Renda fixa (TD, CDB, LCI, poupança)

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Só não entendi o corta 5% do IRPJ e taxa em 20% os dividendos…isso é aumentar a carga em ~15% no final das contas.

Isso mesmo… vai aumentar.

O que ainda não entra na minha cabeça: as empresas não poderiam facilmente burlar isso (fazendo recompra, etc)? Se puderem, por que o governo faria essa mudança correndo o risco de perder arrecadação?

Essa mudança não é para pegar empresa de capital aberto…é para tributar PJs.

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Fisguei um IPCA hoje no secundário da XP:

CDB BMG - MAI/2024

IPC-A + 5.65%

15/05/2024

Como tenho muitos títulos vencendo em 2022, resolvi pegar um mais longo mas atrelado ao IPCA e aproveitar a surfada na inflação.

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Isso até seria válido se tivessem citado a CSLL, mas nenhuma menção a extinção do imposto. 10+(10)+20 ficaria legal, mas 10+(10)+9+20 é complicado. Li que a tributação de dividendos não é tão efetiva, cada 1% de redução no IR, precisa compensar com 3 ou 4% em dividendos. Não sei se vai aumentar a carga, mas que vai f**** vai.

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Tributar dividendos acho que é inevitável, agora que o Brasil quer entrar na OCDE.

Mandou bem demais. Muito boa taxa

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Fala galera…
Tenho parte do meu capital alocado em Renda Fixa, quase todo ele em Tesouro Direto IPCA+ (24, 35 e 45), e uma parte em CDBs de bancos médios.

Sempre considerei um problema no TD IPCA+ o fato de ter vencimentos com intervalos grandes entre um título e outro, na ordem de 10 anos.
Sendo assim, vou receber uma grana em 2024, outra em 2035 e outra em 2045, e pagarei IR em cada caso.
A questão é que provavelmente em 2035 eu não precise dessa grana, então irei reaplicar o dinheiro após ter perdido uma parte pro IR.
Resolvi estudar um pouco os ETFs de renda fixa, e achei o IMAB11 e o IMBB11 interessantes. O primeiro tem taxa de adm de 0,25% e o segundo 0,2%. Considerando que a taxa de custódia do TD é de 0,25%, o IMBB11 é teoricamente mais barato que o TD.
Além disso, entendi que as receitas do fundo são isentas de IR. O que significa que o fundo não paga IR quando vende/vence um título. Quem paga IR é o cotista ao vender sua cota. Isso, para efeito de reaplicação do lucro é bem positivo, melhor que o TD.
Além disso, com o ETF eu não tenho prazo de vencimento, então é como ter TD IPCA+ sem prazo, e posso vender aos poucos de acordo com a necessidade. Não serei obrigado a vender numa determinada data.
Isso pra mim tem mostrado uma grande vantagem desses ETFs em relação ao TD.
O maior ponto negativo que vi é que no TD, a rentabilidade é garantida no vencimento, mas não no meio do caminho. No ETF não existe vencimento, então não tem essa garantia. Se eu precisar vendê-lo em 2035, dependendo de como estiver a economia, posso sofrer na marcação a mercado.
Por outro lado, esse ETF possui títulos com vários vencimentos, uns mais curtos e outros mais longos. Os mais curtos são menos voláteis, e sofrem menos na marcação a mercado que os mais longos. Então esse efeito de marcação a mercado é menor no ETF que no TD IPCA+ longo.

Resumindo, não pretendo vender os meus títulos, pois n acho que vale a pena pagar o IR.
Mas tou pensando em colocar novos aportes exclusivamente no IMAB11 ou IMBB11.
Ainda preciso entender pq o IMAB11 é o mais famoso, se o IMBB tem taxa levemente mais baixa, e ver se os dois estão conseguindo replicar bem o índice IMA-B.

Quem conhece do assunto, meu raciocínio está certo ou tem alguma pegadinha que não consegui enxergar?

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O etf não tem vencimento, mas os títulos dentro dele sim. Recomendo procurar um vídeo da Marília da Nord que ela trata dos etfs de renda fixa. Costumam ser bons em momentos de baixa de juros, o contrario do que estamos vivendo, afinal os titulos que pagam mais estão vencendo e no lugar estão entrando títulos que pagam menos. Também precisa atentar ao regulamento, se o fundo for de longo prazo ele vende a mercado quando faltam 5, 3, 2 anos para o vencimento e se o momento não for o mais propício pode levar a perdas.

