IPO - novos registros de companhias abertas na CVM

Ótima análise - concordo…acho que usaria apenas um WACC menor. Com crescimento mais modesto de 15% aa e taxa de perpetuidade conservadora de 2.5%, fica em torno de R$ 35. Considerando os riscos que futuros que mencionei acima, risco/retorno fica desfavorável. A despeito disso, o momento ‘farma’/saúde, acho que deve gerar um boa procura.

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Queria agradecer os excelentes comentários! O pessoal deste fórum é muito bom mesmo!

Verdade Rodrigo, a Blau atua mais com medicamentos hospitalares, por isto a maioria de nós conhece poucos.

Na verdade as margens são crescentes como eu falei mesmo, esta tabela que você postou é do Visão do Estrategista (se não me engano), mas tem erro no LL de 2019, por isto a diferença:

Realmente a questão de lobby pesa bastante contra ela e é um grande risco!

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Muito bom Edu!

a) Realmente a diluição é muito alta, eu não levei muito em consideração pela característica da empresa de que os lucros futuros dependem muito mais do capital humano e/ou pesquisa e desenvolvimento do que do patrimônio propriamente dito…
b) Discordo porque é 33% (ou 25% na oferta base) de 8,5 bilhões! Não acho que vai faltar liquidez, até mesmo porque tem algumas empresas que saíram a 1 ou 2 bi de valor total de mercado onde seus papéis negociam cerca de 40-100 milhões diariamente…
c) Penso assim também!
d) Exato, vai depender do potencial de crescimento. Um P/L em torno de 30-35 para uma empresa de saúde no Brasil não é nenhum absurdo de caro, mas vai depender de como a empresa vai crescer nos próximos anos. É complicado também comparar empresas que já estão com ações no mercado com empresas que estão fazendo IPO, pois no geral as empresas antigas tem muitas vantagens, só que as novatas podem crescer bastante nos primeiros anos a depender da qualidade do uso dos recursos! Neste caso ela pretende crescer organicamente, aumentando a produção e verticalizando os insumos mais importantes…
e) Realmente isto é preocupante…

@sr_fouquet,

Excelente a sua análise… :clap:

Eu analisei os resultados da empresa inclusive de quando ela tentou fazer seu IPO em 2018 (nesta época estaria saindo com múltiplos P/L ~29; P/VP ~4; PSR ~5 e o PSBe apontaria para uma queda de cerca de 26%. É impressionante como ela cresceu desde 2014 até 2020. Na minha opinião, uma empresa que cresce como ela cresceu de 2014 até 2020 é porque tem alguma coisa de diferente (que pode ser até corrupção, inclusive! :smirk:).

De toda forma, concordo que os riscos são bastante altos por tudo que já foi falado aqui e por outras coisas mais que vou postar amanhã…

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sr_fouquet, para a lucratividade ser dispersa com um EV/Sales estável implica que a divergência está nas margens, correto? Tem uma explicação simples do por que da dispersão?

Uma explicação simples que vai exigir um raciocínio bem complexo. :thinking: Vou pensar a respeito e testar os números assim que possível.

Realmente os riscos que envolvem o controlador e corrupção não devem ser desconsiderados:

Este é “o cara” e a empresa depende dele:

image

Denúncias preocupantes (OBS: favor desconsiderar a parte política da guerra Bolso X Lula e focar nas denúncias contra a Blau)

O pior é que isto corresponde justamente ao período em que a empresa mudou de patamar, conforme os resultados que postei acima…

Enfim, é uma pena porque eu estava convicto em participar da IPO depois de olhar a evolução da empresa e seu potencial. A operação da empresa tá redondinha mas provavelmente isto não é fruto apenas da brilhante gestão de seu controlador…

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Agora mais 2 empresas que eu tinha muita expectativa, juntamente com EZ Inc, Urba, BR Partners e Agrogalaxy (nesta eu me decepcionei):

  • Viveo (VVEO3):

Preço R$ 22,87 (média entre R$ 19,92 e R$ 25,81)

P/VP antes: 4,36
P/L antes: 43,63

P/VP depois: 3,27
P/L depois: 48,86
PSBe: R$ 23,63 (+3,34%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 25% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 23,74 (+3,78%)

Cerca de 35% da oferta é primária (mas os 2 fundos permanecem com o controle da empresa) e a diluição é de quase 70%. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 36% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 50% expansão orgânica e 50% expansão inorgânica. Empresa com dívida líquida de cerca de 111 milhões, que é bastante confortável (DivLiq/EBITDA de 0,34; era 1,80 em 2019 e 2,71 em 2018).

