Off Topic - conversa informal


#1

Tópico voltado p/ troca de mensagens e imagens de descontração.


#2

As 4 vezes em que Jesus foi contra o estado e a favor da liberdade
By Camilo Caetano -24/12/2016

Na Internet, toda vez que se aproxima do Natal a esquerda aproveita o momento para disseminar frases e memes de Jesus Cristo e associar suas ações com as ideias do comunismo, como se o mesmo não tivesse sido morto na cruz pelo próprio estado, que eles tanto defendem.

Para você passar o seu natal mais feliz com a sua família, intuição constantemente criticada pela esquerda, reservei algumas citações bíblias que praticamente refuta qualquer falácia propagada pela esquerda. Veja as 4 vezes em que Jesus Cristo rejeitou o estado e defendeu a liberdade.


#3

Valor de mercado do Bitcoin ultrapassa Bolsa de Valores brasileira e JBS Friboi
By Marcelo Faria -27/12/2016

O valor de mercado do Bitcoin, a criptomoeda privada que não possui qualquer controle estatal, alcançou hoje um novo recorde de 15 bilhões de dólares. De acordo com o Coinmarketcap, há no momento 16 milhões de Bitcoins em circulação sendo vendidos a 937,33 dólares (R$ 3.272,00 de acordo com a cotação da Foxbit, a principal corretora de Bitcoin brasileira).

De acordo com o site da BM&F Bovespa, a Bolsa de Valores brasileira, o valor do Bitcoin ultrapassou o valor de mercado da própria BM&F Bovespa ($8,8 bilhões), JBS Friboi ($10 bilhões), TIM ($5,6 bilhões) e diversas outras empresas de capital aberto brasileiras.


#4

#5

Edward Thorp e o Critério de Kelly
fevereiro 2, 2017 ~ Dr. Nickel

Edward Thorp é um professor de matemática, famoso por ter inventado um sistema elaborado para ganhar no blackjack através de contagem de cartas e por ter sido um dos gestores mais bem sucedidos da história, obtendo retornos anualizados da ordem de 20% ao longo de mais de 20 anos. O fundo de Thorp foi um dos pioneiros em utilizar modelos quantitativos para identificar e explorar anomalias no mercado financeiro. Thorp lançou recentemente sua biografia, o que me lembrou de um material que preparei muito tempo atrás baseado em um artigo seu sobre o Critério de Kelly.

O Critério de Kelly, um dos conceitos utilizados amplamente por Thorp em jogos e no mercado, é uma metodologia matemática para maximizar o crescimento do capital em jogos favoráveis, ou seja, no qual a probabilidade de se ganhar é maior do que 1/2.

O exemplo mais simples para entender o Critério de Kelly é considerar um jogo envolvendo o lançamento de uma moeda com probabilidade de cara igual a p>1/2. O jogo consiste em ganhar R$1 se o lançamento der cara, e perder R$1 se der coroa. Seja X_0 o capital do jogador no início do jogo. Queremos encontrar uma fração ideal de X_0 para apostar em cada lançamento da moeda, de maneira a maximizar o valor esperado do capital após n lançamentos. A solução deste problema é chamada de fração de Kelly e é igual a f = p - q, onde q=1-p.

Um exemplo um pouco mais realista é o jogo de blackjack, no qual era possível obter uma vantagem através de contagem de cartas. Os casinos mudaram o modus operandi do jogo devido aos contadores de cartas como Thorp e o time do MIT, ficcionalizado no filme 21. No blackjack, apesar de ser possível obter uma vantagem através da contagem de cartas, também é necessário fazer apostas em situações desfavoráveis. Thorp explica a estratégia da seguinte maneira. Assuma que o jogador sabe de antemão se uma rodada do jogo é favorável ou não, ou seja, ele conhece p. Nas rodadas favoráveis (nas quais p>0.5), o jogador aposta uma fração f do capital, e nas rodadas desfavoráveis, ele faz uma aposta “de espera” com um valor a \cdot f ,onde 0<a<1. Dado a, podemos obter a fração ótima f.

