Como calcular o preço justo pago por uma ação e o teto

Olá!

Estou com uma dúvida sobre como calcular, corretamente, o preço justo a ser pago por uma ação para compor uma carteira de longo prazo. Quais fatores devemos analisar para termos uma visão geral de um determinado papel?

Desde já agradeço pela atenção e se este tópico já estiver contido no fórum, desculpem-me.

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Este video que fiz pode te ajudar:

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@cadu Eu tentei seguir o vídeo e fazer com FESA4
Da erro dizendo que a taxa bench tem que ser maior que a taxa de crescimento.

Se eu botei como bench 15% porém calculei o crescimento de 30% comparando lpa ou ll de outros exercícios, ai da erro…

como faz nestes casos?

É uma limitação que o site tem. Mas um crescimento médio anual de 30% nos próximos cinco anos é elevado demais.

Acho que essa pergunta vale um minuto de reflexão. Há muitos livros que falam a respeito e a conclusão das várias teorias existentes é que não há conclusão. Até 1920, o valor de uma ação era o seu valor patrimonial e ponto. Na década dourada surgiu o conceito de lucros futuros que justificou a bolha de 1929. Hoje as idéias transitam nas duas áreas, mas o conceito mais estabelecido é de que uma ação vale os fluxos de caixa a serem gerados menos todos os dispêndios de capital, mais um valor residual. Quanto ao valor residual, é o quanto ainda valeria a empresa ao fim desse período, alguns usam o conceito de perpetuidade como se a empresa fosse durar para sempre, outros de P/L normal de setor como se isso existisse, outros de VPA, como se a empresa fosse ser liquidada. Então não há resposta mágica. Até porque, embora extremamente necessária, essa conta não passa de um chute. O grande aprendizado está no processo. Para o pequeno investidor que precisa de um pouco de agilidade em selecionar oportunidades, sugiro uma lida no antigo tópico do Domingos Junqueira no infomoney. http://forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?t=10754

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Muito bem colocado. O mercado não é eficiente, e acho que é neste pto onde nós que usamos AF devemos focar. Principalmente quando o mercado sofre grandes exageros nos movimentos, seja para cima ou para baixo. Determinar o preço alvo de uma ação é muita estimativa, tanto que a formula do FCD é muito sensível, se vc altera um pouco a taxa de desconto o preço alvo já sofre uma grande alteração. O mais indicado mesmo é saber as limitações de casa formula, e usar ferramentas distintas para agregar na análise.

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@cadu exatamente, hoje para analisar uso alguns índices, perspectiva de mercado e econômia, concorrência, etc. Estou tentando aprender fcd para completar.

Um gestor de fundos famoso, comentou que se vc não sabe qual o preço justo que vc quer alcançar, vc não sabe o que está fazendo. Mas como iniciante não consigo fazer essa conta. Eu sigo a premissa que se a empresa gera caixa, cresce e/ou paga bons dividendos, ela vai se valorizar.
Quanto? Não sei e hj vejo isso como especulação. Irbr e mglu por exemplo, já ultrapassou vários “valores justos” de analistas.

@sr_fouquet obrigado pela indicação, a noite vou poder ler.

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Estou muito longe de ser entendido no assunto, mas gosto do método antigo do Graham:
http://www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/Graham.htm
Ele sobrevaloriza o VPA e por isso não funciona para fintechs, seguradoras e outras em que o VPA é muito baixo.
As grandes vantagens é que independe de subjetividades (previsão de que a empresa vai crescer X ou Y) e é bem simples.
Pra mitigar o efeito do LPA momentâneo, uso médias históricas. Tem funcionado bem pra mim.

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@cadu muito show o video. Obrigado. Eu fiz uma tentativa com a OIBR3 e o resultado foi assustador. Voce poderia verificar e ver se fiz algo errado. Obrigado.

OIBR vai dar um resultado distorcido mesmo. Isto pq ele teve um fator não recorrente que inflou seu lucro. P/ se ter uma ideia, em 2018 o resultado operacional foi negativo em -5M, mas reportou um lucro liquido de 24M (deve ter sido daquele rolo com os credores, que aderiram ao plano de recuperação - não acompanho). É uma empresa operacionalmente muito ruim, que desde 2015 segue ladeira abaixo, e esta inflada nos números distorceu todos os indicadores.

oibr

oibr2

@cadu me tira uma dúvida por favor. Tem alguma forma mais fácil de se ter a certeza do não recorrente ou a empresa não é obrigado a descriminar no balanço que aquilo foi um não recorrente ? - atualmente eu olho o numero que estiver bem destoado/distorcido em comparação com os demais no mesmo trimestre do ano anterior…não sei nem se esta certo isso.

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O jeito mais prático é olhar se o lucro líquido está com um valor superior ao resultado operacional. Se estiver, certeza que teve algum evento não operacional que impactou positivamente o lucro.

Mas tem casos onde isso é mais sutil, pois o lucro continua inferior ao resultado operacional, mas foi impactado positivamente. Mas aí só lendo o release do balanço da empresa mesmo.

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Obrigado @cadu.

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Muito bom. Mais um aprendizado. Obrigado.