BLAU3 - Blau Farmacêutica

Tópico criado para postagem de discussões e informações sobre a Blau Farmacêutica.

Site da empresa: https://www.blau.com/
RI: https://ri.blau.com/

O início das negociações das ações da Blau Farmacêutica ocorreu em 19/04/2020, sendo precificada em R$ 40,14 na sua IPO. Na sua estreia as ações fecharam em R$ 41,10 com alta de cerca de 2,4%.

100% da oferta foi primária, o mercado ficou com 15,57% das ações (ou 17,35% se forem exercidas as suplementares), o resto das ações está com o acionista controlador. É importante lembrar que neste caso a empresa não vai atingir o free float mínimo exigido pelo Novo Mercado de 25%; sendo assim, provavelmente a Blau terá que fazer uma nova oferta no futuro ou o controlador terá que vender algumas ações de alguma forma após o prazo de lock-up (180 dias).

Destinação dos recursos: 50% dos recursos serão usados para expansão de sua capacidade produtiva e verticalização de insumos estratégicos; 12% para investimentos em centros de coleta de plasma nos Estados Unidos; 5% para pagamento do restante da aquisição da Pharma Limírio; e 33% para pré-pagamento das debêntures da 2ª, 4ª e 5ª emissões. Empresa com dívida líquida de cerca de 557 milhões, que é bem confortável (DivLiq/EBITDA de 1,20), mas após a oferta a empresa pagará antecipadamente debêntures no valor de 340 milhões, o que reduziria seu endividamento líquido para cerca de 217 milhões.

Após o resultado do 1T21:

Empresa BLAU3
Cotação atual R$ 42,30
Preço alvo pelo PSBe está em R$ 34,40; com potencial de “valorização” de -18,68%.
Pelo FCD com 3% de perpetuidade, utilizando uma taxa de crescimento média de 20% ao ano, para os próximos 5 anos, com 8% de taxa de desconto, chegamos a um valor de R$ 73,74 (potencial de valorização de 74,32%).
Na cotação atual, e considerando uma perpetuidade de 0, o mercado está precificando pelo FCD um crescimento anual médio de 16% p/ os próximos 5 anos.

P/L P/VP ROE Margem Líquida PSR
23,99 5,52 22,99% 23,98% 5,75

Resultado do 1T21:

Blau 1T21

O que me chamou atenção na empresa:

O controlador permanece no controle da empresa, muito investimento em verticalização (deixando a operação muito mais previsível e independente), redução drástica do já pequeno endividamento, a operação da empresa está muito bem, é bastante lucrativa, tem crescimento acima de 25% nos últimos anos e, pra melhorar, vem apresentando aumento de suas margens.

Histórico de resultados:

O maior risco na minha opinião é que apenas 5 moléculas representam quase 70% da Receita Líquida da empresa e, qualquer problema em um destes produtos-chave pode resultar em piora significativa dos resultados. Eu vejo também um aspecto positivo nisto: com tanto investimento em PD&I, o desenvolvimento de um novo produto de sucesso pode impactar a empresa de forma muito positiva. Além disto, existem vários problemas relacionados ao controlador e à corrupção conforme descrevi aqui: IPO - novos registros de companhias abertas na CVM.

Outro links onde falei da empresa: IPO - novos registros de companhias abertas na CVM e IPO - novos registros de companhias abertas na CVM

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Cada vez fico com menos vontade de entrar na Blau, na verdade já está quase saindo do meu radar. A empresa já tem histórico de denuncia de corrupção e agora se mete nisto de vacina. Toda empresa séria opera diretamente com os governos dos países, mas a Sinopharm resolveu atuar através de um intermediário e tinha que ser a Blau…

COMUNICADO AO MERCADO

A BLAU FARMACÊUTICA S.A. (“Companhia”), sociedade por ações registrada na Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) como companhia aberta categoria “A”, em atendimento ao disposto na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) nº 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, vem informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que, na data de hoje, submeteu à ANVISA, o pedido de autorização para uso emergencial da vacina contra a Covid-19 produzida pela Sinopharm.

A vacina é produzida a partir de um vírus inativado, destinada para prevenir a COVID-19 causada pelo vírus SARS-CoV-2. O produto é recomendado para pessoas acima de 18 anos de idade, de acordo com os dados conhecidos até o momento. A vacina é aprovada para uso emergencial pela OMS (Organização Mundial da Saúde), no programa do Covax Facility, e está presente em mais de 50 países, inclusive da América do Sul, como: Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela.

A possibilidade de registro desta vacina é fruto de um acordo de cooperação entre a Blau e a Sinopharm.

Adicionalmente informamos que a importação, distribuição e comercialização do medicamento no Brasil estarão sujeitas, ainda, à conclusão da análise e consequente obtenção da autorização de uso emergencial perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.

