Debate sobre Carteiras - 3ª parte

Sim, é exatamente isso @munniz, talvez em partes uma atratividade maior em ações, em outra uma posição com um pouco mais de risco. Em 2020 estava com uma divisão que julgo boa para longo prazo, em linhas gerais, 1/2 ações, 1/3 ouro, 1/6 em renda fixa. Dado momento, cheguei a ficar com 1/2 em ouro, que chegou a bater 2.000 con dólar a 5,60. Liquidei toda minha posição em ouro, liquidei a renda fixa que consistia de titulos com duration curta e estabeleci algumas etapas:

Formar um portfolio em ações brasileiras resiliente em todos os cenários, no sentido de empresas resilientes, claro, não exclusivamente resilientes ao mercado.

No devido tempo, esperar o desaquecimento do choque cambial, o movimento cíclico do S&P e montar uma carteira no exterior. Eu sei que isso agora pode querer ser engenheiro de obra pronta, mas na verdade eu tenho tudo documentado rs. Mas enfim, a maioria sabia que esse resultado era mais provável do que o início de “novos tempos”.

Por fim, este momento ainda não chegou, recompor minha posição em ouro e renda fixa.

Então a concentração é temporária, no final vou ter algo como 2/3 em ações, sendo uns 3/4 no BR e 1/4 no exterior, talvez já colocando o spin-off do Êxito (PCAR) na conta. Do 1/3 restante. Duas partes em ouro e 1 parte em títulos possivelmente.

Na média, 67% da carteira vai estar em umas 12, 13 ações no máximo. E o restante como falei.

Q concentração desta ou daquela empresa em geral é algum movimento de mercado, eu sigo o manual da jardinagem: ou poda, ou corta, pu deixa crescer. Em Hypera só fiz uma poda, acho que é cedo pra vender. Em outras, deixo crescer, ou aumento um pouco a área, mas são movimentos mínimos em geral.

Acho que minha visão é mais ou menos essa. Não tenho tudo milimetricamente definido, mas vou seguindo dentro do possível com o planejado.

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Estou muito tentado a fazer uma estratégia mais arriscada em ações, gostaria da sua opinião, da opinião do @cadu , @weldson e quem estiver pensando ações nos últimos tempos.

Atualmente estou posicionado apenas em duas ações EZTC e SIMH, iniciei posição desde 2019…cheguei a ter 80% do PL em ações, mas a partir do estouro do teto pelo governo anterior e vendo um cenário de disputa de populismo passei a vender as posições com lucro e alocar em crédito ligado a IPCA e CDI. atualmente estou com 95% do PL em crédito , com alguma marcação negativa em alguns ativos.

A ideia seria alocar 3% mensalmente em açoes de crescimento, baixo endividamento , não correr o risco de prolongamento de crédito escasso e juros altos (isto acaba penalizando demais empresas endividadas)… ao mesmo tempo ao investir em empresas de crescimento elas pegam carona de maneira muito forte numa eventual redução dos juros e risco país… e após isto, com alguma sorte alocar em ativos dolarizados que possam estar baratos, preferêncialmente numa fase de fortalecimento do real e depreciação de ativos americanos…

Algumas empresas que tenho gostado:

BEEF3, MLAS3, SIMH3, EZTC3, BOAS3,
MULT3, CSED3, PETZ3, SQIA3, PCAR3,
LREN3, FLRY3, LOGG3, B3SA3, RANI3
CSUD3, CSED3

Outros só por questão de preço:
ITSA3 BBDC3 KLBN3 PCAR3 ALUP3

È uma carteira pulverizada, porque não visa a rentabilidade em ativos específicos, mas no todo numa possível reversão de cenário nos próximos 04 anos, mitigando o risco real através de baixo endividamento.

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Acho uma estratégia válida.
Muitas destas empresas que citou eu não acompanho. Aqui eu listei algumas que ou tenho em carteira ou estou monitorando o preço para compra: Índice Penserico - Express - #411 por cadu

Penso que vc poderia incluir mais empresas exportadoras, para diminuir a dependência do mercado interno e melhor diversificar, e não esperar um segundo momento para tal. O rumo da economia interna ainda está um mistério, pois o Haddad não manda nada, e quem dita é controla tudo é o Lula. E fica difícil saber o plano de governo deles, pois não tem um.

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Então, tem poucas exportadores porque a ideia é comprar empresas com alto nível numa possível retomada. As empresas exportadoras estou priorizando o caixa através de crédito privado. Então a carteira seria basicamente composta por crédito pulverizado e ações de forma pulverizada. Se eu pudesse me protegeria em dolar + juros de bonds de empresas brasileiras boas, mas não arrumei uma forma simples de fazer isto.

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Simples até é, a Avenue tem diversas opções, mas títulos dolarizados em geral vão ter sempre um ticket de entrada alto, na casa de dezenas de milhares de dólares. Com sorte, há os ETFs. Aliás, com um pouco de risco dá pra comprar uma Verizon ou uma AT&T da vida. Comprei Verizon na casa dos 6% com P/L de 8. A segunda que mencionei estava no mesmo patamar. Com o Biden falando em tributar as recompras, pode até ser menos arriscado. Não sei até onde o mercado precifica isso, mas se você comprar o S&P pagando dividendos regularmente, você sentiria o impacto. Hoje o índice cresce os lucros na casa de 7-8% a.a., pagando 1,5% e uns 3% em recompras, se você paga um P/VP de 4, bem por cima, sentiria um impacto quase imediato ou no ROE ou no EPS. Meu palpite é um pouco nos dois, pois além de reter o lucro, coisa a que estão acostumados, vão investir pior e pagar um pouco de dividendos, coisa a que não estão acostumados. Com uma vaca leiteira, você já fugiria da armadilha. Por comparação, um título de longo prazo de uma empresa brasileira vai te dar na casa de 8 ou 9% mais ou menos. Algumas menos. Os títulos soberanos estão na casa de 6%.

