Sim, verdade. Mas o ano passado anunciaram e distribuiram dividendos no mês de Outubro. Vamos ver se farão o mesmo esse ano…
Abraço!
Sim, verdade. Mas o ano passado anunciaram e distribuiram dividendos no mês de Outubro. Vamos ver se farão o mesmo esse ano…
Abraço!
Fechar capital? pq o pessimismo thiago?
Nenhuma informação concreta, al_pacino.
Quem acompanha Unipar sabe que o controlador não é flor que se cheire. Inclusive, no último balanço forçaram até a última linha pra situação ser pior do que realmente era. E nos dias seguintes recompraram as ações da empresa como se o mundo fosse acabar. Enfim, pode ser improvável, mas temos que ficar espertos com esse controlador.
A empresa segue descontada e, na minha opinião, é um ótimo case. Inclusive, é a minha maior posição e estou aproveitando as quedas pra comprar mais. Mas todo cuidado é pouco, rs.
Pessoal, em relação a um possível OPA da unipar, comprando as ações ordinárias UNIP3, estariam os minoritários mais protegidos que comprando UNIP6? Também acho que está descontada e quero iniciar posição na empresa, mas essa situação me deixa meio com o pé atrás.
Até que ponto podem forçar uma venda das ações ordinárias por um valor injusto, como foi no caso da multiplus por exemplo?
Quem tiver mais por dentro do case, agradeço muito por me tirar essa dúvida.
Se quiserem faço um textão do case amamhã
Unip3 tag along
Unip6 10% a mais de div
É praticamente impossível uma OPA hoje em dia por ‘‘n’’ razões.
Capital (ações) pulverizado entre vários investidores e fundos de investimento que não vão entregar as ações por um valor injusto.
Grandes investidores com posições gigantes no papel, conhecidos por gostarem de empresas com bom potencial de payout e perenidade ao longo dos anos, tudo que esse pessoal não quer é ficar sócio de uma empresa de capital fechado.
Custo: imaginem o custo de realizar uma OPA á um preço que 2/3 do capital social da empresa aceitem vender as ações para o controlador á um preço justo para todo mundo
(podem por aí algo por volta dos 60 reais para a situação atual da empresa, eu por exemplo não entregaria por menos que isso HOJE).
Não tem sentido.
É uma ideia que contraria a razão.
Já tentaram uma vez e não deu certo, e olha que na época existiam poucos fóruns de investimento na internet e bem menos fundos de invest. e PF’s no papel, e mesmo assim não passou.
Eu enterraria essa possibilidade. Não faz sentido.
Porém, para quem ainda tem receio dessa possibilidade é só comprar ações ON (UNIP3).
Matheus, por favor, faça as suas considerações sobre o case, sim. Queremos ouvir!
Abraço!
gcn, você tem razão. Não faz sentido.
Mas você não achou o balanço enviesado? Não fizeram nenhuma ressalva sobre os não-recorrentes, praticamente jogando os números lá e deixando a cotação apanhar.
Podem ter feito isso pra continuar com o programa de recompra de ações pagando mais barato? Podem sim. Mas pessoas experientes, como a Helô Cruz, também reclamaram desse balanço e observaram um viés.
Unipar é a minha maior posição e tenho as 2 classes de ações. Mas que o Controlador gosta de ser “esperto”, não há como negar. E foi nesse sentido que eu postei, de ficarmos alertas…
Obrigado pelas contribuições. Eu aprendi bastante sobre a empresa lendo o que você postou aqui e em outros fóruns.
Abraço!
Opa! Já quero o textão! No aguardo!
Eu tb ñ acredito em OPA. Os pontos “sem sentidos” apontados pelo sócio realmente fazem sentido…rs. Lá atrás quando a empresa valia bem menos ( e q infelizmente ainda eu ñ a conhecia - assim como muitos! ) ñ conseguiram fechar…agora então acho muito difícil. Tb achei este 2T propositadamente ruim…tipo tempestade perfeita de coisas negativas. Foi de estranhar. Mas…veremos no 3T/19 como será a reação… Depois dessa recompra…tenho um sentimento q irão comprar as ações dos hermanos com o dinheiro de algumas ações da recompra e cancelar as restantes como outrora. Bem…eu acho. Sigamos!