Empresa com mais de 25 anos de atuação, sendo que a partir de 2017 começou a expandir para diversas áreas, como exposto na imagem acima…

A priori parece que a empresa está “atirando para todo lado”, mas olhando o desempenho das companhias adquiridas se percebe que realmente há impulsionamento dos ganhos destas com a estratégia de ecossistema! Então eu comecei a olhar estas aquisições de uma forma mais positiva. Outro ponto positivo é a “volta” da Cremer para a bolsa, mas desta vez indiretamente, já que a empresa pertence à Viveo.

Um dos pontos mais negativos pra mim é que a maior parte da oferta é secundária, diminuindo o potencial de crescimento a partir da IPO já que estes recursos irão para os vendedores e não pro caixa da empresa.

Eu gostei muito da Viveo, mas não gostei muito do preço… Como a margem líquida é bem pequena (3%), qualquer melhora na operação pode elevar muito a lucratividade e ela parece ser capaz disto pelo histórico recente das empresas adquiridas. Enfim, estou totalmente na dúvida neste caso!

  • Hospital Mater Dei (MATD3):

OBS: usei o lucro de 2019, devido ao impacto da COVID em 2020…

Preço R$ 24,00 (média entre R$ 21,80 e R$ 26,20)

P/VP antes: 26,34
P/L antes: 49,80

P/VP depois: 4,69
P/L depois: 61,64
PSBe: R$ 10,73 (-55,30%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 25% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 19,74 (-17,75%)

Cerca de 84% da oferta é primária, o mercado está ficando com entre 22,75% e 29,70% das ações; o que pra mim é bem positivo. Diluição de mais de 78%. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 43% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 80% para aquisições e 20% para construção de novos hospitais. Empresa com caixa líquido de cerca de 29 milhões.

Os principais pontos positivos na minha opinião são: melhores margens do setor; e já ter crescimento contratado a partir do segundo semestre de 2022 que é quando seu hospital em Salvador (BA) deve entrar em operação; importante lembrar que se trata de um hospital que fica numa localização excelente desta cidade! Além deste hospital, a MaterDei tem 3 outros hospitais já operando em Minas Gerais.

Os principais riscos na minha opinião são a baixa diversificação geográfica e a questão dos aluguéis com o fundo controlador.

Vou ficar de fora desta IPO porque o setor de hospitais é muito caro e, apesar da pirâmide etária favorecer o crescimento, não vejo tanta escalabilidade neste negócio a ponto de justificar múltiplos tão altos.

Opiniões são sempre bem vindas… @sr_fouquet é do setor de saúde! Estudou estas também?

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Sempre penso na farra de IPOs de 2007 quando vejo empresas do mesmo setor abrindo capital uma atrás da outra. É um forte indício que estão todas vindo em preço de topo.

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Resolvi não entrar na Viveo por causa do preço alto, trata-se de produtos “commoditiesados” sem nenhuma vantagem competitiva efetiva. É um mercado bastante pulverizado onde o ganho está no giro (semelhante ao varejo) e há grande guerra de preços!

  • Allied (ALLD3):

OFERTA RESTRITA… :smirk:

Preço R$ 23,00 (média entre R$ 20,00 e R$ 26,00)

P/VP antes: 1,64
P/L antes: 11,03

P/VP depois: 1,53 (aproximadamente)
P/L depois: 12,40
PSBe: R$ 71,53 (+210,99%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 15% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 63,52 (+176,19%)

2/3 da oferta é primária. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 0% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 40% para abertura de novas lojas; 7% para investimentos em sistemas e plataformas de tecnologia; 26% para aquisições; 10% para financiamento da carteira de serviços financeiros e 17% para balanceamento da estrutura de capital. Empresa com dívida líquida de cerca de 61 milhões, nível bastante confortável.

