Entendo que o ideal é levar até o vencimento, e pra algumas pessoas o 2045 faz mais sentido pra aposentadoria. Mas minha dúvida é bem em linha com o que o @rolissosls questionou aqui em cima. O prazo do 2045 é bem maior, e o cupom é o mesmo… Em teoria receber antes seria melhor, tendo menos risco e recebendo o mesmo.
Imposto
eu tenho justamente alguns desses com cupom, pensando em levar até o vencimento… Tive sorte de a marcação a mercado ter ajudado e até reduzi um pouco a posição em 2019, mas quando comprei era num cupom que eu aceitaria levar até o vencimento.
Mas ainda assim, ao falar em aposentadoria, eu concordaria com a precificação se o determinante fosse o dinheiro de pessoa física, mas o tesouro direto a precificação vem dos institucionais, não?
As vezes o mais longo tem até a taxa menor.
Imagine se os titulos pagassem ipca + 20%aa, vc iria preferir o com vencimento em 2035 ou 2045?
Eu sem duvidas nenhuma preferiria o 2045.
Existe algum etf de renda fixa que nao sofra a marcaçao a mercado?
Acho que vai não… os que conheço são prefixados ou ligados ao imab
Tô comprando muito, Tesouro Direto pra longo prazo. As últimas compras ocorreram em novembro do ano passado. Taxas muito boas, tanto pra prefixado quanto para os indexados (IPCA+).
Muitos FII´s estão caindo porque no momento estão pagando dividendos muito próximos dos títulos prefixados. Fica a dica.
Corajoso em comprar prefixado a 7% ou 8%.
Se a inflação voltar a ser de dois dígitos, vc faz o que?
A inflação não voltará a dois dígitos de um dia pro outro. Ademais, a marcação a mercado nestes títulos é voraz.
Amigo, se vc errar nisso, vai capotar feio. Se a inflação voltar a dois dígitos de forma continuada, a marcação a mercado devorará teu dinheiro.
Vc é realmente muito corajoso em comprar título prefixado a um dígito com o IGPM rondando os 30% a.a.
Não falo de risco, apenas expectativa:
Ipca longo ou pre fixado: na tua impressão, qual traz maior retorno na marcação a mercado?
ps. tb não falo de tit. c/ cupons.
elsonsj
Para ter os prefixados - que representa pouco mais de 10% da minha carteira de renda fixa, mas é onde tenho grande parte da minha reserva de emergância - eu me baseio no seguinte:
Hoje, um título prefixado de 7%, bate a poupança, a Selic e o IPCA.
Para o futuro, eu não acredito que a inflação vai subir enlouquecidamente. Sinceramente. A inflação máxima prevista para 2021 é de 5,25%, o centro da meta é 3,87%. Na pior hipótese um título prefixado de 7,47%, essa foi a taxa de hoje do Prefixado 2024 por exemplo, nas atuais circunstâncias supera o IPCA em cerca de 1% (líquido, descontado o pedágio de 0,12% referente ao resgate antecipado, o IR de 17,5% pra ficar menos um ano e taxa B3). Pra mim tá bom. Mas se a inflação ficar na meta ou abaixo, é melhor ainda.
-Mas e se a inflação subir igual em 2015?
Aí eu analiso se tiro com um ano ou eu deixo e espero para ver como será o ano seguinte. Mas isto nunca aconteceu.
Ademais, Para o futuro eu não acredito que a inflação vá disparar, porque o mercado também não acredita nisso. Pelo menos por hora, é o que aponta o relatório Focus, por exemplo. Há previsão de aumento, mas não de disparada. Tem muitos interesses envolvidos na manutenção da inflação perto do centro da meta, investidores estrangeiros, (re)eleição no ano que vem, etc.
Sobre o IGPM refletir na inflação, isto deve acontecer mais para frente e de forma não tão agressiva, mas depois deve voltar ao normal.
Essa não é a pior das hipóteses, principalmente se faz parte da sua reserva de emergencia.
É provavel que o juros subam, se subir, a cotação do teu titulo cai, e se vc tiver que usar (já que faz parte da sua reserva de emergencia), pode ter rentabilidade negativa
Aumento da taxa básica tende a aliviar a curva no cenário atual.
Pois bem, se eu precisar resgatar eu vou resgatar o prefixado 2023, que não está mais disponível para aplicação, que tenho média de 9,78%. Não vou resgatar os títulos mais novos. Eu vou aumentando média com o tempo e se precisar resgato os mais antigos com as médias mais altas.