Também achei estranho. E sim esse acontecimento facilitou a recompra á preços baixos.
Vale ressaltar que quem deseja investir em Unipar deve saber o risco que está correndo em função do que foi exposto aqui e colocar isso no preço.
Agora sobre governança: Em QUALQUER ativo da bolsa você corre risco, cansei de ver empresas novo mercado só negociando ações ON’s onde o controlador tentou ou deu á volta nos minoritários. Por isso me concentro em comprar ações baratas e só me preocupar se não existirem fundos e investidores de peso no papel (pois eles barram uma OPA com preço ruim), de resto, não tem o que fazer, tem inúmeros exemplos na bolsa de empresas ‘‘premium’’ em matéria de governança e que da noite pro dia prejudicaram os minoritários.
fato!
Eu to mesmo é extremamente curioso para saber o impacto que a volta da linha de prod. de PVC vai causar na receita da empresa e caso os gastos não aumentem o efeito que causará no LL.
Vale ressaltar que o mercado de constru. civil vem começando a aquecer e eles necessitam de PVC (tubos, canos, conexões, etc…) o que pode e deve causar um aumento na demanda refletindo no preço da cmdt.
Juntando com o dólar médio alto que devemos ter por ao menos mais 1 semestre, seria um bom catalisador para á volta de bons resultados em 2020.
Mas como sempre falo, eu posso estar errado.
@thiagobriel @shion @vkjr Conforme prometido, vou fazer um post um pouco mais detalhado aqui no fórum. Devido à falta de tempo normalmente eu faço apenas comentários pontuais e bastante diretos.
Percebi que uma das maiores preocupações do pessoal aqui é sobre um possível OPA da UNIPAR. Por este motivo resolvi fazer um post mais detalhado sobre a empresa.
A Unipar Carbocloro é uma fabricante de soda, cloro e derivados,
Em 2015 tentaram fechar o capital ofertando 4,40 por ação preferencial classe B (UNIP6).
Em 2016 tentaram novamente um fechamento oferecendo R$ 7,50 por ação preferencial classe B (UNIP6).
Em meados de 2017 tentaram mais uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) de Cancelamento (na época as açẽos preferenciais classe B (UNIP6) eram cotadas a mais de R$ 10,00 e a empresa estava disposta a pagar R$ 7,50 por ação (em todas as classes de ações ON, PNA e PNB) para prosseguir com o fechamento de capital.
No Brasil, temos poucas empresas com lucros extraordinários na bolsa, e muitas vezes estas companhias possuem um poder de caixa tão alto que torna possível o fechamento de capital, e muitas delas acabam de fato fechando para não ter que dividir lucros com minoritários. Porém para que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aceite o registro da OPA de Cancelamento de Negociações das ações é exigido que pelo menos 2/3 mais 1 (dois terços mais 1) do free float aceitem EXPRESSAMENTE o pedido de cancelamento de registro, ou se habilitem para participar do leilão da OPA (Oferta Pública de Aquisição). Os acionistas omissos não são contados no cálculo, ou seja, quem é alheio ao certame, não se manifestando nem contra e nem a favor, não é computado para efeitos do quórum citado, e para participar da OPA é necessário manifestar na sua corretora o interesse em participar do leilão.
No entanto, se apenas uns 15% do free-float se habilitassem para o leilão, seria necessário que o controlador da Unipar comprasse apenas uns 10% dos papéis em circulação para ter o poder de cancelar o registro das negociações da companhia.
Agora se liguem no real problema: Então é muito fácil? Pq depois de sucessivas tentativas ainda não fecharam?
A resposta é simples: O preço.
