconteceu também com o EBIT e com as margens dela…

Das empresas do setor a que achei mais (na verdade a única) atrativa foi a Yduqs (quase não tem informações sobre ela aqui), que não tem crescido tanto quanto se espera, mas também não involuiu como a Cogna involuiu nos últimos anos. No caso da Yduqs, eu percebi que a queda da cotação não foi acompanhada de uma queda brutal nos resultados, mas sim de uma estagnação nos números. Por isto achei ela a mais atrativa. Já a SER teria uma situação intermediária entre a Cogna e a Yduqs, mas mesmo assim parece mais atrativa que a Cogna porque a cotação das ações piorou mais que a situação da empresa.

Minha conclusão foi YDUQ3 > SEER3 > COGN3 >ANIM3.

Então, o motivo deste post é justamente para que vocês que gostam e acompanham a COGNA me mostrem onde estou errando na minha análise… o que eu não percebi na empresa? O que faltou eu analisar? Esta série de resultados fracos não deve ser usada pra concluir que a empresa está mal administrada? Qual o principal fator que te leva a investir em Cogna?

Meu estilo de investir é procurar comprar empresas com potencial de crescimento mas que não possuam um preço tão caro a ponto do potencial de valorização baseado em valuation se torne pouco atrativo. No momento, resolvi ficar de fora deste setor, mas estou pensando em voltar a ficar exposto em educação em breve…

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Após ler seu comentário, aprofundei um pouco mais o estudo de COGNA que atualmente é a minha posição com a maior desvalorização.

Segue carta de 2019 da Squadra:

Em dezembro de 2017, empolgados após o Investor Day da Kroton, evento onde a companhia apresentou os planos para sua transformação digital, os analistas de uma grande corretora reforçaram sua recomendação de Compra para as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 27,40 por ação: “…acreditamos ser apenas questão de tempo para que a Kroton se desloque do universo de valuation do setor de educação e se junte a Google, Amazon e Apple como uma disruptora global de tecnologia.” Uau! Isso sim é gostar de uma ação!

Apenas onze meses depois, em novembro de 2018, após resultados aquém de suas expectativas, a mesma corretora revisou sua recomendação para as ações de Kroton de Compra para Neutro, com preço-alvo de R$12,40 por ação, afirmando enxergar anos mais difíceis pelo caminho.

Acreditamos que a rápida reversão de expectativas relatada acima é uma evidência de que nossa tese bearish para o setor de educação aponta na direção correta. Em nossa última carta, discutimos com maior profundidade seus fundamentos, comentando que a indústria sempre apresentou características de um negócio commodity, em que a maioria das companhias oferta produtos sem diferenciação e de baixa qualidade.

Com o enxugamento do FIES , dizíamos que a lógica econômica da indústria deveria retornar, paulatinamente, para o observado até o ano de 2010, época onde as companhias lutavam para manter suas mensalidades estáveis em termos nominais, apresentando retorno sobre o patrimônio abaixo do custo de capital. O ano de 2018 foi bastante decepcionante para todas as empresas listadas do setor, trazendo uma dura realidade para os otimistas de plantão.

As ações de Kroton, Estácio, SER Educacional e Ânima apresentaram respectivamente quedas de -50,1%, -22,4%, -48,9% e -39,2%, frente a uma alta de 15,0% do Ibovespa no ano.
Sem o FIES, a captação de alunos se tornou bem mais desafiadora e competitiva.

A abertura significativa de novos campi de ensino presencial, vista inicialmente como válvula de escape para promover o crescimento da base de alunos, tem se mostrado ineficaz, dado que a demanda do setor já se encontra totalmente atendida pela capacidade instalada atual.

Por último, para surpresa de muitos, vem caindo por terra um importante dogma da indústria: os 50% de evasão de alunos durante o curso. Sem a influência do FIES, dados recentes apontam para índices de evasão acima desse patamar, atingindo, em alguns casos, mais de 50% apenas no primeiro ano de curso e pressionando sensivelmente a base de alunos das companhias.

Nesse contexto, na tentativa de manter seus resultados contábeis e níveis de rentabilidade, algumas companhias reforçaram suas estratégias de crédito, passando a atuar cada vez mais como bancos, oferecendo financiamentos aos alunos em troca da promessa de pagamento futuro.

Pela lógica contábil, o lucro potencial dessa operação é registrado de maneira antecipada enquanto o aluno estuda, mas seu resultado real só ficará claro alguns anos depois, quando o aluno, evadido ou formado, quitar de fato (ou não) a dívida contraída com a faculdade.

Em nossa última carta, mostramos ceticismo com relação ao nível de provisionamento desse tipo de programa e dados subsequentes de evasão dos alunos ligados a esses financiamentos reforçam nossa tese. Após o phase out do FIES, que tem seu último degrau relevante na base de alunos das companhias no início de 2020, acreditamos que a próxima fase de decepção virá justamente da materialização, acima do esperado, da inadimplência dos programas in house de financiamento. Juntando-se isso à pressão competitiva crescente que esperamos para a indústria, continuamos enxergando tempos difíceis por vir para algumas companhias.

Pelo presente exposto, seguimos carregando uma posição vendida relevante em ações do setor.

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Perfeitas suas colocações, Fábio. De fato, há uma assimetria quando se compara COGN3 com as demais ações mais recomendadas e votadas na nossa CAFI.

Historicamente, a CAFI e os principais papéis votados têm suas recomendações baseadas exclusivamente nos indicadores fundamentalistas que apresentam. Analisando-se os mesmos critérios objetivos de dados dos balanços apresentados, a COGN3 se distancia dos papéis da CAFI e se aproxima de empresas em casos de “turnarround”, às vezes tão duramente criticadas no fórum.

