IPO - novos registros de companhias abertas na CVM

  • LG Informática (GENT3):

Preço R$ 17,50 (média entre R$ 15,00 e R$ 20,00)

P/VP antes: 12,98
P/L antes: 74,84

P/VP depois: 3,48
P/L depois: 99,79
PSBe: R$ 7,53 (-56,97%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 25% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 8,89 (-49,19%)

Apenas cerca de 39% da oferta é primária. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 58% para os próximos 5 anos. 22% dos recursos serão usados para pesquisa e desenvolvimento da Companhia; 18% para desenvolvimento do marketing; 38% para fusões e aquisições de empresas; 14% para subsídios para migração da base on-premisses para SaaS; 5% para pagamento a beneficiários do programa Phantom Share; e 3% para reforço do capital de giro. Empresa com caixa líquido e sem dívidas.

Por um lado, é uma empresa que operacionalmente roda muito bem, o que é bastante positivo por ser uma empresa “tech” já lucrativa há pelo menos 3 anos. Por outro lado, não apresentou elevado crescimento de 2018 até 2020, o que dificulta eu aceitar pagar múltiplos tão elevados.

É uma empresa com mais de 35 anos que oferece soluções de tecnologia para gestão de Recursos Humanos bastante completa; atuando na aquisição, treinamento, avaliação e até na gestão da experiência do colaborador (usando analytics, IA e etc)…

Um ponto bastante negativo é que todos os sócios estão reduzindo sua posição acionária e em quantidade bastante relevante, sendo que no mínimo mais de 64% das ações estarão no mercado, podendo chegar até à 76%!

Vou ficar de fora desta IPO por estar cara (na minha opinião)! Eu achei o caso dela semelhante ao da Neogrid (em áreas diferentes, é claro) por serem empresas tech já lucrativas com baixo crescimento mas que podem evoluir caso consigam tornar seus negócios mais escaláveis. Diante do baixo crescimento esperado, resolvi ficar de fora…

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  • Blau Farmacêutica (BLAU3):

Preço R$ 47,60 (média entre R$ 44,60 e R$ 50,60)

P/VP antes: 31,83
P/L antes: 27,70

P/VP depois: 5,20
P/L depois: 33,58
PSBe: R$ 30,08 (-36,81%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 25% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 71,88 (+51,02%)

Cerca de 64% da oferta é primária. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 25% para os próximos 5 anos. Cerca de 53% dos recursos serão usados para expansão de sua capacidade produtiva e verticalização de insumos estratégicos; cerca de 11% para investimentos em centros de coleta de plasma nos Estados Unidos; 6% para aquisições; 6% para pagamento do restante da aquisição da Pharma Limírio; e 24% para pré-pagamento das debêntures da 2ª, 4ª e 5ª emissões. Empresa com dívida líquida de cerca de 475 milhões, que é bem confortável (DivLiq/EBITDA de 1,17), mas após a oferta a empresa pagará antecipadamente debêntures no valor de 340 milhões, o que reduziria seu endividamento líquido para cerca de 135 milhões.

Empresa com mais de 30 anos de atuação, sendo que desde 1998 atua com biotecnologia. A maior parte da receita é oriunda de produtos biológicos e é da natureza da empresa o investimento em PD&I.

Eu gostei muito do que vi: o controlador deve ficar ainda com 75% da empresa (ou na pior das hipóteses 66,25% caso sejam alocadas as ações suplementares e as adicionais), pouco investimento em aquisição (diminuindo o risco), muito investimento em verticalização (deixando a operação muito mais previsível e independente), redução drástica do já pequeno endividamento, a operação da empresa está muito bem, é bastante lucrativa, tem crescimento acima de 25% nos últimos anos e, pra melhorar, vem apresentando aumento de suas margens. Só vi IPOs de 2 empresas com o balanço mais bonito do que o desta, mas foram de tecnologia (CASH3 e MOSI3)…

O maior risco na minha opinião é que apenas 5 moléculas representam quase 70% da Receita Líquida da empresa e, qualquer problema em um destes produtos-chave pode resultar em piora significativa dos resultados. Eu vejo também um aspecto positivo nisto: com tanto investimento em PD&I, o desenvolvimento de um novo produto de sucesso pode impactar a empresa de forma muito positiva…

Gostaria de opiniões de outros foristas… alguém mais pensando em entrar?

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Gostei da Blau
80% da receita são esses produtos, nem sabia que era a Blau que fazia


Cresceu a receita de 20% de 2019 a 2020. Cresceu o LL 15%, diminuiu um pouco a margem, mas 21% está otimo ainda. Com a oferta , vai diminuir bastante a divida.

