Assiste a entrevista do Campos Neto no roda viva.
Minhas opiniões sobre a entrevista:
- Os entrevistadores estão acabando com o roda viva, muitas perguntas para fazer recorte e lacração.
- O entrevistado extremamente técnico, respostas boas sem cair na pilha dos entrevistadores.
O problema não é alterar a meta,
O problema é a forma q esta sendo realizada.
Querem uma canetada, porem neste momento o governo não demostra controle dos gastos nem sinal de responsabilidade fiscal, mto pelo contrario o atual governo pediu “cheque especial” antes mesmo de assumir, até agora só tem aumentado os gasto e se mostra avesso a atual regra do teto sem propor nada de forma concreta. Sendo assim, alterar a meta agora será visto como relaxamento em relação a inflação.
Logo o efeito será inverso, poderá até ter a redução na canetada do juros de curto prazo, porem aumento do juros de longo prazo devido a perda de confiança e credibilidade.
Juros (curto e longo) não é “controlado” por canetas ou vontade de uma entidade. Juros está ligado a confiança.
Semelhante a inflação, se não houver confiança no controle da inflação, esta sai de controle, pois as pessoas perdem a confiança no valor da moeda.
Se tivéssemos um governo demonstrando interesse em manter a responsabilidade fiscal com certeza o BC também reduziria o juros. Inclusive nos estudos prévios a eleição era avaliado a redução do juros, mas o atual governo tem dados sinais de irresponsabilidade fiscal e atacando o BC.
Esta foi apenas uma tentativa de resumir com a minha opinião algo interessante de ouvir. Peço q assista a entrevista para tirar suas próprias conclusões.
Atacar a independia do BC, não vejo com benéfica tbm, durante a entrevista é comentado sobre outros paises q já possuem um BC independente mais maduro. E como eles são respeitados gera mais confiança que ajuda no controle da inflação.
Em relação ao emprestimo bancário a conversa é mais complexa do que “apenas” a selic. Inclusive a conversa está ligada mais a juros de longo prazo. Vou dar um exemplo reverso, msm com a selic chegando a 2% ao ano, não era visto divulgação de empréstimos nem próximo desse valor (excluindo talvez alguma proposta de emprestimo incentivado pelo governo, oq seria exceção). Isto ocorre pois não é somente a selic responsável por essa “precificação” e sim o juros longos, além da avaliação da capacidade de receber os valores combinados e a capacidade de rever os valores caso o contrato seja quebrado por falta de pagamento, logo para baixar juros bancário é necessário mais confiança ainda.
O assunto é complexo e longo, acredito q estudo continuo é a melhor abordagem. Espero ter contribuído com informações que eu considero relevantes.




