Política (Part 2)


Acho que você me adiantou o que está por vir, 894 páginas podemos dizer que é prolixo, vai ser um exercício de paciência. Mas vamos em frente, adorei a sua contextualização, vou de ouvidos abertos mas de mente sã.

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A China hoje é o páis que mais se aproxima do regime nazista nos últimos 60 anos, mascom modificações econômicas capazes de surfar a onda dos mercados globais e atendendo ao mercado crescer absurdamente, já que possui praticamente metade da nossa carga tributária, menos burocracia, mais facilidade para fazer negócios e um sistema tributário palpável.

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Mas tem um detalhe aí.

Os governos (central e local) da China são sócios majoritários ou minoritários de boa parte das grandes empresas do país, na casa das milhares. Consideram “setores estratégicos”.

Assim, diminui bastante a necessidade de coletar impostos do resto, afinal, a maioria dá muito lucro. Ao menos por enquanto.

Assim, o que vai para o governo é bem mais que a carga. Daí aqueles projetos e pacotes gigantescos de investimento que fazem toda hora, a ponto de conviverem também com desperdícios e “produtividade do capital” (não confundir com “pib per capita”) não muito alta para um país em seu estágio.

Enfim, é de uns 21%, mas na prática “arrecadam” mais que isso.

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Se dá lucro e o lucro é advindo do atendimendo do mercado global quem paga ao governo chines de maneira indireta é o consumidor mundial e não os nacionais chineses.

Então a carga tributária não é maior por esta razão.

Apesar de terem desperdicío de recursos a grande maioria do investimento asiático nao só a China humiha Brasil, argentina e outros tantos latinos. Tem muitos planos de metas e obsessã por produtividade, eficiência e trabalho duro (isto é um crime aqui).

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É uma interpretação. Só estou lembrando que os governos chineses têm controle sobre praticamente 40% do PIB.

Senão fica parecendo que a China é tipo algum outro país que só cobra uns 15 a 20% de carga (México, por exemplo), mas não tem controle sobre empresa quase nenhuma, comparativamente falando, claro.

Em termos de carga horária anual total de trabalho, Brasil e China possuem números parecidos. Trabalhamos duro também, mas para sustentar historicamente muito mais gente improdutiva (seja no governo, seja na ala protegida por este do setor privado)

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A China tem controle até do que seus habitantes falam e o que podem ou não falar.

O fato é que a carga tributária é baixa, é uma economia movida a exportação e o governo tem projetos longuíssimo prazo com uma cobrança fortíssima por resultados tal como outros asiáticos.

Trabalhamos em regime diferente do chinês, em intensidade diferente, em qualidade diferente.

E Sim concordo, o setor publico na China é muito mais produtivo e o setor privado lá ou assume riscos e concorrências ou vê um concorrente crescer muito mais (nisto são bem mais capitalistas que nós)…

O brasil sofre um mal danado que é uma aversão ao trabalho, o corporativismo (servidores públicos, caminhoneiro, policiais, advogados, médicos, empresas amigas do governo), todos cobrando um alto pedágio de toda sociedade, sem entregar resultados e correndo muito menos riscos…

E quem está do lado produtivo inferior na pirâmide tem o recado passado que ter sucesso é se enquadrar dentro desse corporativismo e se beneficiar de correr menos risco, ter que competir menos e ganhar mais …

O Brasil é uma verdadeira assimetria e com um incentivo perverso de comodismo protegido às custas alheias.

Agora me diga como mudar isto? Se você ousar desafiar essa cultura o médico, o advogado, o caminhoneiro, o servidor público, o bolsista de universidade todos vão olhar torto para você e apontar que a culpa não é deles e achar outro culpado não menos e nem mais culpado.

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A solução é botar uns 2% do PIB por ano no BNDES e botar Cadu pra comandar uma equipe CAFI de escolha de empresas a serem “aportadas” por uns dez anos rs

Mas enfim, tirando essa solução rápida que pensei, só elaborando um plano de governo bem realista quando não estivermos com sono e tendo que acordar cedo amanhã rs. mas entendi seu ponto. Acho que todos nós concordamos que nosso gasto público é muito ineficiente e mudar isso vai ser um trabalhão mesmo. Volta e meia eu acabo discordando de algum benefício/isenção/imunidade ou grupo deixado de fora de algum “sacrifício necessário” (essa história de que todo mundo está se sacrificando para sair da crise todo ano seguido tem furo). É uma briga.

