Bom, é difícil encontrar irregularidades numa compra quando a compra não acontece…
Relembrando… 2018
Acho muito complicado essa questão de comprovante de voto, caso for estabelecido. Vou contar “causo” que aconteceu na cidade onde morava. Nas últimas eleições para Presidente e Prefeito, o “chefão” de uma Usina de cana de açúcar (segundo maior empregador do município) fez reunião com quase todos os colaboradores, praticamente exigindo em quem votar, alegando diversas coisas, entra elas que poderiam perder o emprego. Imagina com um comprovante desses, possivelmente seria exigido após as eleições.
Mas não é assim que funcionaria.
Acho que nem assim… a pessoa não tocaria no papel (pois isso poderia gerar vários outros problemas). A própria urna vai mostrar o papel em um visor e se o eleitor confirmar ela jogaria o papel automaticamente no depósito.
Mas como funciona este projeto de voto auditável pela impressão? Estou totalmente por fora. Existe um projeto de lei neste sentido?
Não entendi como funcionaria este esquema. Mas de antemão, penso que a questão de colocar um humano no meio da iteração , acho que poderia complicar muito a questão de segurança. Porque poderia abrir espaço para infinitas brechas de segurança por pessoas mal intencionadas.
Acho que o protocolo teria de ser muito bem montado para evitar fraudes. Com certeza algo que tem de ser muito bem estudado.
“A ideia é que uma cédula seja impressa após a votação eletrônica, para que o eleitor possa conferir o voto antes que seja depositado, de forma automática e sem contato manual, numa urna trancada para auditoria.”
Eta coisa linda, agora a ficha vai cair para esse STF que soltou um dos maiores criminosos do mundo e ainda o torna elegível junto com uma falsa mídia que diz que ele já ganhou e o mais incrível é que esses não querem um método já aprovado que produz uma garantia para todos, isso é hilario, só no Brasil mesmo.

Esse voto impresso torna o processo eleitoral mais seguro, sem dúvida. Mas também aumenta o risco de “mau comportamento”, principalmente com uma população que não sabe ler e interpretar um parágrafo, que vai tirar foto do comprovante da urna (mesmo sendo ilegal), ou que vai se equivocar ou de má fé dizer que o comprovante está diferente do voto. Na relação risco x retorno acho que não vale a pena, tem mais a dar errado do que a melhorar o processo.
Mas já fazem isso com o sistema atual…
A diferença é que o sistema irá ganhar uma segurança adicional, e principalmente, possibilitar a recontagem de votos para auditoria.
A jogada fajuta dessas ditas autoridades(STF) é tão infantil que qualquer um percebe que eles querem eleger o 9 dedos a todo custo menos com o voto impresso.
Se o voto fosse simplesmente impresso via uma impressora que não tivesse nenhum tipo de software para realizar o processo, como aquelas máquinas antigas de datilográfia por exemplo, e mesmo sem a conferência do eleitor, acredito que já melhoraria bastante a transparência do processo. Atualmente, estamos em um grupo bem restrito e vergonhoso de países que adota o voto 100% eletrônico. E ninguém adota porque não é auditável, e se não é auditável, também não é fraudável (ou melhor, a fraude é indetectável). Alguém acredita que nunca houve fraude nas eleições, mesmo no nível mais microscópico possível? E o TSE pegou alguma vez?
Se Lula já ganhou então voto impresso vai garantir que o povo gosta é de corruptos ficando tudo em paz, ai volta os corruptos políticos na ativa junto com a mídia e artistas mamadores e o povo alegre na miséria, não tem o ditado que diz que “Dinheiro não traz felicidade” então! o pobre brasileiro pensa assim.
Antigamente era impresso e não tinha isto. O voto impresso seria depositado na urna e não seria um recibo. Muito tosca essa narrativa.
Os países desenvolvidos com votação eletrônica costumam mesclar os dois tipos para que um tipo possa amparar uma eventual falha outro e ao mesmo tempo servir de mecanismo anti-fraude.
Fraudes existem e vão sempre existir, a questão é que seja assegurado que as fraudes não possam ultrapassar limites significativos para tornar uma eleição manipulada.