A Allied é uma das principais empresas no mercado brasileiro de eletrônicos de consumo e vende 1 em cada 11 aparelhos adquiridos no Brasil. Com atuação através de 3 canais de vendas - varejo físico, varejo digital e distribuição – a Allied comercializa um portfólio completo de produtos eletrônicos de consumo, representando muitas das principais marcas que atuam no Brasil, como Apple, LG, HP, Samsung, Motorola, Microsoft, entre outras. Atua principalmente com a marca Samsung (cerca de 40% desta marca no Brasil) nos estados de SP, RJ, MG e PR; além de 2 lojas no MS, 1 no RS e 1 no PA. Até 06/2020 cerca de 7% das vendas anualizadas foram no canal digital.

Resumo dos resultados:

Principal risco:

Ao contrário da Viveo, não gostei muito da empresa mas gostei muito do preço!

Tô achando que errei alguma coisa na análise mas cansei de procurar (minha maior suspeita seria a quantidade de ações) e não achar:

https://ri.alliedbrasil.com.br/Download.aspx?Arquivo=y7mk45be1KdjqLhvk0ROrw==&IdCanal=Xacd+ROi88zlkl70s6f0Nw==

Se estiver tudo certo a empresa parece bastante barata! A não ser que não tenha renovado com a Samsung e ainda não sabemos…

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Caramba, não acredito que finalmente teremos um IPO saindo a um preço com bom potencial de valor.
Obrigado por trazer estas análises resumidas, são sensacionais.
Vou analisar esta aqui, e depois posto o que achei tb.

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Analisei a empresa, e não consegui achar nenhum erro na sua análise.

Infelizmente como vc bem colocou, é uma oferta restrita. Estreia dia 09 de abril na bolsa, quem sabe se não abrir com um baita gap de alta, seja uma compra interessante. Achei que tem um grande potencial de crescimento. Porém é um setor com alta concorrência, e mesmo assim a empresa conseguiu praticamente dobrar a margem liquida no 4T 20 x 4T 19.

Outro pto delicado é uma maior dependência da Samsung. Sobre isso, só achei a empresa citando este fato: "Nossa atuação com a Samsung se dá através de um contrato de parceria, renovado em 2018, que nos permite utilizar a marca Samsung nos pontos comerciais desta marca que operamos mediante cumprimento de algumas condições operacionais. "

Outro fator de risco que achei, e não sei em que pé está isso:

Embora seja mais um distribuidor, e tenha principalmente este pto negativo da lava jato, acho que é um investimento muito mais atrativo do que em VVAR por exemplo.

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O custo de capital próprio deste setor de eletrônicos é bem alto, deve ser por isso o valuation mais baixo. Depois também analiso com calma. Uma coisa que gostei é que acredito muito no mercado não-Apple para o Brasil e a avenida de crescimento vai junto com emprego e renda. Única coisa que não gostei de cara é que vi que a empresa já foi comprada como Private Equity, tem que ver a gestão e se não tem plano de opção. Como a empresa negocia contratos, não muito diferente de uma Tegma da vida, não é tão assustador ter envolvimento em algum caso na PF, mais importante é ver o capital humano. Fiquei curioso em saber se os donos originais estão na diretoria.

O custo do capital próprio no setor vai ser em torno de uns 13%, creio eu.

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Concordo totalmente quanto a parte em negrito!

Também só achei isto sobre a Samsung!

Tô achando estranho esta IPO estar saindo tão barato, mesmo considerando os riscos que vou postar abaixo… está combinando múltiplos baratos com elevado crescimento! Eu realmente tô pensando em entrar nela já no início das negociações.