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A solução é combater a corrupção com bala como é feito na China. La as estatais são feitas para entregar resultado para o país, aqui são feitas para tirar do país. Como nunca teremos pena capital, privatizar é a saída. Tirando as estruturas de poder da mão do Estado ele dependerá do mercado, aí não tem corporativismo, sindicalismo, cartorismo… e alta carga tributária que se sustente.

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é uma forma totalmente diferente de querer o poder.

Da forma que vejo, aqui no Brasil querem chegar ao poder para sugar tudo que é possível, sem se preocupar se isso vai acabar com o país. Se preocupam apenas com o curto prazo. Não se importam se daqui a 20 anos o país vai estar tão no lixo que nem dinheiro pra roubar vão ter.

Na China, eles entendem que a melhor forma de se perpetuar no poder é fazer o país crescer, pois serão vistos como os responsáveis pelo crescimento. Assim, seus confortos ficam assegurados por muitos anos. Obviamente, com a mão forte do estado para reprimir qualquer coisa contra o governo.

Olha, se não me engano. a Coreia vez quaaase isso. Colocava dinheiro na veia das empresas e a contrapartida era elas aumentarem a exportação. Se não aumentassem a venda para o exterior perdiam apoio do governo.

Assim foi com Hyundai, Sansumg e outras.

A outra coisa que penso é que falta ao país um Plano Diretor.
Em minha humilde e utópica opinião, deveria ter um plano, suprapartidário, de onde queremos chegar como país daqui a 50 anos.

Queremos continuar sendo o país das commodities, da baixa produtividade, da péssima educação, da pobreza?
Ou queremos crescer, de forma sustentável, e dar qualidade de vida para nossa população?
Como chegar lá? Qual é o único mecanismo real que pode melhorar produtividade, qualidade de vida e fazer o país crescer? Educação! Nós não temos nenhum plano concreto para melhorar nossa educação. Criam programas A, B ou C, mas que servem para tapar buracos, mas nenhum resolve de fato o problema.
Tínhamos que ter um projeto de como vamos investir na educação, desde a infantil até o ensino superior, passando pelo fundamental, médio e técnico. E que todo governante que assumir deveria dar continuidade a ele.
Infelizmente, sei que é utopia ter qualquer tipo de plano que esteja acima de desejos partidários. Aqui se preocupam mais em assumir o poder, pegar um programa já existente, mudar o nome pra poder chamar de seu, e toca o barco. e os problemas continuam os mesmos…

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Parece que o pessoal do dinheiro perdeu a paciência com os melindres do governo.

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Sim, a Coréia sempre trabalhou com metas e punições. E, quando não encontrava chaebol disposto a topar algo, fazia ela mesma. A siderúrgica famosa lá - não lembro o nome exato (posco?) - surgiu como estatal em 61 (acho) e só foi privatizada lá na época da crise asiática. Cada plano quinquenal tinha metas diferentes de desenvolvimento de setores.

Não è a toa que o FMI com o passar do tempo foi revisando sua própria não-recomendação quanto a fazer política industrial. Depende da política, como mostraram os asiáticos. A China tem uma corrupção gigantesca, mesmo com as medidas extremas pra servir de exemplo (pena capital e etc). Creio que o desenho das políticas é que são mais inteligentes mesmo (embora eu veja grandes ineficiências lá, pior é aqui).