A BLAU FARMACÊUTICA S.A. (“Companhia”), sociedade por ações registrada na Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) como companhia aberta categoria “A”, em referência à notícia veiculada no dia 23 de julho (sexta-feira), na mídia Valor Econômico, acerca de eventual envolvimento da Blau em oferta de fornecimento de vacina contra a Covid-19, fabricada pelo laboratório chinês Sinopharm, vem, pelo presente, prestar os seguintes esclarecimentos a seus acionistas e ao mercado em geral:

A Blau tem como estratégia o incremento do seu campo de atuação e possui estrutura de novos negócios estratégicos para buscar oportunidades, sendo uma delas, o desenvolvimento e/ou a distribuição de uma vacina voltada ao combate da pandemia da COVID-19.

A Companhia já mantém acordo comercial com a empresa Sinopharm com relação ao medicamento Propofol, sendo certo que vem discutindo seu interesse em ampliar e desenvolver novas parcerias comerciais com referida empresa.

No que toca à reunião com a Anvisa mencionada pelo veículo de notícias acima referido, destaca-se que essa visou discutir a eventual apresentação de pedido de registro sanitário de uma nova vacina contra o SARS-COV-2, vírus causador da COVID-19, desenvolvida pela Sinopharm e cuja distribuição em território nacional foi acertada por este laboratório com a Blau, para atender ao mercado brasileiro, tudo alinhado com a estratégia de atuação da Blau no segmento, bem como sua própria missão. Importante destacar que a vacina foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde no programa do Covax Facility, estando presente em mais de 50 países, inclusive da América do Sul, como: Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela dependendo, para seu uso e comercialização no Brasil, da aprovação da Anvisa.

A eventual submissão de pedido de registro sanitário da referida vacina junto à Anvisa está desvinculada da possibilidade de concretização de qualquer acordo comercial de fornecimento com o Ministério da Saúde.

Com relação ao fornecimento do medicamento Alfaepoetina ao Ministério da Saúde, todos os fatos foram devidamente relatados e esclarecidos em nosso formulário de referência – item 4.7 (pág. 76), inexistindo qualquer indício apurado pelos órgãos de controle interno e externo, incluindo o Tribunal de Contas da União, de qualquer prática por parte da Blau que não esteja de acordo com a legislação aplicável.

A Blau reitera seus princípios éticos e rígidas políticas de compliance e governança, em especial a política de relacionamento com agentes públicos, que regem sua atuação no mercado, sendo certo que mantém relacionamento exclusivamente institucional com entes públicos no âmbito de sua atuação no segmento de saúde. Reitera, outrossim, que não possui nenhum relacionamento com as pessoas citadas na referida reportagem.

Por fim, nos termos da regulamentação aplicável, a Companhia informa que manterá seus acionistas e o mercado em geral atualizados sobre quaisquer desdobramentos relevantes decorrentes desta questão, estando totalmente a disposição para qualquer esclarecimento adicional que se faça necessário.

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Uma pena mesmo, quase entrei no IPO, mas depois que vi os rolos , larguei fora

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Nesta eu acho (só acho) que a empresa tá limpa…

COMUNICADO AO MERCADO
Esclarecimentos sobre notícias veiculadas na mídia

A BLAU FARMACÊUTICA S.A. (“Blau” ou “Companhia”), sociedade por ações registrada na Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) como companhia aberta categoria “A”, em referência à notícia veiculada no último dia 05 de outubro (terça-feira) na mídia O Globo e a sua repercussão em outros veículos no dia 06 de outubro (quarta-feira), acerca de possíveis investigações do TCU sobre o processo de compra de imunoglobulina pelo Ministério da Saúde, vem, pelo presente, prestar os seguintes esclarecimentos a seus acionistas e ao mercado em geral:

(i) A Companhia comercializa o medicamento Imunoglobulin ® (“imunoglobulina”) desde o ano 2000 e desde o ano de 2011 participa de licitações do Ministério da Saúde no âmbito do Programa de Medicamentos de Dispensação em Caráter Excepcional.

(ii) A última participação da Companhia em pregão eletrônico público deste medicamento se deu em Outubro de 2018, cujo cronograma de fornecimento encerrou em 2020.

(iii) A decisão do TCU que originou a notícia refere-se a uma licitação da qual a Blau não participou e todo contexto está relacionado às empresas sem registro sanitário no país que participaram do certame. A única menção a Blau na decisão do TCU é de que, em consequência dos atrasos dos fornecimentos das empresas vencedoras do certame, houve um edital de convocação para fornecimento emergencial, vencido e adimplido pela Blau, que foi necessário para evitar desabastecimento ocasionados pelos atrasos das empresas contratadas via pregão.

(iv) Todas as licitações públicas das quais a Companhia participou foram em igualdade de condição com todas as empresas que também detêm o registro da imunoglobulina no país, e em estrito atendimento à legislação vigente, sem, portanto, que a Companhia tenha sido beneficiada por qualquer ato praticado pelo Ministério da Saúde.

(v) A Blau não possui qualquer relação com as empresas citadas na notícia acima mencionada – Virchow Biotech, Nanjing Pharmacare Company Limited e SK Plasma CO Ltd.

(vi) Por fim, as interações de representantes da Companhia com órgãos públicos se dão exclusivamente no âmbito institucional, de acordo com as melhores práticas e a legislação aplicável.

Cotia, 07 de outubro de 2021.

Melissa Angelini
Diretora de Relações com Investidores