Seguem algumas coisa que encontrei:

Sobre os “Radomysler” que são os fundadores, ainda são sócios, mas a Allied é controlada agora pela Advent:

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjpjb2MyNHvAhXQK7kGHZiYDgAQFjAAegQIAxAD&url=https%3A%2F%2Fpolitica.estadao.com.br%2Fblogs%2Ffausto-macedo%2Fwp-content%2Fuploads%2Fsites%2F41%2F2020%2F10%2Fdecisaoallied20out20201_231020204447.pdf&usg=AOvVaw08yo6XTB2wdX9SK9EGQT7q

e

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjpjb2MyNHvAhXQK7kGHZiYDgAQFjABegQIAhAD&url=https%3A%2F%2Fpolitica.estadao.com.br%2Fblogs%2Ffausto-macedo%2Fwp-content%2Fuploads%2Fsites%2F41%2F2020%2F10%2Fallied_221020200256.pdf&usg=AOvVaw2tnt2liw29Mp3BgURHBc2v

Propina: https://www.istoedinheiro.com.br/pf-prende-auditor-flagrado-pela-operacao-triuno-jogando-notebooks-no-lixo/

"…
Segundo documentos do inquérito, a Allied, controlada pelos empresários Ricardo Radomysler, Marcelo Radomysler e José Milstom Carman Mello, teria repassado R$ 996 mil aos Claro. Por sua vez, a Rimo Entertainment, controlada por José Radomysler, pai de Ricardo e Marcelo, transferiu R$ 1,5 milhão. Do Grupo Qualicorp, que foi dirigido por José Seripieri Filho, os advogados teriam lavado R$ 2,5 milhões.

Quando a Operação Triuno foi deflagrada, a Allied divulgou a seguinte nota:

A Allied comunica que os fatos mencionados na reportagem são relacionados a contratações de prestadores de serviços realizadas entre 2011 e 2015, com os quais a companhia não mantém mais relacionamento desde 2015. Em meados de 2019, a companhia iniciou uma investigação interna sobre tais fatos com auxílio de assessores especializados e desde então, de forma proativa, se colocou e tem se colocado à disposição do Ministério Público Federal com o propósito de colaborar com as investigações.
…"

@sr_fouquet

Seria ótimo uma daquelas suas análises no estilo da que você fez para a Blau…

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Análise da Viveo pela Nord

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Sabendo o que tá comprando já é difícil achar ipo que valha a pena

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Daniel N. deu call de compra na Blau, valor justo de 52 reais, segundo os cálculos dele. Ele disse que não tem muita margem, mas se a empresa continuar apresentando bons resultados como os últimos anos, seria bom de ter na carteira.

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@kardia, confesso que ainda estou na dúvida quanto à Blau apesar de todos estes imbróglios…

O problema é que ano que vem tem eleições e ela parece ter telhado de vidro!

Este RI vai trabalhar muito, a empresa nem iniciou as negociações na bolsa e já tem FR controverso:

"…
COMUNICADO AO MERCADO

A Blau Farmacêutica S.A. (“Blau” ou “Companhia”), sociedade por ações registrada na Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) como companhia aberta categoria “A”, em referência às notícias veiculadas na mídia entre ontem e hoje acerca de um alegado questionamento judicial sobre a divulgação indevida, pela Blau, do medicamento genérico cloridrato de ondansetrona di-hidratado - comprimidos revestidos orais (“Medicamento Blau”), vem, pelo presente, prestar os seguintes esclarecimentos ao mercado em geral.

O Medicamento Blau foi registrado perante a ANVISA sob o nº 116370146, após ter demonstrado ser seguro, eficaz, fabricado com qualidade e bioequivalente ao medicamento Zofran (à época eleito pela ANVISA como de referência para o controle de náuseas e vômitos). Atualmente, o Medicamento Blau é o eleito pela ANVISA como de referência para sua respectiva forma farmacêutica.

Tal medicamento é encontrado na forma oral para uso hospitalar e farmacêutico, somando-se ao portfólio de produtos da Companhia, cuja comercialização representou, no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020, aproximadamente 1% da receita líquida da Companhia.

O Medicamento Blau, assim como os demais produtos fabricados, divulgados e comercializados pela Companhia, seguem as normas prescritas pela legislação brasileira, incluindo as autorizações sanitárias. Desta forma, a Companhia tem a firme convicção de que questionamento efetuado por supostos concorrentes acerca de alegada divulgação indevida do Medicamento Blau não deva prosperar, visto que seus respectivos materiais publicitários e técnicos não contemplam quaisquer das informações então reproduzidas pela mídia. Adicionalmente, a Blau esclarece que (i) até o presente momento não foi citada a respeito de qualquer processo judicial, e (ii) refuta com veemência toda e qualquer alegação sobre práticas e condutas indevidas sobre o tema.

