MGLU3 - Magazine Luiza


#1

Magazine Luiza transformará as lojas em mini centros de distribuição

Por Adriana Mattos | Valor SÃO PAULO - O comando do Magazine Luiza informou nesta sexta-feira que deve transformar suas cerca de 800 lojas em espécies de mini centros de distribuição, a fim de armazenar produtos para entrega direta ao consumidor ou para que o cliente os retire em loja, no caso de venda on-line.

“Devemos passar a fazer entregas a partir das lojas, transformando-as em mini centros de distribuição já no próximo ano”, disse o diretor de logística, Decio Sonohara, durante o Magazine Luiza Day - encontro da diretoria da empresa com analistas e investidores, em São Paulo.

Sonohara afirmou ainda que a empresa está trocando sistemas de gestão dos centros de distribuição e finalizará essa mudança em 2017. Além disso, o executivo informou que a empresa quer implantar o sistema “retira em loja” em até 48 horas para todos os pontos do grupo em 2017.

Durante o evento, Frederico Trajano, presidente da varejista, disse que o Magazine Luiza deve fechar com vendas “mesmas lojas” no positivo neste ano. Trajano mencionou como analisa o futuro da lojas físicas no setor: em um ambiente de expansão da venda on-line, ele entende que o custo dos pontos terá que cair “radicalmente” para que o modelo seja sustentável a longo prazo.

“O consumidor aceita pagar de 5% a 10% a mais por um produto em relação ao preço que há no site e, para vender com essa diferença, a loja tem que ser mais eficiente do que é hoje", disse.

Mais lojas

A varejista informou que deve fechar o ano com 20 aberturas de loja e concluir reformas em 32 pontos.

De acordo com o Magazine Luiza, o objetivo é retomar a abertura mais acelerada de lojas em 2017 e finalizar até maio o investimento de troca de mobiliário da área de tecnologia (que vende celulares, tablets). As reformas da área de tecnologia devem envolver 132 unidades no ano e, nestas, a taxa de crescimento é de 10 pontos percentuais acima da média da rede.

Até maio do próximo ano, 106 lojas restantes devem passar pela troca do mobiliário na área de tecnologia.

O grupo varejista ressaltou ainda que a conta “fornecedor versus estoque” deve chegar a um “pico” no quarto trimestre, com melhora no índice - maior prazo de pagamento à indústria, menor prazo de recebimento do cliente, dentro de um menor nível de estoque.

Frederico Trajano disse que “não há como fazer dinheiro com operação de site separado da loja física”.

“Até um tempo atrás, eu via gente perguntando se não íamos fazer um spin-off [separação] do braço do site, e hoje a gente vê rede voltando a operar junto”, disse.

A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) decidiu unir suas operações de site e loja física com a combinação dos dois negócios, anunciada meses atrás.

Segundo Trajano, o foco do “market place” (shopping virtual) da empresa será o pequeno varejista. Para ele, “market place” não existe para salvar qualquer companhia, é para “melhorar resultado”.


#2

Que louco, olhando detalhes pela plataforma não vi nada de especial nessa empresa para justificar o preço à estes patamares. Alguém comenta?


#3

verdade, algumas empresas o mercado exagera demais na precificação, em especial neste setor, como também é o caso de LAME4.

O que explica parcialmente esta alta são os seguintes fatores em conjunto: diminuição do risco, queda na taxa de juros, e maior possibilidade de recuperação econômica.

Tanto que se olhar as empresas que mais subiram nos últimos meses, a maioria foi empresa com dívida elevada, e ligada ao varejo. Isso pq com a tendência de queda mais forte da selic, a pressão sobre a dívida destas empresas tendem a diminuir. Some a isso que são empresas ligadas ao consumo, e com a maior possibilidade de recuperação do PIB a partir do 2 semestre deste ano, o mercado já começou a precificar isso. Mas certamente de forma muito exagerada.


#4

Lucro forte porém isolado, talves explica o otimismo do meracdo. menos o meu, ainda acho muito inflada pra pouco resultado… vamos acompanhar.


#5

Magazine Luiza: ‘tech stock’ disfarçada de varejo
Geraldo Samor

http://www.braziljournal.com/magazine-luiza-tech-stock-disfarcada-de-varejo


#6

Bolha?
Pelos atuais indicadores, justificaria uma alta de 50% ou no máximo 100%, mas não 2.700%
O fato é que eles estão com o foco na tendência mundial, venda escalável pela internet e está tomando uma enorme fatia de mercado.
Agora o ponto de atenção é que quando os concorrentes também começarem a utilizar essa mesma estratégia, essa fatia de mercado irá diminuir, por consequência seus resultados e por fim a cotação. cuidado!


#7

Não concordo muito com o ponto levantado pelo analista da InfoMoney, pois numa oferta secundário, basicamente é o dono querendo se desfazer de suas ações repassando para minoritários. E quanto a oferta primária, basicamente tende a cair a cotação pois diminui a participação na empresa de quem permanece sócio… chegou a bater -20% hoje. em fim, vamos acompanhar.


#8

Pegou o mercado desprevenido! Eu não sei como pagam este valor para uma empresa assim…

Magazine Luiza anuncia oferta de ações maior que o esperado
Geraldo Samor

O Magazine Luiza acaba de anunciar uma oferta de ações de cerca de R$ 1,9 bilhão a preços de fechamento de ontem — quase o dobro do que se previa meses atrás. A ação deve ser pressionada no pregão de hoje, e o mercado deve buscar um desconto em relação ao preço atual.

http://braziljournal.com/magazine-luiza-anuncia-oferta-de-acoes-maior-que-o-esperado


#9

“A família de Luiza Helena Trajano, que controla a companhia, está vendendo outras 6,4 milhões de ações para monetizar um dos ralis mais impressionantes da Bolsa brasileira”

Isso deixa claro que a própria família está “fazendo um trade” e realizando lucro com o alto preço das ações… não vejo sentido em recomendação de compra neste cenário se os próprios donos estão vendendo parte.


#10

De certa forma é isso mesmo. Além disso eles tem de fazer caixa p/ gerar capital de giro, algo vital para manter a roda deste tipo de negócio girando.


#11

A Amazon chegou. Mas será o fim do mundo?
Geraldo Samor

http://braziljournal.com/a-amazon-chegou-mas-sera-o-fim-do-mundo


#12

Não duvido da transformação realizada e nem do potencial desta empresa. A questão é, quando as demais concorrentes aplicarem o mesmo modelo, também saltarão 1000% na cotação ou irão jogar a MGLU3 para baixo?

Se isso acontecer, basicamente elas tendem a se igualar, seja com a cotação para cima ou para baixo. pois o market share e a performance das mesmas são e foram próximas por muitos anos.
Sem contar outra coisa, a Amazon está vindo ai…