@samuel.pires, eu entendo o basicão, estou no nível meio-jeca apenas. Entendo o conceito de imunidade coletiva, quanto menor a eficacácia, maior a população a ser vacinada etc. Legal, nos “estudos” foi dito que a coronavac eliminava em 80% (me corrija se não for exatamente isso) o risco de internação grave e 100% o risco de morrer.
Se o Chile vacinou mais de 50% da população, não atingiu imunidade coletiva, fato. Mas com o número de mortes que está havendo, teríamos que assumir que começaram a vacinação pelos mais jovens para isso acontecer, correto? Ou são os jovens que estão morrendo, o que dado o nível de informações que já tivemos, no nível que está acontecendo, parece impossível? Ou, uma conclusão mais óbvia, a coronavac não previne mortalidade em idosos?
Pois, a mortalidade no Chile equivale a uma média diária de 1.278 mortes no Brasil. 50% da população totalmente vacinada, presume-se que 100% da população de idosos e mais 13% que já receberam a primeira dose somente. Explica-nos, nosso querido bolsonarista mais esclarecido da turma rs.
To procurando mais informações tbm, algo como idade média dos que estão falecendo, alguma nota de órgãos do governo…
Se eu fosse governante e comprasse uma vacina que esta matando quem já vacinou, em uma proporção absurda para vacinas que funcionam, eu iria dar de dedo no laboratório, expor…
No entanto, como disse, to com dificuldade pra achar dados. Se achar posto aqui. Se possível façam o mesmo, dai a gente trabalha com mais dados e menos achismo.
Isso foi dito aqui no Brasil, em SP… acho que lá em dezembro ou janeiro, como resultado da fase 3 dos testes feitos por aqui.
O Ministério da Saúde do Chile já trouxe outros números e considerou um universo muito maior do que os da fase 3 aqui no Brasil. E lá chegaram ao número de 80% de efetividade para prevenir mortes.
Já é um número bem mais real.
Concordo com o @weldson que seria interessante saber quem está morrendo no Chile, se são os que já tomaram a segunda dose, os que só tomaram uma dose ou os que ainda não tomaram.
E repito, a coronavac está longe de ser a melhor… mas em janeiro era a única “disponível” a nós brasileiros.
Fazendo uma analogia com o Brasil, se morrem relativamente 1.278 pessoas por dia no Chile e a vacina dá 80% de prevenção, vamos ainda supor que 5% da população de baixo risco companham o total de mortes e não foram vacinadas. Uma conta de padeiro:
1.278 / 20% = 6.390
Quer dizer que só considerando os idosos e grupos de risco, o potencial de mortes relativo ao Brasil seria de 6.390. Somando os 5%
6.390 / 0,95 = 6.626
Ou seja, fosse o Chile o Brasil, se nenhum vacina estivesse sendo dada, estariam morrendo 6.626 pessoas por dia. Não vou negar que o número até parece realista num cenário de caos, mas meio alto.
Vou procurar mais dados, mas nessa matemática simples: me parece que sim, a redução da mortalidade da coronavac é relativamente boa, 80% me parece ser propaganda. Talvez entre 50% e 70% sejam números mais realistas. Com 50% o potencial seria uma média diária de 2.690 mortes, com 60%, 3.363 e com 70%, 4.484.
Se alguém tiver os dados, traz aí que eu pelo menos fiquei interessado.
Quanto ao estudo, ou há algo bem específico acontecendo no Chile, ou esse estudo é tão bom quanto o que fizemos em SP.
Dessas 1278 pessoas que morreriam no patamar do Brasil, você assumiu que todas haviam sido vacinadas, por isso calculou 5x mais de mortes (20% - 100%) dizendo que seriam um patamar alto até para o Brasil (que o máximo foi 4k por dia) se não fossem vacinadas. Você assumiu que 100% dos que morreram estavam 100% vacinados.
Sim, assumi, mas fiz sob o pretexto de que 50% da população do Chile está totalmente vacinada, isso nos leva a crer que todos os idosos já tenham sido vacinados. Poderíamos assumir sim alguma evasão, mas será que teria efeito estatístico? Países latino-americanos não tem a mesma cultura dos franceses e japoneses de ser antivax.
Li por cima uma matéria e basicamente foi um oba-oba com o sucesso da vacinação.