Veja, não tenho problema algum em “apostas” em papéis com potencial de reviravolta e tenho COGN3 na carteira, mas é importante ter clareza que esses papéis não têm fundamentos que justifiquem uma valorização. Classificaria investimentos atualmente em COGN3 como especulativos e colocaria no mesmo nível de empresas como USIM3, EMBR3, VLID3, HGTX3, PCAR3, BRFS3, etc… Observe que são igualmente boas empresas, mas têm passado por momentos de dificuldade e apresentaram resultados ruins ultimamente.

A escolha por COGN3 é uma opção individual e depende dos critérios de cada um para fazer seus investimentos. São caminhos distintos, mas igualmente válidos.

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De topo a fundo no último ano…

YDUQ3 - caiu praticamente 50%
SEER3 - caiu praticamente 60%
COGN3 - caiu praticamente 70%

Então ter cogn é uma escolha muito baseada em valuation e nem sempre em balanço redondo…

Mas veja, sera que daqui 3 anos a cogn3 vale 10 reais? (acho que vale) se valer já é suficiente o risco do aporte no atual momento … ou mesmo que vc tenha pegado a cogn a 20 e foi aportando durante o periodo… seu preço medio deve estar entre 5 e 8… daria na pior da hispoteses um retorno atual de 8,3% ao ano… oq ue está longe de ser um desastre…

entao acredito na assimetria positiva

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Acho que outros foristas já falaram sobre a questão do preço(valuation) de Cogna, então acho que um outro ponto importante a ser analisado é sobre a empresa em si, seus planos para próximos anos, se conseguirá performar melhor que as concorrentes no setor, etc.

Acho que pra explicar isso, nada melhor que alguém que conhece bem a empresa, então recomendo esse vídeo que considero recente (mais ou menos um mês) do Henrique Bredda, do Alaska, que tem investido na Cogna nessas quedas, que considera uma nova “Magalu”, mas agora no setor de educação, no vídeo ele explica o motivo disso.

De antemão informo que ele mesmo espera um ano fraco pra COGNA, principalmente pelo fato das quedas nas matrículas em faculdades como consequencia do desemprego nessa pandemia.

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Muito obrigado por sua resposta @d4em0n .

É justamente disto que estava falando… Então, a Cogna é vista como uma disruptora. Teoricamente isto já vem de alguns anos e até agora não se traduziu em resultados. O pior é que além de não melhorar, ela vem com desempenho pior do que outras do setor.

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Percebo exatamente isto. Todas as outras empresas da CAFI tem apresentado bons resultados ultimamente. Só a Cogna destoa… Por isto meu questionamento!

Eu concordo e também não tenho nada contra, só não é muito meu estilo de investir. Apesar disto, eu tenho também uma aposta na minha carteira: a Profarma, que é uma empresa que tinha resultados razoáveis até o momento que começou a fazer aquisições. A partir disto foram anos de penúria até 2019, que foi quando começou a entregar algum valor novamente. Mas, ainda se trata apenas de um investimento de altíssimo risco com base principalmente em P/VP, em EV/EBIT e na expectativa das aquisições gerarem maiores ganhos a partir de agora. A empresa tem PSR de 0,11 :face_with_monocle: e margens baixíssimas…

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Da sua lista estou de olho em COGN3, EMBR3 e HGTX3.

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O problema dela é que o fies tinha um ticket médio absurdo… Mesmo com o crescimento de alunos, e também da vasta ela não consegue manter a receita, até porque a maioria entra em EAD, que é mais barato…

A esperança de quem investe é que essas plataformas dela são bem escalonaveis… Se por algum motivo o número de inscritos no EAD duplicar, os custos não aumentam tanto. Só que a empresa não tem conseguido crescer tão rápido quanto esperava…

E apesar de ter a ação, acho que o maior risco é que se a crise se prolongar, educação de nível superior deixa de ser uma prioridade…

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Pelo que leio a questão principal da COGNA é a Vasta, que entrega resultados muito bons, comparaveis ao par dela listado nos EUA, a Arco, que é avaliada em 15b USD contra a COGNA que ta valendo somente 9bi (sendo que a receita principal vem da Kroton). E o IPO ta sendo preparado também, só estão esperando clarear o mercado.

Enfim, não manjo tanto de leitura de balanços, mas acho que é por aí que deveriam olhar pra ver se está caro ou barato, comparar os resultados e valuation da Vasta vs a Arco

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Acredito que o problema da COGN3 tenha sido os investimentos na SOMOS. Temos exemplos no mercado como a MDIA3 que também investiu em aquisição e o balanço piorou. Parece que a MDIA3 está conseguindo transformar o investimento na Piraquê em resultados. COGN3 também vai demorar a mostrar resultados na SOMOS.

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@lawyermg,

Com certeza a 10 reais pode chegar a valer este ano ainda, afinal cotação pode ir pra qualquer lado…

O que eu tento entender é se a empresa pode gerar caixa e/ou lucro que a faça chegar neste valor. Na minha opinião, é mais viável aportar em empresas com maior capacidade de geração de valor do que em empresas que tiveram apenas queda na cotação.

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Muito bom @isb,

Já tinha visto este vídeo mas aproveitei para ver de novo.

Neste sentido tem um enorme potencial pela frente…

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Ouvi o Breda falando e concordo com a leitura.
No followup de 2bi pessoal estava disputando o papel na casa dos 10/11, agora pouquissimos meses depois, como o racional praticamente intacto, a 4 é dado!

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