Palavras para atravessar a crise

“The mood swings of the securities markets resemble the movement of a pendulum. Although the midpoint of its arc best describes the location of the pendulum “on average,” it actually spends very little of its time there. Instead, it is almost always swinging toward or away from the extremes of its arc. But whenever the pendulum is near either extreme, it is inevitable that it will move back toward the midpoint sooner or later. In fact, it is the movement toward an extreme itself that supplies the energy for the swing back.”

CAPÍTULO 9 The Most Important Thing Illuminated p.109

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Muitas vezes, tanto nos períodos de alta quanto de baixa na bolsa, podemos desejar buscar a ação ou a carteira que melhor performará no futuro. Naturalmente, desejamos que façamos bons negócios, mas estou falando de um nível de sofrimento psíquico injustificável para quem investe a longo prazo. Aquele que faz sofrer o buscador da melhor ação e, também, aquele que acha que a grama do vizinho ficou mais bonita e verde do que a própria. Deixo 2 passagens de livros que ilustram o quanto devemos exorcizar esse sentimento de nós.

“Há duas coisas que incomodam na Bolsa: os prejuízos da gente e os lucros dos outros”
Décio Bazin: “Faça Fortuna com Ações antes que seja tarde” (ed. 1994), CLA Editora, S. Paulo, 2017, “Lembretes”, p. 5.

"Uma vez entrevistei um grupo de aposentados em Boca Raton, uma das
comunidades de aposentados mais ricas da Flórida, e perguntei a essas pessoas, a maioria com mais de setenta anos, se elas haviam superado o mercado durante suas vidas de investidores. Algumas disseram que sim, algumas disseram que não; a maioria não tinha certeza.

Então, um homem disse: ‘E daí? Tudo que eu sei é que meus investimentos renderam o suficiente para que eu acabasse em Boca.’

Poderia haver resposta melhor? Afinal, o objetivo do investimento não é ganhar mais dinheiro do que a média, mas ganhar o suficiente para suas necessidades.

A melhor forma de medir seu sucesso nos investimentos não é se você está superando o mercado, mas se você colocou em prática um plano financeiro e a disciplina comportamental que o possam levar aonde deseja chegar.

No fim, o que importa não é cruzar a linha de chegada antes dos outros, mas se certificar de que a cruzará."
Benjamin Graham: “O Investidor Inteligente” (ed. 1973), edição brasileira Harper Collins Brasil, Rio de Janeiro, 2017, Comentários ao Capítulo 8 (O Investidor e as Flutuações do Mercado) por Jason Sweig, p. 251

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Lembrei de uma boa, de minha avó! (já pedindo permissão pelo dito popular chulo):

“Quem aposta come bosta”

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Percebo q neste momento tudo de bom e de ruim estão aflorando em cada um de nós. Cabe atitudes individuais formar um cidadão correto e empático daqui pra frente. Muitas lições e aprendizados estão sendo oferecidos. Muita coisa está sendo revista. Do íntimo ao geral…o mundo jamais será o mesmo. Eu já refleti e já confirmei muitos conceitos q já tinha antes da pandemia como liberdade, gozo de momentos legais com as pessoas q eu gosto, empatia, valorização do q se tem e estabilidade ( emocional e financeira ) depois de muito trabalho,pesquisa e estudo. É impossível ñ se comparar (e ñ estou sendo sádico) com situações de muitas e muitas pessoas q - por conta de um alinhamento financeiro negligenciado lá atrás…estão sofrendo bastante…sem renda e sem reservas mínimas. Uma pena. Vejo familiares e amigos nesta situação. Espero que o recomeço de muitos englobe a necessidade de guardar e investir para outras situações parecidas q certamente virão.

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Bacana, @shion!! Lembrei-me agora de uma opinião do Barsi sobre isso. Ele diz que é preciso criar uma cultura investidora no Brasil. E que educação financeira é diferente de educação investidora. “Educação financeira é um conceito simples. Se o indivíduo gasta menos do que ganha, ele está financeiramente educado”.
Educação investidora não nasce se não houver uma educação financeira sólida. Temos muito o que batalhar nesse campo.

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Fora da caridade não há salvação.

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Sempre vejo algumas pessoas perguntando se deveriam fazer uso da sua reserva de emergência para não desperdiçar a “oportunidade” de comprar ativos em conta. Se eu já achava um absurdo, nesta crise eu pude entender profundamente o quão importante é você ter um dinheiro em caixa, livre, rápido.
Meu sogro faleceu, levado pelo covid-19, mas o mais triste foi ver o desespero da família da minha esposa, sem um plano funerário, sem sepultura, sem nada. Uma dificuldade imensa para providenciar tudo em cima da hora e por um preço muito caro. Nesta hora, ter uma reserva para poder dispor e ajudar foi ao mesmo tempo gratificante e muito didático, uma verdadeira lição para a vida toda, vida essa que me parece ainda mais preciosa a cada dia.
Investir e aproveitar as oportunidades é ótimo, mas tenha e guarde muito bem sua reserva para uma verdadeira emergência!

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Risco existe em outra dimensão: Dentro de você. Se você superestimar quão bem você realmente entende um investimento, ou superestima sua habilidade de aguentar os mercados ruins, não importará em que você investe ou o que o mercado faz.

Se você quiser o que o risco realmente é, vá para o banheiro mais próximo e olhe para o espelho. Lá estará o risco, olhando diretamente para você;

Benjamin Graham

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