Na instrução CVM 361/2002 (http://www.cvm.gov.br/legislacao/inst/inst381.html), para que o acionista minoritário não seja prejudicado, a Lei das S.A. e a regulamentação da CVM exigem que seja praticado um PREÇO JUSTO no âmbito de uma OPA para cancelamento, devendo a empresa ser submetida a uma avaliação de uma empresa especializada e com experiência neste tipo de tarefa. Desta maneira o acionista minoritário fica supostamente protegido por um PREÇO JUSTO por sua participação nas ações da companhia. O avaliador deve adotar no mínimo 3 critérios distintos para a avaliação e fornecer um parecer com o preço que julgar ser o mais adequado para efeitos da lei do § 4° do art. 4° da Lei nº 6.404/76 (Lei de Sociedade de Ações), o que não impede o ofertante de tentar usar qualquer outro critério e oferecer outro preço qualquer.
Para ser mais prático: em 2017, o Santander publicou um laudo no dia 26 de fevereiro de 2016, que levava em consideração o patrimônio líquido contábil, patrimônio líquido avaliado a preço de mercado, o fluxo de caixa descontado (o que nós aqui do fórum muito usamos), comparação por múltiplos e cotação a mercado. Todos estes critérios são previsto na lei citada acima. No laudo as ações estavam sendo negociadas entre R$ 5,00 e R$ 5,50 por ação aproximadamente e foi ofertado o preço de R$ 7,50.
Não vou nem comentar agora sobre a outra vergonhosa oferta de R$ 2,5 por cota que houve, pois essa certamente até meu cachorro perceberia que não fazia sentido nenhum, portanto vou direto ao que interessa nas próximas linhas.
Um R$ 7,50 é um bom preço não acha? Bem… é preciso ter CAUTELA. Se você verificasse a data do laudo, era uma avaliação de 31 de dezembro de 2015. Se você quer investir neste tipo de empresa é melhor ficar atento a tudo!
Quando todo mundo comenta no youtube, no instagram ou até mesmo aqui no fórum que a oferta estava barata, poucos sabem o real motivo.
Outra pegadinha, e mais uma vez, uma resposta simples: A data.
No período da OPA de 2017, as ações já estavam sendo negociadas acima de R$ 10,00. Mas a data base da avaliação era de 31 de dezembro de 2015.
Fazendo uma breve retrospectiva: O cenário econômico de 2015 estava uma bagunça, A Dilma Rousseff era a presidentE, o poste (continuação) e colheita dos frutos do governo Lula, o PIB estava caindo 3,2% até o terceiro trimestre, a maior queda da série histórica desde 1966, o desemprego subia e a renda caia, Adeus Mickey pois o dólar havia saído dos R$ 3,00 e já ultrapassava os R$ 4,00, o brasil havia perdido o selo de bom pagador em duas agências de risco importantes, O Bacen subiu os juros e a taxa Selic era de 14,25%, a inflação ultrapassava os 10% a.a e não haviam sinais de melhora.
Pq isso importa? Pois quando fazemos o valuation é fundamental considerar o cenário, a taxa de juros serve para descontar o fluxo de caixa esperado e se você não ficar atento terá um valuation muito distorcido.
O que aconteceu de 2015 para 2017 na UNIPAR? Ela já havia tentado esta OPA pelos mesmos R$ 7,50 fundamentada pelo mesmo laudo. Após este período, na época ela havia anunciado a compra de 70,59% das ações da Solvay Indupa - fabricante de PVC e soda cáustica e passava a ser a maior fabricante de cloro/soda e a segunda maior fabricante de PVC da América latina, com capacidade instalada de 510 mil toneladas de PVC, 670 mil toneladas de cloro e 750 mil toneladas de soda. Com unidades em Santo André e Bahía Blanca, na Argentina.
Em seguida ela informou ao mercado em julho de 2016 que com as novas aquisições o valor econômico das ações havia sido apurado entre R$ 5,25 e R$ 5,78.
A unipar tem capital aberto desde 1973, apresenta um histórico de lucros recorrentes, consistentes e margens elevadas. Atua em um setor de poucos concorrentes, com muitas barreiras a novos entrantes, distribui dividendos regularmente e possui dívida líquida muito pequena.
Apesar de atuar no setor de commodities, a volatilidade de preços não é muito alta, não há necessidade de muita alavancagem e a geração de caixa operacional é forte e estável.
