Segundo um balanço divulgado pelo próprio Mattar no início de agosto, operações de “desestatização e desinvestimento” no governo Bolsonaro geraram, por enquanto, R$ 134,9 bilhões.
Esse valor não inclui a privatização completa de qualquer estatal. É, na verdade, a soma das vendas de partes da Petrobras e da Eletrobras e da comercialização de ativos da União ou de Caixa, Banco do Brasil e BNDES — em geral, ações que o Tesouro ou esses bancos públicos detinham em empresas diversas (papéis de Petrobras, Banco do Brasil, IRB, Fibria, Vale, Marfrig, Cosan, etc).
Teve a chance de privatizar quando ainda tinha uma aprovação razoável, agora que a aprovação só despenca não vai privatizar nada.
A aprovação dele tem caído, pelo menos é o que indicam as pesquisas (ok, não da pra confiar cegamente nelas, mas elas apontam uma tendência). Já não estão firme nos 30%. Já está abaixo disso. E deve cair mais assim que as famílias sentirem o fim do auxílio emergencial.
Perfeito, não é privatização e é por isso mesmo o mais fácil. Bolsonaro não é liberal na essência, mas o Guedes sempre foi. Apesar disso não acho que o PR foi o maior obstáculo, foi contra Casa da Moeda e alguns outros. Disse que era contra Petro e BB, mas se o futuro presidente do Senado já quer travar a Eletro, me parece que no máximo ele se disse contra algo que já não ia acontecer mesmo.
Antes de iniciar as razões, como ele seria bom? Se fosse um processo rápido e tivesse ocorrido antes de 2021, com Mourão assumindo rápido e administrando de forma pacífica e sem ruídos. Isto não é mais possível.
É ruim porque Bolsonaro não vai entregar o cargo de graça, vai sair fazendo populismo e distribuindo dinheiro público, perigoso até reconciliar com a globo e aumentar o auxílio emergencial. Isto por si só já traria uma enorme barreira e a conta seria paga pelos sucessores com o seu dinheiro.
Impedimento é um processo lento, o de Dilma que estava com uma popularidade super baixa demorou mais de 1 ano se levar em conta do povo na rua até a declaração final. Dito isto, iniciando o processo de impedimento em Fevereiro, acabaria em Março de 2022… Ou seja há poucos meses da eleição e com o próprio Bolsonaro com possibilidade de ser novamente eleito ou ficar jogando narrativas, olha essa bizarrice… lembrando que a Dilma teve possibilidade de continuar a vida política tantoque tentou ser senadora…olha a zona que seria se Bolsonaro fosse tratado diferente…
Impedimento sem capitais com o povo massivamente em protestos como Collor e Dilma, seria um impedimento da classe política e não um impedimento do povo. Isto aumentaria ainda mais a polarização e narrativas bizarras. País ficaria ainda mais dividido.
Ou seja, instabilidade política, deterioração fiscal, maior polarização e sem nenhuma resolução construtiva.
Um candidato realmente comprometido com reformas assume em 2022 e reorganiza o Estado brasileiro, sem compromisso nenhum de reeleição;
Um candidato de esquerda assume e super pressionado como foi lula em 2002 faz o governo mais liberal de todos os tempos do Brasil, sem a resistência do mainstream de esquerda, consertando as distorções do Estado e dando alguma possibilidade do Brasil escapar da argentinização.
O cenário 1 pode eleger um candidato do tipo Dória que vai continuar distribuindo mamatas mas o suficiente para não transformar o país num caos , mas continuar sendo assombrado pelo fantasma da argentinização…
O cenário 2 pode eleger um candidato de esquerda disposto a peitar a realidade e acelerar de vez o processo de argentinização do Brasil.
Enfim, não será fácil os próximos 05 anos, o populismo tanto na esquerda quanto na direita nunca foram tão fortes, e aversão ao trabalho e a transferência de responsabilidades parecem que cada vez mais fortes…
Acredito que a chance de impeachment esteja próxima de zero. Nenhum presidente sofreu impeachment no Brasil por outro motivo que não fosse dificuldade em conduzir a economia. Eu mesmo fui contra impedirem a Dilma, apesar de tudo, o resultado hoje são 61 pedidos contra o PR e impeachment é a solução pra tudo.
Infelizmente, enquanto não acertar o Congresso, esse país tende ao buraco. Saiu na Infomoney uma pesquisa com casas de análise política que dão como alta a chance de continuidade do auxílio emergencial e de furar o teto. Aí penso no Congresso, lembro de figuras como o Major Olímpio e a única coisa que me vem a cabeça é a cena desse cara pedindo a esposa em casamento e o vizinho reclamando do barulho.
Tb fui contra o impeachment dela, por achar que impeachment tem que ser em último caso e bem fundamentado.
Sou contra o do Bolsonaro, apesar de razões para tanto já tem mais que a Dilma. Mas dois presidentes sofrer impeachment na sequência é péssimo para o país.
Para haver impeachment de Bolsonaro, a pressão popular contra o governo teria que ser maior do que a do cenário atual. Entretanto, haveria motivos para haver impeachment, o presidente apostou a vida dos brasileiros num medicamento sem comprovação científica para tratamento do covid-19 ao invés de se preocupar com a vacina. Apostou a vida dos brasileiros, não existe algo mais importante que isso. Até os dias de hoje o Ministério da Saúde esta todo perdido.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Esse país faz muita força para estar onde está… é muito mérito para permanecer no atraso.
“A autora da proposta, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), do PT do Paraná, afirma que o valor do botijão ficou congelado nas refinarias no valor de treze reais e 51 centavos de janeiro de 2003 a agosto de 2015. Mas, em 2017, com a mudança na política de preços na Petrobras, o valor saltou de 17 reais para 24 reais, um aumento de 37%.”