EGIE3 - Engie Brasil

@salles , como falei aqui: Setorial - Energia Elétrica - #85 de fabio_barbosa

A Engie atua em Geração e Transmissão; vem investindo na cadeia de gás (TAG, foi 8% do EBITDA em 2021 e 11% em 2022) e buscando aumentar sua exposição em geração solar e eólica. Em 2021, a Geração representou 68% da RL (80% em 2022) e 88% do EBITDA (80% em 2022), enquanto a Transmissão representou 23% da RL (14% em 2022) e 4% do EBITDA (8% em 2022). 81% da geração em 2021 era hídrica e 76% em 2022.

Concordo, mas o setor de geração é muito diferente do de distribuição. Se você comparar ela com outras geradoras, na verdade, ela parece mais barata. Isto ocorre provavelmente porque ela é a mais estabelecida e com menos projetos (proporcionalmente) de ampliação da capacidade de geração. Por exemplo, a Auren tem potencial de atingir 5,25 GW (atual 3 GW), a AES tem potencial de atingir cerca de 6,8 GW (atual 4 GW) e a Omega tem cerca de 2 GW (quase tudo eólica) atualmente com projetos para desenvolver 4,25 GW de solar e mais 2,8 GW de eólica; já a Eneva comprou recentemente a Focus Energia com potencial de desenvolver cerca de 3 GW em energia solar e ela é diferente de todas por ser predominante em termoelétrica e ser integrada com produção de gás.

Então, mesmo entre as geradoras é difícil fazer uma comparação.

Não acho que tenha algum não recorrente, mas as geradoras tem clara vantagem em relação às distribuidoras. As margens no setor de geração costumam ser maiores pela característica do negócio: o maior custo é incorrido no desenvolvimento do projeto que, quando está maduro, necessita de menos investimentos e não tem os custos e despesas das distribuidoras.

Então, a Engie faz muito menos “esforço” (menor RL, menor capital de giro, menor necessidade de investimento e etc) para ter um mesmo valor determinado de lucro. Mal comparando: é como se ela fosse a EZTec (de antigamente) e as distribuidoras fossem a Mitre ou Even por causa das margens, ou seja, naturalmente precisa ter prêmio por isto.

Quanto ao lucro futuro, ela tende a ter um crescimento “mais fácil” justamente pela característica do setor de geração com tendência de menor aumento de custos/despesas/investimentos.

O payout (e consequentemente o DY) pode ser maior pelos mesmos motivos citados acima.

Exato.

Aí já é outra questão e precisaria de mais discussão, mas, em resumo, tô investindo em empresas boas que estão passando por mal momento e que o lucro está reduzido (P/Ls mais altos que o normal).

Temos também várias empresas com lucros muito altos por condições passageiras (P/Ls baixos) e que devem retornar para valores mais “normais”.

Espero ter ajudado e, por favor, me corrijam se estiver dito algo errado ou discordem/complementem caso necessário.

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MUITOO OBRIGADO! Você e este fórum em geral são sempre nota 1000!

PS: já tinha lido seu excelente post no forum das elétricas um tempo atrás. Foi bom ter citado, pois acho que agora é uma excelente hora para eu lê-lo novamente.

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Resultado 4T23

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Bom resultado e Dividendos de R$ 1,22 anunciados, pendentes de aprovação , mas serão aprovados

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Isso nao os deixam com medo?
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Alguns (como AES e Auren) tem falado em exportar energia para outros países da América Latina.
Algo que também preocupa, me parece, é o impacto, no longo prazo, da geração de energia própria no sistema, via instalação de painéis solares (e como isso impacta cada um dos segmentos do setor).
Se tem tanto projeto vindo a mercado, acho que vamos precisar de mais linhas de transmissão, o qual deve ser o segmento vitorioso nesse contexto.
Engie atua em transmissão?

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Mais de 70% está em geração e so 10% em transmissão , contudo há investimentos pra expandir transmissão

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Agora, é interessante essa perspectiva de “nuvem” nesse setor (ao menos em geração).
Em 20 anos de mercado, se eu pudesse dizer qual foi o setor vitorioso desde que comecei a investir, sem sombra de dúvida, apontaria o setor elétrico brasileiro como de maior retorno desde então.

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Eu tenho a impressão de que o setor de transmissão está mais competitivo hoje do que nas últimas décadas. O próprio fato de a Engie ter entrado em transmissão é prova disso. O que também significa que os contratos firmados em leilão devem ser cada vez menos vantajosos para as transmissoras. Acredito que no próximo ciclo, empresas que trabalham exclusivamente com transmissão vão se tornar cada vez menos lucrativas. Não é o caso da Engie.

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Os contratos mais recentes preveem indexação por qual índice?
Parece que a TAESA foi muito favorecida pela alta fenomenal do IGPM no período pós COVID, o que me parece uma excrescência (a indexação desse tipo de contrato a um índice mais correlacionado a commodities).

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Será que foi mesmo um bom negócio a venda da TAG :thinking: … quedinha no lucro

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Acho que a venda da termoelétrica Pampa Sul teve maior impacto na perda de receita.
Esses desinvestimentos (total na Pampa Sul, e parcial na TAG) vão teoricamente patrocinar novas empreitadas, como a linha de trasmissão arrematada ano passado, com RAP prevista de 249 milhões, o que recomporia a receita da empresa sem pressionar a alavancagem.

Do release:

As reduções nos volumes de vendas e preços médios de venda, ocasionaram, em conjunto, reduções de R$ 229 milhões, entre os trimestres na receita operacional líquida da Companhia. Destes valores, R$ 182 milhões referem-se à alienação da subsidiária Pampa Sul, ocorrida no 2T23.

Pampa Sul entrava como receita, TAG entra na rubrica “Equivalência Patrimonial”, cuja queda foi de “apenas” 86 milhões.

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ENGIE, Velocidade de cruzeiro!

Nesse trimestre, na minha visão, a empresa apresentou resultados neutros, considerando o cenário de recuperação dos preços de energia, a alienação de parte de sua participação da TAG e a entrada em operação de novos parques geradores e transmissores. Apesar do aumento do parque gerador, devido a venda da UTE Pampa Sul e o menor volume de energia comprada para revenda, a companhia apresentou uma redução no volume de venda de energia, passando de 4.343 MWmédios no 1T24 para 4.058 MWmédios que, balanceado pelos maiores preços médios de venda de energia, resultaram em um aumento marginal de receita para a empresa.
Para além disso, cito os pesados investimentos que a Engie tem feito na expansão de seu portfólio, com cronogramas adiantados em relação ao previsto pelo regulador e com capex também abaixo do esperado. Foram realizados investimentos de R$2.1 bilhões nesse trimestre, referente a contrução de seus projetos. Uma vez que esses projetos apresentem contratos de venda de energia à preços interessantes e por vezes maiores que o atual preço médio de venda da companhia, esse investimentos tendem a agregar valor para a empresa, ainda que no curto prazo pressionem a distribuição dos dividendos. Para esse trimestre, foi aprovado um dividendo intercalar de R$1,44/ação, equivalente à 55% do lucro líquido distribuível do semestre, com dividend yield de 3,12% e data ex de 22 de Agosto.

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Resultado ruim . Venda da tag está se mostrando que não foi um bom negócio . Aguardando o mercado bater forte

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Engie (EGIE3) capta R$ 2 bi com nova emissão de debêntures

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