A apresentação que mencionei mostra outros exemplos, aplicações no mercado financeiro e relação com o paradigma de finanças. O artigo de Thorp e seus livros trazem mais detalhes e exemplos. Aplicações do critério de Kelly em investimento podem ser vistas nos artigos abaixo:

Christensen, Morten. 2005. On the History of the Growth Optimal Portfolio.

Estrada, Javier. 2010. Geometric Mean Maximization: An Overlooked Portfolio Approach? The Journal of Investing, 19, 134–147.

Rubesam, Alexandre; Beltrame, André Lomonaco. Minimum Variance Portfolios in the Brazilian Equity Market. Brazilian Review of Finance, v. 11, n. 1, p. 81-118, may. 2013.


#6

#7

Caricatura brasileira: em 171 épico, pai e filho queriam R$28 bi do Tesouro
Na boca do caixa
Geraldo Samor

Todo mundo concorda que a corrupção passou dos limites e, finalmente, tem gente graúda indo pra cadeia por assaltar os cofres públicos.

Mas nem somando a gula pantagruélica de um Sérgio Cabral, um Eduardo Cunha e demais hóspedes do Hotel Moro em Curitiba daria pra se chegar no nível do que se viu ontem em Salvador.

Segundo a Tribuna da Bahia, pai e filho entraram numa agência do Banco do Brasil na Pituba, em Salvador, e pediram para abrir uma conta.

O objetivo, segundo relataram tranquilamente ao gerente: “receber um depósito de R$ 28,8 BILHÕES referentes a títulos do Tesouro Nacional que tinham em mãos.” Em tese, o Banco Central seria o pagador.

Um banqueiro disse ao Brazil Journal que esse tipo de golpe acontece todo dia, mas calma lá. Crédito onde ele é devido: Nunca-antes-na-história-deste-País alguém teve a pachorra de tentar um golpe desta envergadura. Chega a ser ridículo antes mesmo de ser insano.

O gerente "desconfiou da quantia a ser recebida” (really?) "e da autenticidade dos documentos apresentados,” e em alguns minutos a dupla foi presa pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado. Segundo o relato, os dois estavam acompanhados “por empresários paulistas e baianos,” ainda que não esteja claro o papel destes.

Talvez esse episódio caricato seja, no fundo, uma fábula brasileira: o Tesouro continua sendo a teta automática para os oportunistas — grandes e pequenos — e o assalto continua a acontecer à luz do dia.


#8

Não basta ser genial. É preciso fome de poder
Mariana Barbosa

“Nothing in this world can take the place of persistence. Talent will not; nothing is more common than unsuccessful people with talent. Genius will not; unrewarded genius is almost a proverb. Education will not; the world is full of educated derelicts.” — atribuído a Calvin Coolidge (ex-presidente dos EUA)

Persistência. Persistência. Persistência.

Nem talento, nem genialidade, nem educação: nada nesse mundo é mais importante para o sucesso do que a persistência. Movido por esse mantra, que escuta em uma espécie de audiolivro de auto-ajuda em formato LP — estamos em 1954 — Raymond Kroc só pensa em fazer a América.

Em Fome de Poder, o Kroc vivido por Michael Keaton é um vendedor de uma máquina ‘revolucionária’ que permite fazer cinco milkshakes ao mesmo tempo, mas talvez esteja à frente de seu tempo. Ele roda os EUA de carro até se deparar com as filas gigantes em uma pequena lanchonete em San Bernardino, Califórnia, dos irmãos Dick and Mac McDonald — muito educados, talentosos, e que tiveram uma ideia genial.

Cardápio simplificado: só hamburger, batata frita e suco de laranja (depois vieram Coca-Cola e milkshake); tudo preparado seguindo os princípios de uma linha de produção fordista, com uma cozinha milimetricamente planejada para otimizar cada processo. Nada de louças, talheres ou mesa. Vendendo hambúrguer a 15 centavos, os McDonald estavam a um passo de revolucionar os hábitos alimentares da humanidade.