Como o Chile controlou bem a pandemia até a vacinação, com o sucesso dela, pessoal se sentiu confiante e saiu para rua. Pelo que vi, maioria das mortes de jovens.
50% não é 100% de vacinação. E a vacina não é efetiva por idades, faixetária, nunca li algo a respeito.
Você ta falando de velhos, jovens, pra quem é sua analogia afinal? Achei que vc tinha pego o número geral de mortes diárias do Chile e estimado o que seria se a população total Chilena fosse igual a do Brasil, pra chegar no número de 1278. Ou esse número era os de velhos?
Eu não saberia te dizer qual estimativa seria adequada. Aqui no Brasil mesmo tem mais gente abaixo de 60 internada que antes (média abaixo de 60 ou algo assim, enfim, tem mais jovem lotando as internações em relação aos idosos).
Parece um número absurdo estatisticamente considerando as taxas de mortalidade por faixa etária que foram divulgadas logo no início da pandemia. Mas vou ficar neutro, pois é uma hipótese e há a questão das variantes que pode influenciar.
@mateus_siviero, de fato, você tocou num ponto importante, 80% é uma média, qual seria a redução da mortalidade para idosos? Talvez estejamos falando de números realmente baixos aí.
As mortes divulgadas diariamente não quer dizer que morreram no dia, pega normalmente dos últimos 20 dias. Teve uma vez que peguei um dia em São Paulo e era coisa de 1000 divulgada e umas 100 de fato morreram no dia.
Na verdade grande parte dos internados atualmente no Chile não tomaram a segunda dose. A Coronavac tem baixa imunização na primeira dose, tendo eficácia de apenas 16% (40% contra morte) mas deve-se considerar que para isso tem que ter tomado a vacina e ainda aguardado o corpo gerar os anticorpos. Pessoas mais velhas precisam de mais tempo (temos que lembrar que essa injeção trabalha com adenovírus, que depende mais da memória dos linfócitos. Como o timo dos mais velhos é reduzido com a idade, é provável que percam a imunidade contra a doença mais rápido). A recomendação após a segunda dose é de aguardar até 30 a 60 dias após a vacina para uma eficácia completa. Ou seja, o ciclo de um vacinado com Coronavac estar protegido é de quase 3 meses. Se a pessoa não tomar a segunda dose, entendo que há o risco de, como não se criou uma resposta imune forte, seja provável que ela perca a proteção até da primeira dose.
Quanto a quantidade de pessoas necessárias para “parar o vírus” vai depender de qual a capacidade de propagação dele. O Covid original se propagava de de 1 pessoa para 3, então a imunização teórica pela matemática deveria ser de 66%. Agora com as novas variantes, a mais propagável é de 1 para 5, ou seja, seria necessário 80% de imunização. O problema em si é que a Coronavac ainda propicia a disseminação do vírus, mesmo que atenuado, dificultando que ele pare de circular, ou seja as pessoas podem continuar transmitindo até que ele encontre uma pessoa que não tomou vacina, ou só uma dose, ou que não tenha criado uma imunidade forte.
O melhor kit Covid é desde cedo malhar bastante e nunca parar. Isso não impede de não morrer para as doenças, mas impede o envelhecimento do seu sistema imunológico (o encolhimento do timo) que ajuda no combate da COVID e de outras coisas.
“Al respecto, la autoridad precisó que «del total de pacientes infectados, el 73% no ha completado su esquema de vacunación y el 74% tiene menos de 49 años».”
«El promedio de casos que está ingresando a una cama de cuidados intensivos continúa siendo muy elevado, alcanzando más de 200 pacientes diarios, de los cuales un 85% no ha completado su esquema de vacunación», precisó la autoridad.
Coronavac é pior , ninguém sério nega isto, porque outros países não estão tendo essa tragédia que também não completaram a vacinação?
Por mais veloz que tenha sido a vacinação americana eles reduziram drasticamente os casos no intervalo entre a 1ª e 2ª dose… e inclusive liberaram diversos eventos e aboliram em muitos lugares o uso de mascara… será que Pfizer é muito melhor que a corovac, sim ou claro?
Cientista político antigamente era uma profissão, tornou-se adjetivo. Pode ser um vídeo válido, mas a idéia da imprensa ser um veículo de informação seguro morreu há um bom tempo. Prefiro dicas médicas no twitter.