Se você fizesse um valuation simples, logo após a aquisição da Solvay Indupa, poderia perceber que ocorreram sinergias significativas devido aos ganhos de escala e redução de custos administrativos, comerciais, etc… Se fizesse o que o @cadu faz de anualizar o resultado do último trimestre aqui no fórum, perceberia que o valuation estava uma barganha. (se alguém se dispor é só procurar uma avaliação de 2016 a 2017 do @cadu com lucro trimestral após a aquisição da Solvay Indupa anualizado.
Outro importante fator foi a rejeição da maioria dos acionistas para uma OPA de cancelamento, com destaque para o Sr. Luiz Barsi Filho e os 3 fundos que se mobilizaram, além de acionistas minoritários, afastando este risco.
Em 2018 a companhia iniciou um programa de recompra de ações, após apresentar sólidos resultados, a se estender até maio de 2020. Podendo a empresa adquirir até 4,43% (ON), 4,59% (PNA) e 2,16% (PNB) das três classes de ações da empresa.
Segundo Peter Lynch, isso mostra que de tudo que a companhia tem para investir, possivelmente o controlador acredita que comrpar ela mesma é o melhor investimento. Além disso, pode indicar que a companhia tem muito caixa livre para investir e que o controlador considera as ações desvalorizadas.
Vale destacar que se você é detentor de ações de uma companhia que está recomprando suas ações, sua participação na empresa aumenta e desta maneira existe um aumento na sua participação nos lucros e nos dividendos.
O mercado geralmente recebe muito bem este tipo de notícia, mas neste caso não. Desde o anúncio houve uma desvalorização de 6 a 15% nas três classes das ações.
O que não estava explícito? como o controlador já detém boa parte das ações ON, a aquisição representava aprox 18% do free-float das ON e aprox 3% das PN… o que fez a diferença de preços entre as classes que se mantinha acima de 10% a praticamente acabar. As ações ON eram negociadas a preços menores pois as preferenciais recebiam 10% a mais de dividendos, mas com o free-float sendo reduzido o preço foi subindo. Além disso muitos investidores procuram trocar de PN para ON para ter direito aos 80% de Tag Along, o que pode ter pressionado o preço das PN para baixo.
Outro fator curioso, eu acompanho a posição do Sr. Luiz Barsi Filho, mega investidor brasileiro com patrimônio de mais de 2 bilhões. Em 2018 ele detinha uma participação de 12,2% no capital da Unipar sendo a maior parte em ações PN. Hoje em 19/10/2019 ele detém mais de 18% de participação na empresa, tendo aumentado significativamente sua participação nos últimos 2 trimestres. Ele participa do conselho da empresa e desde que entrou eu tenho notado atitudes extremamente assertivas no intuito de ganhos de capital entre os acionistas que seguem uma estratégia de longo prazo como as de Graham/Buffett. Podemos considerar que as ações do megainvestidor não fazem parte do free-float pois ele não costuma vender suas participações como observado seu comportamento ao longo dos muitos anos que ele investe. Além disso existiam na época 2,6 milhões de ações em 3 fundos de investimentos, se fizer as contas de padaria sobra um pequeno percentual de ações nas mãos de outros acionistas menores (estimo uns 4.5 milhões). Ou seja, os especuladores estão perdendo sua participação na empresa e os investidores de longo prazo aumentando e segurando.
Em junho de 2019 a Unipar divulgou que adquiriu 500 mil ações, sendo que o programa prevê a recompra de até 1.234.929 ações ordinárias, 298.448 PNA e 7.368.109 PNB até maio de 2020. O free float total pode ser reduzido em pouco mais de 8%.
Você abre o gráfico e parece bitcoin, mas não é não! haha
Se acompanharmos o cenário que estou descrevendo, podemos entender o motivo da astronômica valorização da empresa, podendo ser comparada aos papéis de alta especulação como bidi4 ou mglu3 ou até mesmo bitcoins.