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Muito bom amigo. De toda forma você explicou um pouco o funcionamento desses dispositivos. Há um tempo eu estudei sobre e devido a marcação a mercado, resolvi não entrar. Acho que vale o risco quando o
movimento é da reducao da taxa de juros. Agora esta em ascensão!

A alternativa ao TD é fazer compra de LCI atrelada a inflação. Com prazos variados. Uma boa opção é do banco btg pactual. Tem varias opções

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O IMAB11 e IMBB11 seguem o índice IMA-B, que é referente aos títulos atrelados a inflação. Não tem a limitação de prazo. Tem outros que investem em títulos curtos e outros longos, mas tou de olho nesses dois por enquanto.
Pelo site do IMAB11, o índice tem 25% de títulos com vencimento inferior a 3 anos, 17% entre 3 e 5 anos, 17% entre 5 e 10 anos, e 41% acima de 10 anos (valores aproximados).
Ou seja, 58% de títulos longos (mais voláteis) e 42% de títulos curtos (menos voláteis).

Sobre essa questão de marcação a mercado, isso afeta o TD tanto como o ETF, até pq o ETF compra o mesmo título do TD. Então nesse critério de risco pela marcação a mercado, não se deveria entrar nem no TD nem no ETF.
Mas entendo que realmente essa é a grande desvantagem do ETF, a falta de garantia da taxa paga ao fim do vencimento, até porque o ETF não tem vencimento. E como quase 60% da carteira é de títulos longos, essa marcação a mercado tem um impacto significativo.
Outra opção pra fugir desse risco da marcação a mercado é investir no ETF de títulos + curtos, o B5P21. Mas, como sempre, com um menor risco, espera-se menor retorno. As taxas dos títulos mais curtos são sempre inferiores aos dos títulos longos.

Enfim, achei o ETF vantajoso na questão do reinvestimento quando há o vencimento do título, pois o ETF não paga IR nesse momento, então reinveste todo o montante inicial + juros. No TD, temos o pagamento de IR no vencimento, então só conseguimos reinvestir o montante inicial + juros - IR. A longo prazo acho que esse efeito pode ser bem relevante.

Só pra explicar, não acho que entrar em RF agora seja um excelente negócio. Mas devido às oportunidades nos últimos 2 anos na RV, praticamente só aportei em RV (ações e FII). Minha alocação de RF está bem abaixo do que eu gostaria, mas estou tendo dificuldades de comprar RF agora com esse aumento esperado da SELIC.
Resolvi entrar de pouco em pouco, com menos de 20% dos aportes mensais, seja em TD ou CDBs. Isso não vai resolver meu problema de baixa alocação em RF, mas pelo menos meu passivo não vai crescer tanto assim.

Não tenho conta no BTG, apenas na XP, Rico e Clear. Vou ver se acho alguma opção de LCI atrelado a inflação por lá.
Tou tentando seguir o conselho do @kardia de olhar as oportunidades no secundário da XP, mas estou tendo dificuldades de estar disponível às 10h pra ver isso.

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Esses ETFs são novos no mercado, então tem outros vindo por aí. Se não me engano você citou os mais antigos e conhecidos. É importante ver o que cada um propõe, se não me engano o IMAB é um pouco mais longo prazo. Tinha um, me perdoe esquecer o código, que mantinha tesouro selic e conseguia um duration de 3 anos através de derivativos, é um prêmio conhecido no mercado e dinheiro quase certo. Fiquei bem interessado não tem muito tempo, aí vi que tinha que ligar para comprar e vender pois ainda não dava pelo HB. Acabei deixando pra lá, mas definitivamente é uma boa opção. Para longo prazo, prefiro fazer do meu jeito, pois tem que fazer sentido pra mim, mas curto prazo seria como um fundo di turbinado e com IR de 15%.

Btg lança seus próprios lci. A taxa é maior diretamente por eles.

Esses 3 corretoras oferecem de bancos menores. Nem sempre tem uma taxa atrativa

Tal qual a poupança a rentabilidade do tesouro selic fica atrelada à data de vencimento?

No Inter a LCI deles me parece interessante: 3.49% + IPCA (1100 dias)

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Não, é diário… mas tome cuidado para prazos menores que 30 dias (iof regressivo)

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Tem um CDB do banco XP, na XP (lógico…rs) que ta pagando 200% cdi. Prazo de 90 dias. Achei interessante pois nao tinha nada perto disso no appRenda Fixa nesse prazo.