CPLE3 - Copel


#21

Isso mesmo. A rubrica retenção de reserva no Passivo serve p/ mostrar que a empresa tem retido um determinado valor do lucro líquido. No ativo ela mostra onde este valor retido está na empresa, seja em caixa, ou títulos, ou em algum outro investimento.

Neste caso tem de entender um pouco de contabilidade básica mesmo, especialmente os conceitos de ativo, passivo, demonstração financeira e fluxo de caixa.


#22

Valeu, @cadu. Como sempre, ajudando. :wink:


#23

Uma coisa que me chama atenção é o fato de a Fidelity Investments ter uma participação muito grande nas ações preferenciais da Copel. Isso não é um indicativo de que o investimento na empresa não é tão arriscado quanto parece?

No email que a empresa enviou, tá explícito que ela adquiriu a quantidade de ações em nome de alguns clientes. Não sei se isso faz diferença.


#24

Não conheço este fundo Fidelity.


#25

É onde o Peter Lynch trabalhou. Acho que é o maior fundo de investimento atualmente.


#26

Dei uma pesquisada rápida, é o quarto em tamanho.
Mas não conheço nada sobre ele. Na verdade conheço só o básico sobre o Lynch, me identifico mais com Graham.


#27

#28

#29

Por isso que tem que privatizar todas estas Estatais que acabam funcionando como cabo eleitoral para esta cambada de vagabundos comunistas.


#30

Todos fazem bobagem, comunistas ou não.
http://braziljournal.com/parana-avanca-sobre-o-caixa-da-copel


#31

Alguém poderia tirar minha dúvida (de iniciante, diga-se de passagem)?

A Copel gastou dinheiro próprio pra construção de Cutia, correto? Por que então, existe uma data de vencimento pra concessão dela (a partir do ano de 2042)?

Quando uma empresa gasta do próprio dinheiro pra construção de alguma coisa, essa coisa não deveria pertencer a ela sem um prazo definido?

Obs.: obviamente, deu pra perceber que eu não entendo exatamente da legislação relacionada. Por isso gostaria de tirar a dúvida?


#32

Não em concessões, que é o caso deles e de muitas outras empresas de logística, energia e exploração.


#33

Então a Copel gasta o dinheiro dela e o complexo eólico pertence ao governo? É isso? Ou o governo entra com uma parte pra ajudar (como em uma sociedade)?


#34

Não enquanto a concessão for da Copel. Após o término, se a concessão não for renovada, ela volta para o governo. Em geral concessões não envolvem a primeira parte cedendo recursos. É um meio de o governo desenvolver o Brasil sem ter que se descapitalizar. Ele concede o local e a matéria prima por um prazo para a empresa construir uma benfeitoria e lucrar uma margem pré combinada com isso, por um prazo. É uma relação de ganho para ambas.


#35

Entendi. Então isso é normal para todas as empresas, né?

Agora, outra dúvida: a empresa pode construir um complexo eólico para ela sem ser por meio de concessão? Isso é permitido pela lei? O que eu quero dizer é: ela pode construir um complexo sem ter que deixar pro governo após um período?


#36

Não para todas as empresas, mas mais comum nos segmentos que listei, empresas como CCR, Ecorodovias, Elétricas, entre outras que envolvem bens públicos sim.

Para sua segunda pergunta, não sei te responder ao certo, a primeira vista seria sim, se forem de pequeno porte, tais quais como pequenos geradores hidroelétricos. O que você tem que entender é que a exploração do céu e do subterrâneo não pode ser vendida. Em geral ela é concedida por um prazo, por meio de uma concessão e/ou leilão. Não adianta comprar uma terra, se você achar petróleo nela, este não é seu. No ar, para determinada altura, você não pode instalar torres de captação sem aprovação de exploração. Há uma legislação específica para cada um deles na qual não tenho conhecimento profundo. Mas uma pequena busca no google pode lhe auxiliar.


#37

Obrigado pelas respostas, @sellous. =)