Com atraso enorme, mas melhor que nada

Já debati muito isso com meu pai. Nossa conclusão: pode-se dobrar os gastos com educação no Brasil que nós continuaremos a ter resultados pífios, bem como nunca seremos relevantes no cenário científico mundial, porque isso? Em razão de a metodologia do nosso ensino estar totalmente equivocada. Por exemplo, os professores, no ensino básico, em sua maior parte, têm uma formação marxista, e, consequentemente, são de esquerda, ou seja, propagam aquele vitimismo barato e ideias nojentas que não resultaram em nada em lugar algum do mundo.
Além disso, o ensino brasileiro não tem rigor, punição etc. Hoje em dia, um aluno pode bater, ameaçar de todas as maneiras um professor que nada acontecerá com ele, isso é uma piada! Mesmo se matar e estuprar o professor será “internado” por no máximo três anos, isso é o ápice da banalização da vida e destruição dos bens jurídicos, nesse ponto a esquerda jurídica brasileira teve uma vitória gigantesca. Esse ponto eu tenho certeza que estará nos livros de história das civilizações futuras que irão nos conquistar.
Ademais, o sujeito não sabe a tabuada, não leu livros clássicos da literatura mundial ou brasileira e consegue sair da escola com um diploma de formado.
Formado em quê? Putaria, zombação e whatsapp.
De fato, o único reduto de ensino que resta, no tocante ao ensino público, são as escolas militares, justamente, em razão de existir rigor, punição etc. Já fui aluno de uma escola militar e lá não tem brincadeiras etc. É o dia inteiro de estudo, competição entre um e outro por um décimo de nota, com fins de ser sempre o melhor. Aliás, nesse contexto é isso que motiva a galera a estudar, a dar um gás, em buscar se aperfeiçoar dia a dia, porque têm muitas vantagens em ser o 01.
Em resumo, nunca vou me esquecer de um comentário que li de uma japonesa, ela mencionou que, durante o ensino médio, no mundo asiático, eles estudam em torno de 14 horas diárias e isso é normal lá, já os “inteligentes” estudam +16 horas por dia lá, ou seja, o dia inteiro em cima dos livros, olha o nível, um dia deles de estudo é uns três meses de um brasileiro comum.
Nunca o Brasil vai conseguir alcançar esse nível em uma democracia. Nosso país, hoje, de fato, é feito para a alta burocracia estatal, altos salário para o topo da máquina pública, grandes benefícios fiscais para o alto empresariado etc.

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Cara, esse diagnóstico não bate com os fatos.

Primeiro que 90% dos professores fazem nem ideia direito do que é marxismo. No máximo, têm uma concepção rasteira de justiça social, o que nem é marxismo.

Segundo que o sistema de ensino mais “marxista” do mundo (colocam conteúdo marxista até em cursos superiores nada a ver) é também um dos melhores, que é o da China. Vietnã idem. Xi Jinping inclusive intensificou a coisa recentemente. Não é aí que está o problema. Isso se difunde sim por aí, mas sem análise concreta.

O que atrapalha não é o marxismo (que é menos influente até do que se pensa, predominando às vezes até o “pós-modernismo” ou mesmo o positivismo), é a qualidade ruim e sem planejamento do ensino mesmo. Houve avanços desde 1988, mas ainda estamos muito atrasados. Escolaridade menor, analfabetismo maior e notas em exames ainda menores do que a maioria dos concorrentes. Mesmo se fosse possível passar uma lei proibindo que se toque em marxismo, o ensino continuaria uma bosta.

Para dar uma escola de qualidade, como a escola militar, é preciso um redirecionamento de verbas. Cortar os gastos ineficientes e deslocar para que toda escola pública tenha um nível de gasto condizente com essa qualidade. Ademais, não haveria mais o “efeito seleção” (escolas públicas que conseguem reunir os melhores ou mais promissores alunos que não podem pagar), pois todas teriam que ser “modelo”. Concordo e acho massa a ideia de aumentar o tempo de estudo para níveis asiáticos, mas isso exige outra escola também, que se adeque a isso. Concordo também com disciplina, mas o diferencial das militares é simplesmente este aqui, estrutura:

Se está se propondo que todas tenham esse padrão de gasto, ótimo, vamos lá aumentar esse gasto (nem sempre é o que resolve) tentando convencer outras partes da sociedade a fazerem esse investimento, Até concordo. Num modelo mais eficiente que o militar, espero, pra poder gastar menos (tem o lado fiscal também).

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tb não acho que o problema das escolas se resume ao marxismo.
Acredito que o problema é mais complexo que isso.