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@munniz, dá uma olhada neste relatório sobre Shulz que a Trígono fez. É uma empresa bem resiliente e que vem entregando consistentemente, mesmo em período difíceis como mostra o relatório.

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Eu nunca consigo entender por que ter 4 bancos, 5 elétricas etc.

Na minha visão é uma falsa diversificação que só torna o acompanhamento das empresas mais sofrido e o resultado mais pulverizado.

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Boa carteira.
Reduziria o número de ações do setor elétrico, ficaria com umas duas empresas, apenas.
Optaria por empresas menos cíclicas pelo momento econômico que passamos.
Acho valido, também, investir diretamente no exterior.

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E se a pessoa estiver focada em dividendos, vc mudaria sua visão? @ricardotgo

Obrigado pela contribuição!

Das elétricas, quais deveriam ficar? E quais ações menos cíclicas que estão baratas?

Nas contribuições, estou pensando em desfazer da NTCO3. Já estava em dúvida, ela subiu bem nesses últimos dias e está acima do meu PM. Posso trocar por algum ativo mais confiável e melhor potencial.

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Não.

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Postei minha carteira no tópico “Analise fundamentalista”, dá uma olhada lá. Porém não sou responsável por suas decisões.

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No meu caso, o que justifica ter empresas do mesmo setor é o ponto de entrada interessante e específico. Taesa quando a Cemig vendeu participação; Copel quando o capex e a dívida eram altos; BB quando o governo intervém ou ameaça; trpl e Bradesco agora. Notícias ou boatos específicos em relação a determinada empresa.

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Para quem tem conta no C6 ou pretentede ter. Na Tech Invest o banco oferece uma plataforma personaliza de investimentos diversificada. Taxa de 0,7% a.a. e resgate em 1 dia útil.
Opção interessante para quem esta começando ou quer diversificar.
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Claro! Não se preocupe! A responsabilidade é sempre de quem emite a ordem de venda ou de compra, rsrs. Aqui é apenas debate e opinião. Grato pelo seu tempo e contribuição.

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@cadu @sr_fouquet @rolissosls @fabio_barbosa @tfreitas88

Alguém poderia fazer uma crítica construtiva para esse portifólio que pretendo seguir:

12,5% SELIC (renda fixa)
12,5% IPCA 2029 (RF)
12,5% IPCA 2045 (RF)
12,5% IVVB11 ou VT (dolarizacao)
10% FIIs
40% Ações BR

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Vou dar minha opinião, mas o mais importante é você se sentir seguro e tranquilo com a sua estratégia.

Parece que você está bem inclinado a seguir este portfólio e eu gosto muito desta estratégia porque você pode direcionar os próximos aportes para manter este percentual.

Minha crítica seria: o percentual de RF está muito alto. Mas, isto depende da sua idade e de quão representativo serão seus próximos aportes; exemplo: tenho 5% de RF (já com OC lançada no HB… rsrs) e 95% em RV, mas tenho condições de dobrar meu capital em bolsa com 2 anos de aporte, assim é como se eu tivesse 50% em ações e 50% em caixa a ser recebido nos próximos 2 anos. Então, se seus aportes não serão muito representativos, acredito que o percentual de RF se justifica.

Outra coisa muito importante é a escolha das ações BR. Acredito importante estar diversificado com empresas com grande potencial por estar num momento ruim (SELIC alta) mais vinculadas ao mercado interno, assim como ter também empresas com receitas no exterior e/ou exportadoras.

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Tb vou na mesma linha do @fabio_barbosa, creio que este percentual da RF está muito elevado. Eu pensaria em diminuir este trocando o Ipca 2045 por Fiis.

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Oi @al_pacino

Se todos os itens se referirem a investimentos mesmo e não reservas: eu tentaria outra abordagem.

Imagine mais ou menos como um fluxograma

título para proteger da inflação, sem cupom
|
fundos imobiliários
|
prefixado cupom 10%, 10 anos
|
selic (caixa) —- ouro (reserva)
|
acões brasileiras —— etf US$

A lógica é que os títulos sem cupom e indexados irão oferecer uma rentabilidade cumulativa e proteger o seu patrimônio e não a sua renda. Neste caso, ele age em sinergia direta com a NTN-F prefixada.

Os imobiliários vão abastecer seu caixa com uma periodicidade e uma rentabilidade maiores.

O seu caixa poderia ser dividido entre selic e ouro, o que ajudaria na dolarização e diminuiria o excesso alocado.

Por fim, ações brasileiras irão também alimentar o caixa, mas com maior risco, parte disso você está absorvendo com a compra do ETF do S&P.

Sobre “%”

Os dois títulos do tesouro trabalham juntos. Para aumentar a renda, mais cupom, para aumentar o retorno, IPCA+, na média diria para você ter um pouco no LP apenas como proteção, poderia ser;

5% sem cupom inflação
10% pre com cupom

O contrário seria:
10% com cupom inflação
5% pre sem cupom

Cuidado com prazos e risco de reinvestimento aqui.

Fundos imobiliários podem ter o mesmo peso ou mais na minha opinião. Pensando que aloquei 15 em renda fixa, deixaria 15 aqui.

Para o caixa 5% e mais 5% em reservas de ouro

Aqui são 40% dos investimentos.

Esses 40 eu replicava em ações, dos 20 que sobraram ficam algumas possibilidades, pelo menos 15 poderíamos usar no S&P…

Agora temos 20% dolarizado, porque não fazer 25% com mais 5 em ouro?

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