Além dos fatores citados acima, outra contribuição para a valorização das ações da UNIPAR que devemos observar é a governança corporativa. Quando vocês acompanham meus movimentos aqui no fórum, eu recentemente decidi ficar fora de ações do grupo Rubens Menin (Bidi, Mrv, Logg), quem acompanha o fórum de Logg sabe o quanto fiquei insatisfeito com duas recorrentes diluições de papéis na empresa desde que comecei a acompanhar o ativo. Quando avaliamos governança corporativa é importante perceber o que a companhia está fazendo com o caixa: se está investindo em melhorias na empresa, se procura crescer por aquisições, se reduz dívidas ou se distribui aos acionistas por meio de dividendos, bonificações ou recompras. E de fato eu não me conformo com diluição (emissão de novas cotas) quando a companhia está sendo negociada a um preço baixo, como aconteceu em Logg3. Mas acho interessante o que o itaú pretende fazer com a XP abrindo o capital, e podendo vender bem mais caro do que comprou.
Uma coisa é vc comprar por 10 e vender uma parte por 20 para crescer a empresa… outra totalmente diferente é você comprar por 10 e vender por 5 para o mesmo fim.
No caso da Unipar, no passado, o caixa foi usado de maneira interessante, mas houveram alguns deslizes. Em 2016 a companhia comprou a Tecsis - Fabricante de pás eólicas (aff nada haver) que registrou alguns prejuízos consecutivos.
Mas posteriormente vendida às vésperas da tentativa de OPA de R$ 2,50, anulando o processo na CVM por se tratar de um valor significativo (acima de 5%), será que não têm vergonha? O valor da venda foi de R$ 1,00 para a GI Eólica participações somado a mais R$ 110 milhões para cobrir sua participação no passivo a descoberto da companhia. Apesar de parecer um péssimo negócio, ele era um divisor de águas, pois retirou um fardo que a UNIPAR carregava. Em seguida comprando a Indupa, que já discutimos anteriormente.
OK, será que vocês já perceberam a grande tacada aqui?
Já dei a resposta anteriormente e é bem simples novamente, mas vou esclarecer melhor: A resposta é Sinergia.
Só isso? Mas como assim? Aham… em 2018 quase metade da receita líquida da Unipar provém de PVC, da recém adquirida Indupa.
OK, mas e aí? E aí que a Unipar produz cloro na Carbocloro que é importante e pode ser destinado especialmente como matéria-prima para a produção de PVC, se expondo a mais de um setor de clientes e aumentando a competitividade e diversidade dos seus produtos.
“Voilà”! Voltem nos demonstrativos anteriores e percebam em 2018 os magníficos aumentos nos lucros da Unipar.
A partir de 2018, a preocupação era o risco da governança corporativa, de que a empresa poderia sair comprando mais ativos podres. E com dívida da aquisição da Indupa, o risco foi consideravelmente reduzido, pois o caixa deveria ser destinado ao pagamento da operação.
Outro problema de governança da Unipar eram as informações fornecidas pela companhia, que no passado eram péssimas. Quem acompanhava ficava revoltado, sem apresentações públicas para os acionistas, com os relatórios porcos de três ou quatro páginas, muitas vezes não tinha balanço, gráficos, NADA. O investidor além de revoltado ficava desconfiado, sem saber nada da empresa. Quais as perspectivas futuras, os riscos ou outras informações indispensáveis para uma tomada de decisão minimamente sensata.
Esta questão também melhorou bastante, os relatórios são mais completos, detalhados e acontecem apresentações institucionais para os investidores. Nas próximas linhas vou voltar a criticar alguns pontos sobre os relatórios, mas antes, se me permitirem, gostaria de acrescentar um pouco mais de conteúdo.
Nos próximos anos houve um ciclo de altas em algumas commodities importantes, especialmente no petróleo, ferro e também na soda, cloro e PVC… que chegaram todos próximos às máximas históricas.
O caixa subiu tanto em 2018 que percebemos que em pouco tempo a dívida contraída seria totalmente liquidada. Espero que os dividendos fiquem reduzidos até lá, e posteriormente poderá ser talvez a maior pagadora de dividendos da bolsa.