Mas como uma ideia genial não basta para ter sucesso, foi preciso a fome de poder e a persistência de Kroc, um empreendedor tardio aos 54 anos que hipoteca sua própria casa e se associa aos irmãos, para que o McDonald’s saísse da Califórnia para conquistar o mundo.

Constantemente tendo suas ideias de crescimento e expansão podadas pelos irmãos McDonald, Kroc conseguiu neutralizá-los ao transformar as franquias num bilionário negócio imobiliário. A McDonald’s Corporation, esta sim fundada por Ray Kroc, tirava (e ainda tira) seu ganha-pão não de royalties ou da venda de hambúrguer, mas alugando imóveis para os franqueados.

Com uma reconstituição iconográfica preciosa de cardápios, logos, embalagens e restaurantes antigos, Fome de Poder, dirigido por John Lee Hancock, é mais um grande filme de uma categoria que começa a surgir nas telonas: biografias não-autorizadas de grandes negócios e seus empreendedores.

Segue a mesma linha de A Rede Social, que aliás, assim como o McDonald’s, tem uma pré-história pouco lisonjeira, já que o Facebook teria nascido a partir de uma ideia roubada de colegas de Mark Zuckerberg em Harvard.

Depois de muita briga, Kroc fecha um acordo para adquirir o negócio dos irmãos por US$ 2,7 milhões (equivalente hoje a US$ 21,8 milhões) e a promessa verbal — nunca cumprida — de lhes repassar 1% dos lucros. Kroc e sua corporação sempre negaram esse acordo, que é retratado no filme e sustentado pelos netos dos McDonald. Estes ainda perdem o direito de usar o próprio sobrenome na loja de San Bernardino, que acabou por fechar as portas depois da inauguração de um novo McDonald’s a poucos metros dali.

Baseado na autobiografia do próprio Kroc (‘Grinding It Out’) e em conversas com os netos de Dick e Mac, o filme passa ao largo das questões de saúde que envolvem o fast food, objeto de outro filme sobre a rede, Super Size Me. Mas ao contrário de Super Size Me, Fome de Poder causou zero impacto na imagem dos arcos dourados.

O foco, como evidencia o título em inglês — The Founder, ou ‘O Fundador’ — é o próprio Kroc e suas práticas negociais.

“Ele criou o sistema de franquia e temos que tirar o chapéu pra ele”, diz Nadim Haddad, franqueado do McDonald’s no Brasil com 15 lojas. “A questão imobiliária, além de uma jogada de mestre para ficar com a marca, alavancou muito o negócio, gerando muito caixa e permitindo multiplicar franquias muito rapidamente. Hoje a corporação ainda é uma das maiores proprietárias de imóveis do mundo. É o que a torna tão poderosa.”

A história era parcialmente conhecida da comunidade McDonald’s. “A gente sempre soube que os irmãos receberam um milhão de dólares cada um. O que a gente não sabia era do 1%. Mas é a versão dos irmãos.”

O DNA agressivo do fundador continou no sangue da empresa. No Brasil, o McDonald’s quase levou os franqueados à falência no final dos anos 90, quando a desvalorização do Real fez os contratos de financiamento em dólar explodir. Na época, a companhia obrigava os franqueados a tomar uma linha de crédito criada especialmente para eles no BankBoston. Bizarramente, a linha era dolarizada, ainda que toda a receita das lojas fosse em reais. Depois da desvalorização, a empresa ainda foi dura com os franqueados, o que gerou uma grave crise de relacionamento e imagem. No final, o McDonald’s acabou substituindo seu presidente no Brasil e renegociando contratos.

“Eles passaram do ponto,” diz Haddad. “A própria corporação nos EUA percebeu e mudou a relação.” Na época eram 140 franqueados. Hoje são 63 — e o McDonald’s voltou a ser lugar de franqueado feliz.

Em 2007, a matriz nos EUA vendeu os negócios da América Latina para os argentinos da Arcos Dorados. Passaram seis anos sem abrir uma loja no Brasil e, mais recentemente, voltaram a crescer. Hoje são 900 lojas e a empresa quer abrir 80 por ano a partir do ano que vem.