Foda é competir no mercado farmacêutico com multinacionais

Viram essa noticia também?

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Resultados bons, bom crescimento. Alguns pontos para pensar:
a) Achei a diluição alta = 80.8%;
b) 33% de ações em circulação = menor liquidez (pode reduzir o apetite de institucionais);
c) De fato, a concentração em 5 moléculas na era pós-covid, cria certo risco de médio-longo prazo. As farmas mundiais tem acelerado os investimentos em P&D. Aposta alta em capacid. produtiva e verticalização: acho que esta parte poderia ter sido um pouco melhor detalhado. Se for maior foco em P&D tem que lembrar que são várias apostas para 1 dar certo.
d) Com base nos números de 2020: EV/EBITDA :18,7 e EV/Sales: 6,4 e P/VP: 5,2 -> maiores que ‘farmas’ americanas. A despeito de ser intensiva em capital humano e apresentar bom crescimento, achei também alta a relação entre o EV/Ativo total é alta = 2.8x vs. Pfizer: 1.48x Tudo bem, está crescendo bem no brasil mas, há outros fatores de risco.
e) A empresa parece que já esteve envolvida em corrupção, com superfaturamento em licitação em 2017 + vinculado a algum rolo do partido PP. Mas entrei no site e vi que implementaram uma política anticorrupção. Pensando…

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Também analisei a empresa, cheguei a fazer um valuation rápido. É um setor que está entrando na bolsa, o de prescrição, já que a Hypera é mais focada em over the counter.

Alguns pontos:

Não dá para considerar o setor farmacêutico como um todo, como temos essa “briga por moléculas”, a Blau parece estar bem posicionada no seu portfolio:
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Foco no institucional:
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Perdendo dependência do setor público, o que é bom:
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Sobre preço:

A oferta é pequena, mas o balão é grande:
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A possibilidade é que a empresa ganhe margem, também há uma grande avenida para o crescimento:

Essa avenida porém passa por aquisições, fui generoso em assumir que a empresa tenha capacidade de investir 5,3 bilhões ao longo dos próximos 10 anos e apenas metade disso seja ágio por combinação de negócios. 2,7 bilhões em ativos reais não é pouca coisa.

Não entendi essa história de pagar as debêntures, é uma captação muito boa, girando em torno de CDI + 0,5% a 1,0%. Imagino que voltem a captar para financiar o crescimento.

Outro ponto, não sei se notaram, os sócios secaram a empresa antes de fazer o IPO. Tudo bem, isso é até aceitável, mas sendo uma empresa controlada por uma família, sendo que um dos controladores já foi até acusado de falsidade ideológica no passado (embora inocentado), e liberando um float pequeno. Tá bem, é um ótimo setor, mas não é como se a empresa brilhasse.

Meus números para Blau. O Valor Absoluto é o PSBe Tag com números estimados de 2030. EV/Sales é a base mais sólida já que a lucratividade parece ser bem dispersa mundo afora.
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Com o WACC de 11,7%, o ponto médio de R$ 47,60 parece oferecer um retorno bem modesto e uma assimetria de risco meio perigosa.

Gostei da empresa, mas é uma ação, sendo bem genérico, para pegar abaixo de R$30.

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Baita analise, mas esses detalhes é que me fazem ficar de fora. Os sócios secaram a empresa, lobby farmacêutico…
Fui pesquisar por “blau farmacêutica lobby” e acabei achando outra notícia, essa de 2017, citando um caso de direcionamento de licitação no valor de R$ 200 milhões, esquematizado por um ex-senador filiado ao PP (que coincidência, hein?).

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Ótima análise - concordo…acho que usaria apenas um WACC menor. Com crescimento mais modesto de 15% aa e taxa de perpetuidade conservadora de 2.5%, fica em torno de R$ 35. Considerando os riscos que futuros que mencionei acima, risco/retorno fica desfavorável. A despeito disso, o momento ‘farma’/saúde, acho que deve gerar um boa procura.

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Queria agradecer os excelentes comentários! O pessoal deste fórum é muito bom mesmo!

Verdade Rodrigo, a Blau atua mais com medicamentos hospitalares, por isto a maioria de nós conhece poucos.

Na verdade as margens são crescentes como eu falei mesmo, esta tabela que você postou é do Visão do Estrategista (se não me engano), mas tem erro no LL de 2019, por isto a diferença:

Realmente a questão de lobby pesa bastante contra ela e é um grande risco!