A fraude mais clássica é alguém votar duas vezes, uma com o documento seu e outra com um documento de parente que sequer foi na votação ou que faleceu ou ausente, este tipo de fraude é praticamente indetectável.
Mas nessa situação não vejo ganho, pois a urna poderia imprimir um voto diferente do que foi digitado.
O que você teria na sua proposta mais simples seria um proteção das informações ao transmitir a informação da urna para a central, mas isso é o mesmo que divulgar, urna por urna, as quantidades de votos recebidos por candidato. Que eu saiba a urna já imprime essa lista de votos por candidato, ou seja, essa parte do processo (transmissão dos votos da urna para a central) é bem mais fácil de conferir, só somar os votos desse “recibo” final da urna (os partidos tem acesso a esse “recibo”, eles podem ir retirar nos locais de votação, quem trabalha de mesário pode nos confirmar esse processo).
O ganho de ter o voto impresso ao meu ver é o eleitor ver que imprimiu o que ele digitou. Se a urna estiver comprometida, a qtde total informada não vai bater com o total dos votos impressos.
Alguns problemas a resolver nesse caso:
- Eleitor mal intencionado ou digitou errado, diz que votou em um e imprimiu outro voto. Como atuar nesses casos? Aqui é que a coisa pega.
- Impressora enrosca. Vai acontecer, mas acho que vai ser mínimo, situação ok, só comprar uma impressora que preste, tipo essas de mercadinho, e testar direitinho.
- Qtde de votos contados nos impressos não bate com a qtde da urna: Qual vale? cancela todos os votos da urna? Nesse caso, mesários de uma linha ideológica podem sumir com uma pequena parte dos votos impressos para invalidar a urna, já sabendo que aquela região tem historicamente mais votos para candidatos de partido de outra linha ideológica.
Precisamos ter todas as respostas para essas e outras situações antes de ir em frente com voto impresso em urna eletrônica, senão vai ser o caos, e o caos só interessa aos perdedores.
Outra opção é abandonar a urna eletrônica e fazer tudo no papel de novo.
Quando o voto utilizando digital estiver bem implementado isso vai diminuir absurdamente.
Outra coisa…
Se é tão “fácil” hackear a urna pra contabilizar voto pra X, quando deveria ser para Y, acho que seria igualmente fácil hackeá-la para imprimir voto para Y (voto real) e contabilizar para X (fraude).
O fato do eleitor ver o papel impresso não significa nada.
Além disso, a ideia é ter os votos para uma possível auditoria. Todas as urnas seriam sempre auditadas? Quais os critérios para essa auditoria? Amostragem? Suspeita de fraude? Que tipo de suspeita? Indícios toscos iguais aos que o presidente mostrou ontem?
Pq se essa urna hackeada não for “auditada”, de nada vai adiantar.
Lá nos eua o voto é impresso e auditável e isso nao impediu que fosse criada uma narrativa de que as eleições foram fraudadas. Qualquer um dos sistemas n vai mudar nada, as pessoas vao continuar criando teorias conspiratórias, sem provas contundentes e com base em achismos e vídeos de zap zap.
Engraçado que ninguém havia questionado esse sistema eletrônico antes, aí foi só o “mito” falar que muita gente embarcou nessa narrativa. Assim como na questão das vacinas, que muita gente tomava sem receio algum, mas agora não quer tomar pq o “mito” desconfia das vacinas.
Talvez algumas urnas sejam fraudadas ou apresentem algum defeito, mas nao acredito em um sistema eleitoral totalmente corrupto a ponto de definir o resultado das eleições. Se fosse assim, o PT estaria no poder até hoje.
A realidade é que o Lula nao precisa fraudar a eleição para ganhar, basta ele ficar quieto e deixar o bolsonaro falar. O bolsonaro é adversário dele mesmo, quanto mais abre a boca, mais se complica. Além disso, está fazendo a mesma coisa que o PT fez, entregando tudo para o centrão para continuar no poder.
Bolsonaro já sabe que tem poucas chances de ser reeleito, então está criando a mesma narrativa do trump, de que perdeu na fraude. Por mim, poderia mudar para o voto impresso e auditável, já que acredito que não irá mudar nada, só aumento de custos e atraso na definição do vencedor.