A Blau vem tomando as medidas e adotando todas as ações extrajudiciais e judiciais cabíveis para esclarecer que baliza suas práticas dentro da ética de mercado e da concorrência leal e de acordo com a legislação e demais normas aplicáveis, tendo, inclusive, respondido às medidas extrajudiciais que chegaram ao seu conhecimento.

Por fim, nos termos da regulamentação aplicável, a Companhia informa que manterá o mercado em geral atualizado sobre quaisquer desdobramentos relevantes decorrentes desta questão.
…"

Mais uma análise:

  • Grupo GPS (GGPS3):

Preço R$ 14,25 (média entre R$ 13,00 e R$ 15,50)

P/VP antes: 10,42
P/L antes: 29,11

P/VP depois: 4,74
P/L depois: 33,65
PSBe: R$ 11,74 (-17,59%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 25% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 21,47 (+50,67%)

50% da oferta é primária. Diluição de quase 79%. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 25% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 50% para aquisições, 25% para fortalecimento da capacidade financeira e 25% para pagamento de dividendos ( :roll_eyes:). Empresa com dívida líquida de cerca de 592 milhões, que é um nível bem confortável de cerca 1x o EBITDA.

Os principais pontos positivos na minha opinião são: excelente NPS de 78% (83% promotores, 11% de neutros e 5% de detratores); bom histórico de aquisições; mercado de terceirização em expansão com grande capacidade de crescimento no país (nível de terceirização no exterior bem superior) e bastante fragmentado.

Segue abaixo a evolução da Receita Líquida:

Segue abaixo a diversificação da empresa em relação aos clientes:

Segue abaixo a diversificação da empresa em relação aos setores de atuação:

Segue abaixo a evolução dos resultados:

2018-2019:

2019-2020:

Maior risco, na minha opinião: mais de 100 mil funcionários, 300 líderes operacionais e 33 executivos.

Eu não vou entrar nesta IPO por não ter interesse em investir numa “empresa terceirizada”… Está é só minha opinião, até mesmo porque pelos resultados recentes pode ser um bom investimento e não parece estar absurdamente cara…

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Mais uma na área de saúde:

  • Hospital Care (HCAR3):

Preço R$ 25,50 (média entre R$ 22,50 e R$ 28,50)

P/VP antes: 5,47
P/L antes: 256,29

P/VP depois: 2,96
P/L depois: 321,63
PSBe: R$ 15,17 (-40,51%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 50% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 9,62 (-62,27%)

Inicialmente a oferta é 100% primária, terá oferta secundária em caso de lotes adicionais e/ou suplementares. Diluição de 66%; sendo que cerca de 20% à 28% das ações ficarão no mercado. Está precificando um crescimento médio anual de 101% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 37% para expansão e desenvolvimento, 29% para aquisições, 7% para investimentos e 27% para aquisição adicional de sociedades controladas. Empresa com dívida líquida de 99,7 milhões, que daria 0,9x o EBITDA.

Segue abaixo a evolução dos resultados da empresa:

Como demonstrado acima, a empresa até consegue crescer receita, mas às custas de grande aumento das despesas. Parece ser um caso em que: ou a operação roda mal ou não atingiu ainda o tamanho ideal.

Na minha opinião os motivos para investir aqui seriam apenas: 1 - o setor em que se encontra a companhia; e 2 - contar com uma grande melhora operacional. Pra mim este investimento parece muito com casos de turnaround e se eu fosse apostar num turnaround no setor seria a Alliar…

Este fator de risco abaixo fez eu me afastar ainda mais desta IPO:

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https://braziljournal.com/o-ipo-da-soja-boa-safra-sementes-pode-valer-mais-de-r-1-bi

Eu invisto em um FIA da HIX e gosto muito da gestão deles, então, pra mim é um bom avalista.

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