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Muito bom Edu!

a) Realmente a diluição é muito alta, eu não levei muito em consideração pela característica da empresa de que os lucros futuros dependem muito mais do capital humano e/ou pesquisa e desenvolvimento do que do patrimônio propriamente dito…
b) Discordo porque é 33% (ou 25% na oferta base) de 8,5 bilhões! Não acho que vai faltar liquidez, até mesmo porque tem algumas empresas que saíram a 1 ou 2 bi de valor total de mercado onde seus papéis negociam cerca de 40-100 milhões diariamente…
c) Penso assim também!
d) Exato, vai depender do potencial de crescimento. Um P/L em torno de 30-35 para uma empresa de saúde no Brasil não é nenhum absurdo de caro, mas vai depender de como a empresa vai crescer nos próximos anos. É complicado também comparar empresas que já estão com ações no mercado com empresas que estão fazendo IPO, pois no geral as empresas antigas tem muitas vantagens, só que as novatas podem crescer bastante nos primeiros anos a depender da qualidade do uso dos recursos! Neste caso ela pretende crescer organicamente, aumentando a produção e verticalizando os insumos mais importantes…
e) Realmente isto é preocupante…

@sr_fouquet,

Excelente a sua análise… :clap:

Eu analisei os resultados da empresa inclusive de quando ela tentou fazer seu IPO em 2018 (nesta época estaria saindo com múltiplos P/L ~29; P/VP ~4; PSR ~5 e o PSBe apontaria para uma queda de cerca de 26%. É impressionante como ela cresceu desde 2014 até 2020. Na minha opinião, uma empresa que cresce como ela cresceu de 2014 até 2020 é porque tem alguma coisa de diferente (que pode ser até corrupção, inclusive! :smirk:).

De toda forma, concordo que os riscos são bastante altos por tudo que já foi falado aqui e por outras coisas mais que vou postar amanhã…

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sr_fouquet, para a lucratividade ser dispersa com um EV/Sales estável implica que a divergência está nas margens, correto? Tem uma explicação simples do por que da dispersão?

Uma explicação simples que vai exigir um raciocínio bem complexo. :thinking: Vou pensar a respeito e testar os números assim que possível.

Realmente os riscos que envolvem o controlador e corrupção não devem ser desconsiderados:

Este é “o cara” e a empresa depende dele:

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Denúncias preocupantes (OBS: favor desconsiderar a parte política da guerra Bolso X Lula e focar nas denúncias contra a Blau)

O pior é que isto corresponde justamente ao período em que a empresa mudou de patamar, conforme os resultados que postei acima…

Enfim, é uma pena porque eu estava convicto em participar da IPO depois de olhar a evolução da empresa e seu potencial. A operação da empresa tá redondinha mas provavelmente isto não é fruto apenas da brilhante gestão de seu controlador…

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Agora mais 2 empresas que eu tinha muita expectativa, juntamente com EZ Inc, Urba, BR Partners e Agrogalaxy (nesta eu me decepcionei):

  • Viveo (VVEO3):

Preço R$ 22,87 (média entre R$ 19,92 e R$ 25,81)

P/VP antes: 4,36
P/L antes: 43,63

P/VP depois: 3,27
P/L depois: 48,86
PSBe: R$ 23,63 (+3,34%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 25% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 23,74 (+3,78%)

Cerca de 35% da oferta é primária (mas os 2 fundos permanecem com o controle da empresa) e a diluição é de quase 70%. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 36% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 50% expansão orgânica e 50% expansão inorgânica. Empresa com dívida líquida de cerca de 111 milhões, que é bastante confortável (DivLiq/EBITDA de 0,34; era 1,80 em 2019 e 2,71 em 2018).

Empresa com mais de 25 anos de atuação, sendo que a partir de 2017 começou a expandir para diversas áreas, como exposto na imagem acima…

A priori parece que a empresa está “atirando para todo lado”, mas olhando o desempenho das companhias adquiridas se percebe que realmente há impulsionamento dos ganhos destas com a estratégia de ecossistema! Então eu comecei a olhar estas aquisições de uma forma mais positiva. Outro ponto positivo é a “volta” da Cremer para a bolsa, mas desta vez indiretamente, já que a empresa pertence à Viveo.

Um dos pontos mais negativos pra mim é que a maior parte da oferta é secundária, diminuindo o potencial de crescimento a partir da IPO já que estes recursos irão para os vendedores e não pro caixa da empresa.