2019 - Nem tudo são flores, nenhuma empresa cresce em linha reta sem ter nenhum problema
Os lucros começaram a ser reduzidos a quase zero se comparados aos de 2018, Se comparar o 2T de 2019 com o 2T de 2018, R$ 416 mil vs R$ 70,75 milhões (-99,4%), mas pq isso aconteceu?
Os preços da soda cáustica caíram quase pela metade, a produção de PVC em Santo André foi parada por uma manutenção programada que se estendeu por um prazo além do esperado (não foi só manutenção, estão também modernizando e reorganizando algumas coisas). O preço médio do PVC também caiu um pouco menos de 10%, a redução da receita gerada pela queda na produção é de aproximadamente 75 milhões. Os insumos e matérias primas ficaram mais caros, as despesas administrativas consolidadas subiram muito (R$ 24 milhões).
Observando mais atentamente, na apresentação aos investidores foi informado que o aumento nas despesas Administrativas foi por conta de uma reclassificação de custos alocados no CPV (custo de produtos vendidos) para despesas gerais e administrativas, já que a unidade estava com a produção paralisada e ainda haviam despesas.
Outro fator que distorce o lucro foi a redução recorrente na dívida com terceiros da companhia. Em apenas um ano o número saiu de R$ 988,7 milhões para R$ 703,6 milhões. ( se voltarmos às contas de padaria até aqui R$ 385,1 milhões do lucro que sumiu já foram explicados).
Devemos notar também que a companhia aproveitou da crise na argentina para fechar o capital por lá, e os controladores foram questionados na audioconferência se pretendiam vender as operações no país vizinho, e disseram que não há interesse de venda apesar do cenário desafiador do país.
Voltando ao agora ao tema de Governança Corporativa, acredito que para analisar a Unipar, é importante usar o máximo do ceticismo, ficar atendo aos detalhes. Se você perceber que a empresa está recomprando ações, quitando as dívidas e fazendo aquisições a preços de barganhas no país vizinho, é claro que não vai sobrar muito caixa para apresentar lucro líquido, ainda assim considero os balanços sólidos.
Para os colegas do fórum que têm perspectivas de longo prazo, considero que a empresa foi afetada pelo mercado do commodities internacional e suas oscilações de preços, o que é inerente às atividades da empresa. Mas para o investidor de curto prazo, é melhor ficar longe pois não há perspectivas claras de melhoras.
O controlador, e o Sr Luiz Barsi Filho estão comprando pois têm visão de longo prazo. Como penso da mesma maneira, sigo fazendo a mesma coisa, porém com cautela. Considero interessantíssima a redução na dívida, acredito que ainda há muito espaço para melhoras nos resultados e nas margens de lucro pois a maior parte do lucro líquido da companhia vem da planta de Cubatão, são possíveis mais sinergias, haverá a retomada das operações da planta que está parada, diluindo os custos e possivelmente incrementando as receitas e o lucro líquido, a dívida é pequena e finita e num futuro próximo esta parte do caixa poderá ficar disponível, além disso a companhia não está utilizando toda sua capacidade produtiva e é possível produzir mais sem grandes investimentos… e então o que ainda me deixa inseguro é novamente o que a empresa fará posteriormente com todo o caixa…Quais opções eles têm? Existem grandes chances de aumentos nos dividendos? Continuarão fazendo aquisições? Como será a governança daqui para frente, com o Sr. Luiz Barsi Filho participando e tendo os mesmos interesses que muitos de nós? Alguém concorda ou discorda do que eu penso?
Respeito todas as opiniões, e estou aberto a críticas.
Possivelmente vou me encontrar brevemente com o Sr. Luiz Barsi Filho, alguém tem alguma dúvida que gostaria que eu questionasse ele? Sintam-se a vontade para me mandar alguma sugestão de pergunta por aqui ou por mensagem privada, se possível irei perguntar.
Desculpem os erros de digitação e gramática, raramente escrevo textos em português.