Por um lado, tem uma questão cultural brasileira. Na média, o brasileiro não gosta de ler, de estudar. Tem preguiça disso. Crianças são aterrorizadas pelos próprios adultos, dizendo que matemática é matéria difícil, que só quem é “cabeção” tira nota boa, ou reclamando que os livros passados nas aulas de literatura são chatos (e muitos realmente são), que é melhor ler um resumo do livro do que o livro em si.
E porque o brasileiro não entende que precisa estudar, mesmo sem gostar? Porque os exemplos que temos por aí de pessoas poderosas são pessoas toscas, muitas vezes sem preparo intelectual nenhum. Fico p* da vida quando vejo a imprensa chamar certos artistas de intelectuais. Intelectuais porque? Só porque são famosos, ou porque compõem algumas músicas bonitas? Ou porque fizeram vários filmes/novelas?
Basta ver nossos governantes. A maioria não sabe escrever uma redação de uma página sem cometer diversos erros de português. Não sabem falar sem assassinar a língua portuguesa. E duvido que a maioria saiba conceitos básicos de matemática.
No Brasil, quem vence não é quem estuda. Os espertos e malandros é que sempre vencem, sempre distorcendo fatos, regras e normas para seu próprio proveito.

O outro ponto é que educação é visto como gasto.
Pra mim, gasto é muito diferente de investimento.
Investimento é algo que vc espera retorno, seja de curto ou longo prazo. E educação é isso. Ao investir em educação vc espera uma população bem educada, que irá produzir mais com menos, e trará retorno ao país de inúmeras formas.
Não estou falando apenas de destinar maior verba para a educação. Precisa-se de uma reforma séria no ensino brasileiro. Professores precisam ser mais valorizados, as escolas precisam ter uma estrutura adequada. Não é gastar mais. É passar a investir de forma correta, naquilo que te dá retorno.
Dizer que escolas militares são melhores apenas pela disciplina é simplificar demais. Tenho certeza que os professores das escolas militares tem uma renda bem melhor que a renda da maioria dos professores brasileiros, e as escolas tb tem estrutura melhor.

Enfim, o problema é muito complexo, e termino usando esse espaço mais como um desabafo, pois sei que tudo isso é muito mais fácil de falar do que de fazer.
Mas realmente acredito que o país nunca avançará enquanto não tivermos governantes que encarem a educação como prioridade.

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É a escola Olavo de Carvalho. Todos problemas do mundo é por causa do Marxismo e todas as pessoas que não concordam comigo ou que não goste são marxistas.

Resumo da filosofia olavista.

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Acho que nossa cultura de não valorizar a educação como se deve é um problema histórico.

Pegue os dados de investimento em educação básica e taxas de matrícula desde os anos 50 e compare com as dos demais países de renda média na época. Plenos anos 50… 60… 70…

Só incluíam uma muito pequena minoria. O resto que se virasse…

Samuel Pessoa fez isso em alguns textos. Acho que até Angus Maddison fez também. Resultado: investimos sempre muito menos que nossos pares! Até da América Latina! Não demos importância. Contratamos as nossas dificuldades para as décadas seguintes. Nosso atraso.

Como querer um padrão médio normal e competitivo agora? É remar muito pra tirar a diferença e quem sabe um dia ultrapassar uma China, Vietnã (que ainda vai nos passar na economia, mas é jajá) ou Coréia da vida.

Vai ser um verdadeiro processo para essa cultura surgir.

Enquanto isso, estamos reduzindo verbas, inclusive das escolas militares (32 para 26 milhões em 2019). Hoje - da constituição pra cá - pelo menos há um valor bem maior aplicado, mas estamos tão atrasados que vai ter que se manter por muito tempo ainda.

Enfim, não é o único problema, mas é um problema. O maior. Dormimos na largada dessa coisa chamada “educação”.

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Ou talvez se o Estado apenas abrisse mão de fornecer educação e deixasse o ensino inteiramente na iniciativa privada, desconsiderando as dificuldades de transição de um modelo para o outro, atingiriamos este patamar de eficiência em pouco tempo. O que me parece esgotado não é nem o tamanho da verba ou como deveríamos direcionar melhor estes recursos, é simplesmente o reconhecimento da incapacidade do Estado em oferecer educação de qualidade.

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