Eu gostei muito da Viveo, mas não gostei muito do preço… Como a margem líquida é bem pequena (3%), qualquer melhora na operação pode elevar muito a lucratividade e ela parece ser capaz disto pelo histórico recente das empresas adquiridas. Enfim, estou totalmente na dúvida neste caso!

  • Hospital Mater Dei (MATD3):

OBS: usei o lucro de 2019, devido ao impacto da COVID em 2020…

Preço R$ 24,00 (média entre R$ 21,80 e R$ 26,20)

P/VP antes: 26,34
P/L antes: 49,80

P/VP depois: 4,69
P/L depois: 61,64
PSBe: R$ 10,73 (-55,30%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 25% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 19,74 (-17,75%)

Cerca de 84% da oferta é primária, o mercado está ficando com entre 22,75% e 29,70% das ações; o que pra mim é bem positivo. Diluição de mais de 78%. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 43% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 80% para aquisições e 20% para construção de novos hospitais. Empresa com caixa líquido de cerca de 29 milhões.

Os principais pontos positivos na minha opinião são: melhores margens do setor; e já ter crescimento contratado a partir do segundo semestre de 2022 que é quando seu hospital em Salvador (BA) deve entrar em operação; importante lembrar que se trata de um hospital que fica numa localização excelente desta cidade! Além deste hospital, a MaterDei tem 3 outros hospitais já operando em Minas Gerais.

Os principais riscos na minha opinião são a baixa diversificação geográfica e a questão dos aluguéis com o fundo controlador.

Vou ficar de fora desta IPO porque o setor de hospitais é muito caro e, apesar da pirâmide etária favorecer o crescimento, não vejo tanta escalabilidade neste negócio a ponto de justificar múltiplos tão altos.

Opiniões são sempre bem vindas… @sr_fouquet é do setor de saúde! Estudou estas também?

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Sempre penso na farra de IPOs de 2007 quando vejo empresas do mesmo setor abrindo capital uma atrás da outra. É um forte indício que estão todas vindo em preço de topo.

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Resolvi não entrar na Viveo por causa do preço alto, trata-se de produtos “commoditiesados” sem nenhuma vantagem competitiva efetiva. É um mercado bastante pulverizado onde o ganho está no giro (semelhante ao varejo) e há grande guerra de preços!

  • Allied (ALLD3):

OFERTA RESTRITA… :smirk:

Preço R$ 23,00 (média entre R$ 20,00 e R$ 26,00)

P/VP antes: 1,64
P/L antes: 11,03

P/VP depois: 1,53 (aproximadamente)
P/L depois: 12,40
PSBe: R$ 71,53 (+210,99%)
FCD com 3% de perpetuidade, 8% taxa de desconto e 15% de taxa de crescimento para os próximos cinco anos: R$ 63,52 (+176,19%)

2/3 da oferta é primária. Está precificando um crescimento médio anual de cerca de 0% para os próximos 5 anos. Destinação dos recursos: 40% para abertura de novas lojas; 7% para investimentos em sistemas e plataformas de tecnologia; 26% para aquisições; 10% para financiamento da carteira de serviços financeiros e 17% para balanceamento da estrutura de capital. Empresa com dívida líquida de cerca de 61 milhões, nível bastante confortável.

A Allied é uma das principais empresas no mercado brasileiro de eletrônicos de consumo e vende 1 em cada 11 aparelhos adquiridos no Brasil. Com atuação através de 3 canais de vendas - varejo físico, varejo digital e distribuição – a Allied comercializa um portfólio completo de produtos eletrônicos de consumo, representando muitas das principais marcas que atuam no Brasil, como Apple, LG, HP, Samsung, Motorola, Microsoft, entre outras. Atua principalmente com a marca Samsung (cerca de 40% desta marca no Brasil) nos estados de SP, RJ, MG e PR; além de 2 lojas no MS, 1 no RS e 1 no PA. Até 06/2020 cerca de 7% das vendas anualizadas foram no canal digital.

Resumo dos resultados:

Principal risco:

Ao contrário da Viveo, não gostei muito da empresa mas gostei muito do preço!

Tô achando que errei alguma coisa na análise mas cansei de procurar (minha maior suspeita seria a quantidade de ações) e não achar:

https://ri.alliedbrasil.com.br/Download.aspx?Arquivo=y7mk45be1KdjqLhvk0ROrw==&IdCanal=Xacd+ROi88zlkl70s6f0Nw==

Se estiver tudo certo a empresa parece bastante barata! A não ser que não tenha renovado com a Samsung e ainda não sabemos…

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Caramba, não acredito que finalmente teremos um IPO saindo a um preço com bom potencial de valor.
Obrigado por trazer estas análises resumidas, são sensacionais.
Vou analisar esta aqui, e depois posto o que achei tb.

