quanto ao título a 2,87%. Vamos supor uma inflação média de 5% a.a até 2035. Teu rendimento real será de cerca de 1,43% a.a. acima da inflação. Tem IR e os 0,25% a.a do TD. Se a inflação for de 8% a.a., teu rendimento real será de 0,99% a.a. acima da inflação. Isso com o dinheiro preso até 2035;
quanto ao título prefixado a 7,35% (“só alegria”). Rendimento desse título é de 5,9975% a.a. Com inflação média de 5% a.a, você fica com 0,9975% a.a de rendimento real. Basta um único ano com inflação de 20% e teu rendimento final provavelmente irá para o negativo.
Te desejo sucesso, mas dá uma refletida. Estás em um jogo perigoso.
Exato, o momento e as perspectivas são muito importantes. Compreender macroeconomia e as curvas de juros futuros é imprescindível para operar bem no Tesouro Direto.
De 2012 a 2017 eu comprava apenas IPCA+ mensalmente para a aposentadoria, sem entender direito. Á partir de 2017 passei a compreender melhor a dinâmica do TD e passei a investir nos melhores momentos. Desde esta época temos um pequeno grupo de amigos que estuda e se ajuda para melhor investir. Teve uma época que tentamos fazer marcação a mercado, mas percebemos que resgatando com lucro não tínhamos onde investir de imediato estes valores - de forma a bater no longo prazo o próprio TD, com o seu baixo risco. Então, muito raramente faço resgates, tendo em vista o objetivo do logo prazo.
Os títulos IPCA+ pagam a inflação mais uma taxa. Ou seja, se a inflação for 8%, 20%, não interessa, o título paga a inflação mais 2,87% (1,43% líquido) e 7,35% (5,9975% líquido), como no exemplos. Isto, todo ano, com juros capitalizados, até 2035.
Você fez a conta como se fosse um prefixado, descontando a inflação da taxa. Para este tipo de título o prazo é menor e o prêmio é maior.
Amigo, me desculpa se escrevi algo que não foi da forma mais cordial.
A intenção é realmente ajudar.
Olha só!
É necessário observar que, quanto maior for a inflação, menor é o rendimento real, porque o IR incide tanto sobre o IPCA quanto sobre o prêmio.
Isso que você falou, de que a não interessa quanto for a inflação, não está correto.
4 exemplos (são apenas hipotéticos, não estou dizendo que a inflação será essa):
Título IPCA + 4% e inflação de 3%.
Rendimento bruto = 7%
Rendimento após IR = 5,95%
Rendimento após os 0,25% do TD = 5,70% a.a
Rendimento real (efetivo descontando a inflação): 2,70% a.a.
Título IPCA + 4% e inflação de 7%.
Rendimento bruto = 11%
Rendimento após IR = 9,35%
Rendimento após os 0,25% do TD = 9,15% a.a
Rendimento real (efetivo descontando a inflação): 2,15% a.a.
Título IPCA + 4% e inflação de 15%.
Rendimento bruto = 19%
Rendimento após IR = 16,15%
Rendimento após os 0,25% do TD = 15,95% a.a
Rendimento real (efetivo descontando a inflação): 0,95% a.a.
Título IPCA + 4% e inflação de 27%.
Rendimento bruto = 31%
Rendimento após IR = 26,35%
Rendimento após os 0,25% do TD = 26,10% a.a
Rendimento real (efetivo descontando a inflação): -0,90% a.a (RENDIMENTO NEGATIVO).
Por causa do IR, quanto maior for a inflação, menor será o rendimento. A malandragem do Governo é cobrar IR também sobre a inflação.
Então, pode acontecer de um título IPCA + X% ter rendimento real negativo.
Existe o problema, mas não é como você colocou. Precisa descontar o IR só no prazo final ou no resgate, dá uma bela diferença. Para ter rendimento real negativo o IPCA precisa chegar na casa de 100% a.a.
Para ter rendimento real negativo o IPCA precisa chegar na casa de 100% a.a.
É menos, mas os números continuam completamente irreais para a atualidade. O rendimento líquido é zero quando o IPCA for 85/15 = 5,67 vezes o prêmio do título. Esse é o ponto onde o ganho líquido vai ser igual ao IPCA. No IPCA mais curto hoje seria por volta de 18%
A questão é que esse IPCA teria que ser ao ano, o que é completamente fora da realidade. Se a inflação está nesse patamar na média, e sem controle durante os vários anos do título, provavelmente vão existir problemas mais sérios do que se importar com rentabilidade de investimento
Eu fiz uma aproximação, para demonstrar que, quanto maior a inflação, menor será o rendimento real dos títulos. Isso é um fato.
Como o desconto do IR ocorre somente no vencimento do título, dá uma diferença sim, como você disse, mas está muito longe de ser necessária inflação de 100% para o rendimento dar negativo.
O título com duration mais longo é o IPCA+ 2045, se nao me falha a memória é mais longo que o Cupom 2055, é portanto o título de maior volatilidade. Bom para duas coisas: 1) ir para o risco 2) cobrir o IR da correção monetária do 2055, como é um título muito rentável, segurando até o vencimento, uns 10-15% em relação a sua posição na NTN-B 2055 já cobre essa perda.
Logo
Rendimento Nominal = Rendimento Real (1+Inflação) + Inflação
Rendimento Nominal = 4,5% (1 + 3%) + 3%
Rendimento Nominal = 7,64% e não 7,5%
O negócio do IPCA+ é a cobrança do IR que vai sendo diferida e você rentabiliza em cima desse passivo, mas com certeza é inferior que uma debênture incentivada ou CRA. Aliás, CRA de JBS ou Marfrig é bem interessante, pois o risco país é menor, são empresas dolarizadas, mas captam com risco Brasil cheio. A própria Vale é uma opção, mas não me lembro da última emissão deles.
Exemplo: comprei TD hoje, serei obrigado a ter a grana disponível em c/c hoje, ou posso, resgatar minha poupança (d+0) no primeiro horário do dia seguinte p/ cobrir o TD?