SAPR4 - Sanepar

Também não levo, nesse cenário catastrófico Sanepar será o menor dos meus problemas.

A única consideração que tenho é que compro quando o preço fica perto de R$4,0, acima ou abaixo.
Sei que quando a seca aperta tem o griteiro na imprensa e o preço cai.

Quanto aos dados climáticos, pelo que já li, lá pelos anos 1920-1930 foram os piores, nos USA.
Assim, acho que para comparar precisa ser uma série de dados a partir de, digamos, 1900.

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Para deixar claro, o gráfico que vi e não estou localizando, usava a média do século passado de chuva e a precipitação de cada ano. Comparando com o século passado, tinha muitos anos acima da média. A partir de 2000, apenas um ou dois anos ficaram acima da média. Os demais todos abaixo, e piorando com o passar dos anos.

Enfim, sei que é uma consideração difícil para se levar em conta.

Outra coisa que assusta é que quase tudo na mesma latitude do Brasil é desertico (Africa, austrália, atacama, etc).

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Acho que para analisar a Sanepar levando em conta o regime de chuvas do Brasil inteiro não seria o adequado devido a dimensões continentais do país.

Tentei achar algo em relação ao que você disse mas não consegui, mas achei esse artigo interessante de maio do ano passado, não tenho conhecimento para julgar as informações, mas aparenta ser normal a alternância entre períodos de estiagem e chuvosos.

https://www.fractaleng.com.br/mesmo-com-chuva-a-estiagem-pode-permanecer/

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No Brasil é diferente por causa da floresta Amazônica, que cria os chamados “rios aéreos” que levam chuva para o Centro-Oeste e Sudeste. Senão fosse por ela, aqui seria uma imensa savana e semi-árido.

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Verdade. Esse era do país inteiro.

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Exatamente essa é a justificativa que vi. O problema é que a Amazonia está cada vez menor…

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Uma pergunta de difícil resposta. Na hora de investir na Sanepar, vocês levam em conta o tamanho do impacto da mudança do regime de chuvas no Brasil, com o aquecimento global?

Não estou em SAPR, mas vou tentar ajudar. O aquecimento global causa (mais importante) um desarranjo no clima a que estamos acostumados. Áreas mais secas ficam mais úmidas, áreas úmidas ficam secas, chove onde não chovia, chove mais e mais intenso. Ou seja, o resultado é imprevisível.

Pergunto por que esses dias vi um gráfico sobre o quanto alterou as chuvas desde 2000, sendo que desde o começo do século todo ano fica abaixo da média histórica.

Depende de cada região, no CPTEC tem o histórico de uma região que engloba boa parte do Paraná:
Capturar

Há um ou outro veranico, mas em geral, se há alguma queda no volume pluviométrico, estamos falando de algo 100 anos a frente. Não necessariamente outras regiões do país podem estar tão estáveis, teríamos que ver um a um.

Isso já afetou e vai afetar ainda mais as empresas de saneamento e elétricas. Já afetou sabesp, Distrito Federal, sanepar … e provavelmente vai afetar ainda mais.

É possível, mas como disse, o atributo mais importante da mudança climática é a imprevisibilidade.

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Acredito estarmos entrando em um período de altas frequências, que serão de calores e frios mais intensos, bem comum na escala geológica de tempo e que normalmente estão associados a uma mudança de tendência. Isso pode sim, ser um problema para a empresa, pois uma estiagem de 5 a 10 anos, ou seja, nada na escala de tempo, seria algo completamente “normal”, mas no tempo “empresarial” seria algo para se preocupar.

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Pode acabar chegando ao ponto onde empresas de saneamento irão se interligar Brasil afora, assim como as elétricas. Imagina os custos.

Uma observação que, para recuperação de reservatórios, importa não apenas o volume de chuva. Também tem que ser levado em conta a distribuição dela.

Se estiver cada vez mais concentrada em poucos meses é um problema.

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Outro ponto é que o grande volume de água que abastecem com regularidade os reservatórios, normalmente não são das águas da chuva em si, mas sim de água subterrânea, que penetram no solo e vão gradativamente indo para os pontos mais baixos (rios e lagos), com o aumento do desmatamento, perde-se consideralvelmente esse poder de infiltração de água no solo, favorecendo a evaporação, ou seja, menos água chega aos reservatórios.

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Então aí a questão é discutir o que é “média”? O Nassim Taleb fala muito disso em seus livros. A média é apenas um numero, pode ser representativo ou não, é extremamente natural que 99% ou mais das ocorrências de um determinado fenômeno sejam diferentes da média.

Uma pessoa pode se afogar num lago com 15 cm de profundidade média?
Uma pessoa pode morrer de calor ou frio num ambiente cuja temperatura média seja de 21ºC?

Qual o desvio padrão da pluviosidade na região nos últimos 100 anos comparado com os últimos 20? Quanto tempo é o intervalo mais rigoroso com chuvas abaixo ou acima da média? Que modelo de distribuição é mais representativo dessa caraterística (Normal, Student, Assimétrica, Triangular…)?

Enfim, são muitas informações que qualificam a média ou não. No caso de pluviosidade é muito comum vermos nos jornais reportagens falando que choveu em 48 horas todo o esperado do mês, como se as chuvas acontecessem todos os dias, que esse mês choveu mais ou menos que a média, como se fizesse diferença para a natureza chover no dia 30 a noite ou no dia 1º pela manhã.

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Há que se levar em consideração ainda que a necessidade impulsiona a inovação.

Eu jamais descarto da equação a capacidade humana de solucionar problemas, inclusive na captação de chuvas.

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Concordo!

A melhor e mais barata solução/INOVAÇÃO é parar de desmatar, além de reflorestar.
Citaram a latitude 30º, clima sequíssimo, perfeito. Devido à célula de hadley, se não fosse amazônia e os rios aéreos…

EDIT: perguntando pro google “célula de hadley e formação dos desertos”, achei um vídeo sobre:

EDIT: uma boa pergunta pra se fazer no google, pode ser:
“Floresta amazônica e pluviosidade no sul/sudeste brasileiro” ou “Floresta amazônica e a possibilidade de geração de riqueza no sul/sudeste brasileiro…rs”

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A Companhia de Saneamento do Paraná-Sanepar comunica aos seus acionistas que, conforme deliberado na 57ª Assembleia Geral Ordinária ocorrida no dia 22 de abril de 2021, realizará o pagamento dos Juros sobre o Capital Próprio imputado aos Dividendos, na data de 18 de junho de 2021 , referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020

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Pelo visto, o barulho dos canhões vai aumentar até que surja um pequeno som de violino ao fundo… :cold_sweat:

Criando coragem aqui para fazer um último aporte abaixo dos R$ 4,00. Oremos.

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To querendo tb aumentar posição abaixo dos 4, mas tá difícil, o suporte dos 4.07 está resistindo bravamente. Infelizmente perdi a oportunidade semanas atrás.

Talvez, se passarmos por uma correção saudável no ibov, q talvez ocorre em breve , já q 133k eh um dos pontos qse máximo de fibo, ela va abaixo dos 4

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