Venho aportando ao longo de vários anos e se as taxas caem muito eu vendo, se as taxas sobem eu compro mais. De todo jeito é bom.
Sobre alta dos juros, desde 2002 (na verdade desde os anos 90), os juros no Brasil estão em queda. Tem momentos de alta, meses, anos, mas na média os juros apresentam tendência de queda. Os títulos do Tesouro Direto seguem esta tendência. Todos os títulos, sem exceção - seja para compra, resgate, ativos e inativos -, reproduzem este comportamento de queda. Com a subida da Selic que deve começar a ocorrer já na próxima reunião do Copom (16/03) eu não devo mexer nos meus títulos com mais de 2 anos e estou avaliando o que fazer com os mais novos.
Sinceramente?
Parei de ler quando li que vc coloca reserva de emergência em título prefixafo.
Amigo, numa boa mesmo, não fica dando ideia pras pessoas comprarem esse treco.
Pode até ser bom em algumas circunstâncias, mas vc não demonstra estar compreendendo os riscos envolvidos.
Tá fazendo trade com prefixado e desconsiderando os riscos envolvidos. É a mesma coisa de quem compra ações achando que sempre vai subir.
Acho que vcs tao confiando demais na alta da selic, já foi sinalizado que se aumentar vai ser em ritmo lento. Ou seja, vai demorar para termos bons patamares de RF.
Perfeito, a inflação implícita nos prefixados é sempre maior ao consenso de mercado, isso confere um prêmio a esses títulos além do prêmio natural da curva de juros.
Em tese, se você comprar 0,01 título prefixado todos os dias, mantendo o prazo médio próximo de 3 anos, ao longo do tempo terá um desempenho superior a Selic e o risco será praticamente zero em relação a esta. Mesmo que precise resgatar, você nunca estará distante da curva atual. Essa idéia é aliás o ETF FIXA11, mas que faz isso operando derivativos.
Todos os títulos do tesouro tem sua utilidade e função, uma boa carteira (já consolidada) vai ter algum grau de diversificação. Ter predileções é algo bem pessoal, pois todos títulos refletem a sua maneira os riscos percebidos naquele momento. Recordo que em 2015, meu título predileto foi a NTN-F, se tivesse comprado NTN-B, o retorno tinha sido menor. E a inflação era de 2 dígitos.
Se você quer resgatar logo (menos de 3 anos), é bem provável que os prefixados deem mais oportunidade. Se a ideia é resgatar com um tempo maior os IPCA+ são imbatíveis. Por exemplo, no início desta semana os prefixados e o IPCA+ 2026 apresentaram uma alta considerável nas taxas, então eu comprei (comprei não foi só porque subiu, comprei porque dentro do que eu analiso foi uma alta com um bom suporte teórico). Já o IPCA+ 2035 e o 2045 não subiram tão forte. Ou seja, o mercado entende que tem estresse no curto prazo. Neste sentido, vender nesta semana teria sido ruim para os títulos curtos e deve ter sido melhor para vender os títulos mais longos.
Algumas observações:
Quem pensa em ter rendimentos altos em poucos meses no Tesouro, no curto prazo, pode ser bem difícil. Ou seja, foco em marcação a mercado, no Tesouro não é fácil e não deve ser o objetivo. Tesouro é pra se proteger da inflação, acumular capital e deixar a máquina dos juros compostos trabalhar com o tempo.
Outra coisa importante é o momento da compra dos títulos. Por exemplo, eu consegui a proeza de investir no vale histórico do IPCA+ 2035 quando fiz uma compra em 04/11/2019 com taxa de 2,87%. Vou carregar este título até o vencimento, porque se eu resgatar com taxa maior terei rentabilidade negativa. Isto porque é bem provável que não tenhamos taxa inferior a esta no curto e médio prazo. Mas não tem problema, dentro da minha estratégia este título baixou a média, mas no cômputo geral não vai representar prejuízo, tendo em vista que no vencimento o Tesouro vai pagar o contratado. Logo, estarei protegido da inflação, com uma rentabilidade anual de quase 2% líquido até 2035. Mas para o título que comprei em 17/09/2015 a 7,35% é só alegria.
Ainda, dentro da minha perspectiva de aplicação no Tesouro, focando sempre o longo prazo, a questão do IR é irrelevante, porque eu sempre farei a conta de dois anos, 15%. Para os prefixados, que tenho posição bem pequena, trabalho com um ano, 17,5%.
Desculpe a demora pra responder, tenho duas crianças pequenas e eu e minha esposa estamos trabalhando remotamente, de casa, aí o trabalho mais que dobra.