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Analisei a empresa, e não consegui achar nenhum erro na sua análise.

Infelizmente como vc bem colocou, é uma oferta restrita. Estreia dia 09 de abril na bolsa, quem sabe se não abrir com um baita gap de alta, seja uma compra interessante. Achei que tem um grande potencial de crescimento. Porém é um setor com alta concorrência, e mesmo assim a empresa conseguiu praticamente dobrar a margem liquida no 4T 20 x 4T 19.

Outro pto delicado é uma maior dependência da Samsung. Sobre isso, só achei a empresa citando este fato: "Nossa atuação com a Samsung se dá através de um contrato de parceria, renovado em 2018, que nos permite utilizar a marca Samsung nos pontos comerciais desta marca que operamos mediante cumprimento de algumas condições operacionais. "

Outro fator de risco que achei, e não sei em que pé está isso:

Embora seja mais um distribuidor, e tenha principalmente este pto negativo da lava jato, acho que é um investimento muito mais atrativo do que em VVAR por exemplo.

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O custo de capital próprio deste setor de eletrônicos é bem alto, deve ser por isso o valuation mais baixo. Depois também analiso com calma. Uma coisa que gostei é que acredito muito no mercado não-Apple para o Brasil e a avenida de crescimento vai junto com emprego e renda. Única coisa que não gostei de cara é que vi que a empresa já foi comprada como Private Equity, tem que ver a gestão e se não tem plano de opção. Como a empresa negocia contratos, não muito diferente de uma Tegma da vida, não é tão assustador ter envolvimento em algum caso na PF, mais importante é ver o capital humano. Fiquei curioso em saber se os donos originais estão na diretoria.

O custo do capital próprio no setor vai ser em torno de uns 13%, creio eu.

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Concordo totalmente quanto a parte em negrito!

Também só achei isto sobre a Samsung!

Tô achando estranho esta IPO estar saindo tão barato, mesmo considerando os riscos que vou postar abaixo… está combinando múltiplos baratos com elevado crescimento! Eu realmente tô pensando em entrar nela já no início das negociações.

Seguem algumas coisa que encontrei:

Sobre os “Radomysler” que são os fundadores, ainda são sócios, mas a Allied é controlada agora pela Advent:

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjpjb2MyNHvAhXQK7kGHZiYDgAQFjAAegQIAxAD&url=https%3A%2F%2Fpolitica.estadao.com.br%2Fblogs%2Ffausto-macedo%2Fwp-content%2Fuploads%2Fsites%2F41%2F2020%2F10%2Fdecisaoallied20out20201_231020204447.pdf&usg=AOvVaw08yo6XTB2wdX9SK9EGQT7q

e

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjpjb2MyNHvAhXQK7kGHZiYDgAQFjABegQIAhAD&url=https%3A%2F%2Fpolitica.estadao.com.br%2Fblogs%2Ffausto-macedo%2Fwp-content%2Fuploads%2Fsites%2F41%2F2020%2F10%2Fallied_221020200256.pdf&usg=AOvVaw2tnt2liw29Mp3BgURHBc2v

Propina: https://www.istoedinheiro.com.br/pf-prende-auditor-flagrado-pela-operacao-triuno-jogando-notebooks-no-lixo/

"…
Segundo documentos do inquérito, a Allied, controlada pelos empresários Ricardo Radomysler, Marcelo Radomysler e José Milstom Carman Mello, teria repassado R$ 996 mil aos Claro. Por sua vez, a Rimo Entertainment, controlada por José Radomysler, pai de Ricardo e Marcelo, transferiu R$ 1,5 milhão. Do Grupo Qualicorp, que foi dirigido por José Seripieri Filho, os advogados teriam lavado R$ 2,5 milhões.

Quando a Operação Triuno foi deflagrada, a Allied divulgou a seguinte nota:

A Allied comunica que os fatos mencionados na reportagem são relacionados a contratações de prestadores de serviços realizadas entre 2011 e 2015, com os quais a companhia não mantém mais relacionamento desde 2015. Em meados de 2019, a companhia iniciou uma investigação interna sobre tais fatos com auxílio de assessores especializados e desde então, de forma proativa, se colocou e tem se colocado à disposição do Ministério Público Federal com o propósito de colaborar com as investigações.
…"

@sr_fouquet

Seria ótimo uma daquelas suas análises no estilo da que você fez para a Blau…

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Análise da Viveo pela Nord

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