Putz…show de análise, @matheuspiedade ! Obrigado pelo seu tempo! Aglutinou muitos pensamentos meus e aprendi um bocado de coisa sobre o case! Ainda desconfio desta “tempestade perfeita” q atingiu o 2T/19. Parece q a empresa jogou tudo de ruim ali de propósito…rs. Mas espero q ñ exista esqueletos escondidos e q a partir do 3T/19 tenham um apontamento progressivo. Quanto à pergunta para o Barsi… ñ sei se seria indelicado o assunto mas - em se tratanto de longo prazo - um questionamento sobre como ele está preparando a sucessão dele na condução dos ativos e permanência dos investimentos na UNIPAR… como se dará isso… Afinal - ele já tem 80 anos… e novamente - obrigado pela bela análise! ![]()
Excelente análise, uma das melhores o já vi em um fórum de investimentos aberto sobre UNIPAR.
Conforme você comentou o que segurou bem a lucratividade da empresa além da parada da linha de prod. de PVC foi a queda no preço da Soda, justamente ai vale comentar que a queda começou quando a Alunorte foi obrigada a trabalhar somente com 50% da capacidade por questões jurídicas, obrigação essa que já foi retirada e a empresa deve voltar a produzir com 100% da capacidade final desse ano ou começo de 2020.
Para quem não sabe a Alunorte é um dos principais consumidores de Soda Cáustica no mundo pois produz alumínio, e para realizar essa produção é necessário Soda Cáustica.
Sobre o futuro da empresa, particularmente acredito que serão rotineiras as bonificações (para adequar o capital social da empresa) + recompras enquanto não houver destinação para o caixa (um possível novo investimento), sendo assim , quem está no case deve ter seu % de participação aumentado ‘‘de graça’’ como você já exemplificou.
Acredito também que após toda a tempestade passar e a empresa voltar a lucrar bem, deve haver um aumento no payout de dividendos e no futuro (caso a empresa não invista o caixa) ela deve virar uma grande fornecedora de dividendos, do jeito que nosso mega investidor gosta.
Lógico que nada disso é certo, são só ponderações que fazemos no fórum, mas até hoje tenho um % grande de Unipar na carteira justamente porque acredito que ela será uma grande formadora de caixa (através dos dividendos) para a minha carteira.
Sabem aquelas empresas (muitas vezes do setor elétrico) que pagam gordos dividendos com um certa sazonalidade e muita gente corre atrás para investir?
O Futuro da Unipar pode ser esse.
Agora a dúvida contiua. Em um cenário de dólar entre 3,50-4 reais e um reaquecimento na economia BR = maior consumo de PVC , qual seria o impacto na receita? Será que seria transformador para a empresa ou não?
Será que estamos estimando um futuro tão bom assim que não possa ser real?
Admito que reluto em diminuir o % na empresa por causa disso. Pra mim a empresa está estrategicamente focando em melhorar e aumentar a prod. de PVC para absorver toda a demanda quando o BR reaquecer e aí resta uma dúvida, qual será o impacto disso?
Esses dias fui comprar um vaso decorativo para plantas (aqueles gigantes que parecem bem caros e o pessoal põe na varanda de casa), fui olhar e era feito DE PVC. Muito mais em conta que cerâmica, muito mais leve e por incrível que pareça o acabamento era bem igual.
Se você for ver existe muito futuro e usos para o PVC e outros polímeros no futuro, além de ser ecologicamente correto, o que o pessoal gosta hoje em dia.
Isso foi mais que uma aula !!!
Obrigado por compartilhar seu conhecimento !!!
Uma aula, aprendendo muito…Obrigado por isso.
@matheuspiedade , que aula, irmão. Que aula! Obrigado por compartilhar seu conhecimento!
@gcn , você conhece muito a empresa! Também te agradeço por vir aqui e nos ajudar. Concordo contigo sobre as perspectivas futuras da empresa. Tanto que já reservei caixa suficiente pra aumentar consideravelmente a posição após o balanço do 3T. Ainda acho que virão números ruins, portanto, espero conseguir comprar barato novamente, rs.
@shion , tamo junto nesse case, bicho
Pessoal, diante dessa aula que vcs nos deram, qual seria o preço de compra ideal? Eu sei que a empresa está barata, mas vcs estão comprando agora ou estão esperando cair até 28, por exemplo?
Abraço a todos! Esse fórum é demais! O nível é mto alto.